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- SBC pede sanção urgente de Projeto de Lei ao Presidente da República
Manifestação oficial solicita a aprovação integral do texto que determina a instituição de protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no SUS Em carta aberta encaminhada em 19 de agosto de 2026, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e suas sociedades estaduais filiadas solicitaram ao Presidente da República a sanção integral e urgente do Projeto de Lei nº 5.972/2023. O texto, aprovado pelo Senado Federal em 12 de agosto de 2026 sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados, acrescenta dispositivo à Lei nº 14.747/2023 para determinar a criação de protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta prevê a inclusão de medidas trombolíticas em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), seguindo critérios técnicos de segurança e eficácia definidos pelo órgão competente. A SBC destaca que o fator tempo é determinante na evolução de quadros agudos como o infarto do miocárdio e que, para quem reside distante de grandes centros urbanos ou sem acesso rápido a hospitais com serviço de hemodinâmica, a administração de trombolíticos na própria UPA pode representar a única opção de tratamento dentro da janela terapêutica adequada. A entidade colocou-se à disposição do Ministério da Saúde para colaborar, com base em suas diretrizes científicas, na elaboração dos protocolos previstos no projeto. A manifestação enfatiza que a celeridade na sanção presidencial é fundamental para antecipar a contagem do prazo de 180 dias de vacância previsto para a entrada em vigor da lei, acelerando o momento em que as novas rotinas estarão disponíveis nos serviços de urgência da rede pública. A publicação do documento busca dar visibilidade a esta importante mobilização da comunidade médica em prol do fortalecimento da atenção às emergências cardiovasculares no país. Confira, a seguir, o texto da carta aberta na íntegra. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com o apoio das Sociedades Estaduais filiadas que subscrevem esta manifestação, dirige-se respeitosamente a Vossa Excelência para pedir a sanção, em caráter de urgência, do Projeto de Lei nº 5.972, de 2023, aprovado pelo Senado Federal em 12 de agosto de 2026, sem alterações ao texto já aprovado pela Câmara dos Deputados, e ora submetido à apreciação presidencial. O projeto acrescenta o art. 2º-A à Lei nº 14.747, de 5 de dezembro de 2023, para determinar que o órgão competente do Poder Executivo institua protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), incluídas medidas trombolíticas em Unidade de Pronto Atendimento (UPA), observados critérios de segurança e eficácia definidos em norma técnica própria. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. No infarto agudo do miocárdio, o desfecho depende sobretudo do tempo decorrido entre o início dos sintomas e a reperfusão do músculo cardíaco: quanto maior a demora, maior a mortalidade e mais graves as sequelas. Parcela expressiva da população brasileira, principalmente fora dos grandes centros urbanos, não alcança em tempo hábil um hospital equipado com serviço de hemodinâmica. Para esses pacientes, a administração de trombolíticos na própria UPA, sob protocolo definido pelo órgão técnico competente, é muitas vezes a única possibilidade de tratamento dentro da janela terapêutica recomendada pela literatura científica. O cuidado com a emergência cardiovascular integra os objetivos institucionais da SBC, entidade que congrega os cardiologistas brasileiros e mantém compromisso permanente com a qualificação do atendimento ao infarto em todo o território nacional. Por isso, a SBC coloca-se desde já à disposição do Ministério da Saúde para colaborar, com fundamento em suas diretrizes científicas, na elaboração dos protocolos previstos no projeto, de modo que a aplicação da nova lei se dê com a segurança que a matéria exige. O texto aprovado é fruto de consenso entre as duas Casas do Congresso Nacional e prevê prazo de cento e oitenta dias de vacância para sua entrada em vigor. Cada dia de antecipação da sanção antecipa também o início desse prazo e, com ele, o momento em que os protocolos estarão disponíveis nos serviços de urgência do SUS. Por essas razões, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e as Sociedades Estaduais signatárias pedem a Vossa Excelência a sanção integral e urgente do Projeto de Lei nº 5.972, de 2023, medida que aproxima o SUS do padrão de atendimento que a ciência já recomenda para o infarto agudo do miocárdio, em benefício de todos os brasileiros, em qualquer região do país. Respeitosamente, Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2026. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA Dr. Sérgio Tavares Montenegro - Presidente
- Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq abre inscrições - Até 10/9
Iniciativa valoriza a atuação de pesquisadoras e instituições na promoção da equidade de gênero no ambiente científico e tecnológico do país O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), abriu as inscrições para o 3º Prêmio Mulheres e Ciência, com prazo para submissão até 10 de setembro de 2026. A premiação busca reconhecer a contribuição de pesquisadoras e instituições para o avanço do conhecimento, estimulando ambientes científicos mais inclusivos e equitativos. Imagem: Divulgação A iniciativa destaca a importância da representatividade feminina nas áreas de ciências da vida, exatas e humanas, fortalecendo a construção de políticas voltadas à igualdade de gênero, étnica e racial. As premiações em dinheiro variam de R$ 5 mil a R$ 60 mil, divididas em quatro categorias que abrangem desde jovens em formação até trajetórias consolidadas e programas institucionais. Público-alvo e categorias de participação A chamada contemplará candidatas e instituições divididas nas seguintes modalidades: Incentivo: Destinada a jovens de 15 a 29 anos que participam do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres (Prêmio: R$ 5 mil); Estímulo: Voltada a pesquisadoras com título de doutorado concluído a partir de 2011 (Prêmio: R$ 20 mil); Trajetória: Voltada a pesquisadoras com doutorado concluído até 2010 e com destacada contribuição científica nacional (Prêmio: R$ 40 mil); Mérito Institucional: Destinada a instituições de educação superior e institutos de pesquisa que implementam planos de ação para a promoção da equidade de gênero (Prêmio: R$ 60 mil para fortalecimento dessas ações). O resultado final do edital será anunciado em novembro de 2026, e a cerimônia oficial de premiação está prevista para março de 2027, em Brasília. Serviço e como participar As submissões devem ser realizadas de forma totalmente online. O prazo final para o envio das candidaturas e projetos é 10 de setembro de 2026. O que é: 3ª edição do Prêmio Mulheres e Ciência (CNPq) Prazo de inscrição: Até 10 de setembro de 2026 Quem pode participar: Jovens pesquisadoras do Programa Asas para o Futuro, doutoras (conclusão pré ou pós-2011) e instituições de ensino e pesquisa com políticas de equidade de gênero Premiação: De R$ 5 mil a R$ 60 mil, além de passagens e apoio para participação em eventos científicos Onde se inscrever: Diretamente na Página Oficial do Prêmio Mulheres e Ciência - CNPq. Fonte: CNPq
- Vacinação é subutilizada na proteção de pessoas com condições crônicas, alerta publicação por brasileiros em revista internacional
Um artigo científico, publicado nesta semana na revista internacional Public Health, alerta que a vacinação permanece subutilizada como estratégia de proteção para pessoas que vivem com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), apesar das evidências demonstrarem redução de hospitalizações, complicações e mortes relacionadas a infecções como influenza, covid-19, condição de saúde pneumocócica e vírus sincicial respiratório (VSR). Foto: Magnific A publicação, intitulada "Integrating vaccination into strategies to protect people living with noncommunicable diseases", foi desenvolvida por pesquisadores do Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis do Brasil (ForumCCNTs) e da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os autores defendem que a vacinação deixe de ser tratada apenas como uma estratégia de manejo de condições de saúde infecciosas e passe a integrar de forma sistemática as políticas públicas de redução de risco e manejo das CCNTs. Segundo os autores, pessoas com condições de saúde cardiovasculares, diabetes, condições de saúde respiratórias crônicas, câncer e condição de saúde renal crônica apresentam risco significativamente maior de desenvolver formas graves de infecções respiratórias, que frequentemente desencadeiam infarto, acidente vascular cerebral (AVC), descompensação metabólica e agravamento de condições de saúde pulmonares. O trabalho destaca ainda que vacinas contra influenza, covid-19, pneumococo, herpes-zóster e outros agentes infecciosos podem reduzir esses desfechos adversos e contribuir para o envelhecimento saudável. "O desafio das condições crônicas de saúde não pode ser enfrentado apenas com medicamentos, atividade física e alimentação saudável. Reduzir riscos de infecções por meio da vacinação também significa prevenir complicações cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, reduzindo hospitalizações e mortes evitáveis", afirma o pesquisador Mark Barone, autor correspondente do estudo. Cobertura vacinal permanece abaixo da meta O alerta dos pesquisadores ocorre em um momento de baixa adesão à vacinação contra influenza no Brasil. O monitoramento do Ministério da Saúde indica que a cobertura vacinal entre os grupos prioritários permanece abaixo de 50%, incluindo pessoas com 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com CCNTs, como diabetes, condição de saúde pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condições de saúde cardiovasculares, condição de saúde renal crônica e outras condições que aumentam o risco de complicações. Para os autores, esse cenário amplia a preocupação diante da elevada circulação de vírus respiratórios e da vulnerabilidade das pessoas que convivem com essas condições de saúde. Dados nacionais reforçam o impacto O mais recente relatório anual de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde registrou 230.622 hospitalizações e 13.273 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Entre os óbitos por SRAG associados à covid-19, 84,5% ocorreram em pessoas com uma ou mais CCNT, destacando-se: cardiopatia crônica (52,9%); diabetes (31,9%); pneumopatia crônica (15,8%). Nos óbitos por influenza, 79,0% também apresentavam CCNTs, principalmente: cardiopatia crônica (52,2%); diabetes (32,3%); pneumopatia crônica (19,4%). Já entre os óbitos por SRAG causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 56,6% ocorreram em pessoas com CCNTs, incluindo: cardiopatias (48,2%); diabetes (25,0%); pneumopatias crônicas (18,4%). Segundo o Ministério da Saúde, esses óbitos concentram-se principalmente entre maiores de 60 anos, adultos com fatores de risco e, no caso do VSR, também entre crianças. Mudança de paradigma O artigo ressalta que a própria Declaração Política da 4ª Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Doenças Crônicas já reconhece a importância de ampliar o acesso à vacinação para pessoas com condições crônicas, mas observa que essa integração ainda aparece de forma limitada nas principais políticas internacionais voltadas às CCNTs. Os pesquisadores defendem que a avaliação do calendário vacinal passe a fazer parte do acompanhamento rotineiro das pessoas com condições crônicas de saúde na atenção primária e nos serviços especializados, contribuindo para reduzir internações evitáveis, fortalecer a preparação para futuras emergências sanitárias e acelerar o alcance da Meta 3.4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, que prevê a redução da mortalidade prematura por condições de saúde crônicas não transmissíveis em um terço até 2030. Indicações do FórumCCNTs Saúde Crônica em Foco #3 - Dr. Renato Kfouri (Spotify e YouTube) Gripe, coração e envelhecimento | DrauzioCast Site Drauzio Varella Na Imprensa ADJ Diabetes Brasil Broadcast Estado de Minas Mundo Corporativo O Globo Terra Valor Econômico
- Evento para Gestores: Programas de CCNTs/DCNTs com Oportunidade de Escala (online) - 14/8, às 14h
Objetivos: Reunir gestores e implementadores de diferentes regiões do país para compartilhar experiências com potencial de escala que vêm contribuindo para mudar o cenário de prevenção e de cuidado das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs/DCNTs). Apresentar estratégias e soluções de otimização, especialmente na Atenção Primária à Saúde, voltadas ao diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, demências, doenças cardiovasculares, obesidade entre outras CCNTs/DCNTs, além de orientações técnicas e oportunidades de financiamento que favoreçam a expansão dessas iniciativas para outras regiões, estados e municípios. Agenda: 14h00 – Abertura (condução: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) 14h10-14h25 – Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio na Rede de Urgência e Emergência do Município de São Paulo (Linha IAM – RUE/SP) (Vídeo) CCNT(s) contemplada(s): Doenças Cardiovasculares Onde está implementado: São Paulo/SP Instituições implementadoras e responsáveis pelo projeto: Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS/SP), Hospital São Joaquim - Beneficência Portuguesa de SP, Fundação Oswaldo Ramos, Hospital Santa Cruz, Hospital das Clínicas - Instituto Central (FMUSP), Hospital Dante Pazzanese, Santa Casa de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein - Morumbi, Hospital Santa Marcelina São Paulo, Hospital São Paulo (UNIFESP) Apresentação (10 min): Gislane Soares Fazzolari (SMS/SP) Oportunidades para escala (5 min): Thaís Melo (Boehringer Ingelheim) Resumo: A Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo foi implantada em 2009 e consolidada ao longo de 15 anos como uma estratégia integrada entre SAMU, unidades pré-hospitalares, hospitais e regulação, ampliando o acesso à trombólise química e ao tratamento especializado. Atualmente, a rede contempla 35 UPAs e 14 AMAs/PSMs habilitados para trombólise, com transferência regulada pela CRUE para hospitais de alta complexidade. Em 2025, foram realizados 1.977 procedimentos de trombólise, crescimento de 10% em relação a 2024, além de 9.556 solicitações de procedimentos cardiológicos pela CRUE. Entre os principais resultados, 67% das pessoas atendidas realizaram eletrocardiograma em até 10 minutos da chegada e 100% das pessoas trombolisadas foram submetidas a cateterismo em até 24 horas, evidenciando a capacidade da rede em garantir acesso oportuno ao cuidado especializado. Caso tenha interesse em levar o projeto para a sua região, entre em contato com os autores: E-mail: Gfazzolari@prefeitura.sp.gov.br 14h30-14h45 – 60 Minutos para o Cérebro – Linha Municipal de Cuidados em Demências (Vídeo) CCNT(s) contemplada(s): Demências Onde está implementado: Dois Irmãos - RS Instituições implementadoras e responsáveis pelo projeto: Secretaria Municipal de Saúde de Dois Irmãos - RS (SMS/Dois Irmãos - RS) Apresentação (10 min): Maristane Cortes de Mattos Strada (SMS/Dois Irmãos - RS) Oportunidades para escala (5 min): Ana Emília (SMS/Dois Irmãos - RS) Resumo: O Município de Dois Irmãos instituiu a Linha Municipal de Cuidado em Demências e Promoção da Saúde Cognitiva, operacionalizada pelo programa 60 Minutos para o Cérebro. A iniciativa responde a um cenário nacional em que até 80% dos casos de demência não são diagnosticados, embora 45% possam ser prevenidos ou adiados mediante o controle de fatores de risco. Coordenado pela Atenção Primária à Saúde, o projeto envolve a busca ativa de idosos em risco por Agentes Comunitários de Saúde, o rastreamento inicial por médicos e enfermeiros, o encaminhamento de casos suspeitos para consulta estruturada, a definição diagnóstica e a elaboração de um Projeto Terapêutico Singular. O programa desenvolveu aplicativos próprios para apoiar os profissionais, padronizar condutas e subsidiar a tomada de decisão. Considerando que 87% das pessoas atendidas vivem com familiares, a iniciativa oferece avaliação da sobrecarga, grupos de psicoeducação e apoio psicológico aos cuidadores. Implementado em dezembro de 2025, o programa já atendeu 70 pessoas com demências e reorganiza a rede de saúde existente de forma sustentável, replicável e de baixo custo, com foco no envelhecimento populacional. Caso tenha interesse em levar o projeto para a sua região, entre em contato com os autores: E-mail: ana.silva@doisirmaos.rs.gov.br 14h50-15h05 – Centro Especializado em Hipertensão Arterial e Diabetes Rosário Gentil (CEHAD) (Vídeo) CCNT(s) contemplada(s): Diabetes e Hipertensão Onde está implementado: Caxias - MA Instituições implementadoras e responsáveis pelo projeto: Secretaria Municipal de Saúde de Caxias - MA (SMS/Caxias - MA), CONASS e Beneficência Portuguesa Apresentação (10 min): Mônica Gomes (SMS/Caxias - MA) Oportunidades para escala (5 min): Maria José Evangelista (CONASS) Resumo: O Centro Especializado em Hipertensão Arterial e Diabetes Rosário Gentil (CEHAD) de Caxias, Maranhão, atende pessoas com hipertensão arterial e diabetes mellitus estratificadas como de alto e muito alto risco. A pessoa usuária recebe assistência por meio de um ciclo de atenção contínua, realizado por uma equipe multiprofissional composta por enfermeira gestora do cuidado, enfermeira assistencial, psicóloga, nutricionista, endocrinologista, cardiologista, farmacêutico, fisioterapeuta, assistente social e enfermeira dermatológica. O ambulatório atua como modelo PASA, desenvolvendo, além da assistência, macroprocessos de gestão, educação, supervisão e apoio institucional, pesquisa e, de forma transversal, qualidade e segurança do usuário. Caso tenha interesse em levar o projeto para a sua região, entre em contato com os autores: E-mail: monicacmsantos@gmail.com 15h10-15h25 – Passos para uma vida melhor - Cities for Better Health Campinas (Vídeo) CCNT(s) contemplada(s): Obesidade, Diabetes e Outras CCNTs Onde está implementado: Campinas - SP Instituições implementadoras e responsáveis pelo projeto: Novo Nordisk, Prefeitura de Campinas, Embaixada da Dinamarca, Impact Hub, Delivery Associates, BIT Apresentação (10 min): Rejane Trautwein (SMS/Campinas - SP) Oportunidades para escala (5 min): Patrícia Byington (Novo Nordisk) Resumo: "Passos para uma vida melhor" é um programa intersetorial da Prefeitura de Campinas voltado para a promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas. A iniciativa já beneficiou mais de 30 mil pessoas na cidade, desde 2023, com mais de 3,5 mil participações de profissionais do Município em atividades voltadas à atividade física e à alimentação saudável. Entre as frentes de atuação, destaca-se a prevenção da obesidade infantil, direcionada às crianças e adolescentes de 6 a 13 anos. Essa frente conta com monitoramento e avaliação para geração de evidências em prevenção de doenças crônicas. A Prefeitura de Campinas está preparando um decreto para institucionalizar o programa no município ainda em 2026. Caso tenha interesse em levar o projeto para a sua região, entre em contato com os autores: E-mail: pbyg@novonordisk.com; rejane.trautwein@campinas.sp.gov.br 15h30-15h45 – Insulinoterapia: Tempo de Viver, Migração das Insulinas Humanas para Análogas na APS (Vídeo) CCNT(s) contemplada(s): Diabetes Onde está implementado: Boa Vista - PB Instituições implementadoras e responsáveis pelo projeto: Conasems, Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista - PB (SMS/Boa Vista - SP) Apresentação (10 min): Isolda Soares (SMS/Boa Vista - PB) Oportunidades para escala (5 min): Elton Chaves (Conasems) Resumo: Em atendimento ao que preconizam a Portaria nº 169/2026 e a Nota Técnica nº 26/2026, que estabelecem as medidas a serem adotadas e os benefícios relacionados à substituição da insulina NPH pela insulina glargina, o Estado da Paraíba, um dos quatro estados selecionados para a implantação dessa nova insulinoterapia, iniciou o processo de implementação da estratégia. Nossas equipes da Atenção Primária à Saúde, em conjunto com a Assistência Farmacêutica, realizaram os cálculos e as prescrições dos primeiros usuários selecionados para a fase de teste. Inicialmente, foram acompanhados 18 pessoas com 80 anos ou mais, monitorados diariamente e acompanhados de forma contínua pelos profissionais de saúde. Com a observação dos resultados positivos, a estratégia foi ampliada e, atualmente, já contamos com 16 pessoas com 70 anos ou mais em uso de insulina glargina. Ao todo, o município possui 271 pessoas com diabetes, dos quais 34 já estão em uso da insulina glargina. Ressaltamos a importância do trabalho integrado da equipe e, em especial, a dedicação da profissional farmacêutica, que criou um grupo de WhatsApp com os usuários de insulina glargina, possibilitando um acompanhamento mais próximo dos resultados e o esclarecimento de dúvidas ao longo do processo. A farmacêutica também analisou individualmente cada caso em conjunto com os médicos, realizando os cálculos do percentual de insulina glargina de acordo com as necessidades específicas de cada usuário. Essa atuação integrada tem proporcionado resultados bastante positivos, com melhorias significativas na qualidade de vida de pessoas com diabetes. Caso tenha interesse em levar o projeto para a sua região, entre em contato com os autores: E-mail: isoldasoaresaires@gmail.com 15h50-16h20 – Painel de Perguntas e Encerramento (condução: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) Painelistas e Moderador Ana Emilia Farias da Silva (SMS/Dois Irmãos - RS) Graduada em Enfermagem, com Especialização em Saúde da Família e experiência na gestão de saúde pública. Dedica-se ao planejamento, à articulação e ao fortalecimento das ações voltadas à Atenção Primária à Saúde e ao cuidado integral da comunidade. Atua na organização de processos assistenciais, na qualificação das equipes e na implementação de estratégias para ampliação do acesso e da qualidade dos serviços. Atualmente é Coordenadora das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Responsável Técnica de Enfermagem na Secretaria Municipal de Saúde de Dois Irmãos/RS (SMS-Dois Irmãos/RS). Elton Chaves, MSc, PhD (Conasems) Graduado em Farmácia-Bioquímica pelo Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), com especialização em Atenção Farmacêutica pelo CESUPA, Mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e Doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB). Possui ampla experiência em gestão em saúde, assistência farmacêutica, ciência e tecnologia e saúde coletiva, com atuação predominante no Sistema Único de Saúde (SUS), nas áreas de gestão, assistência e educação em saúde. Atualmente, é Assessor Técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Conselheiro de Administração da Hemobrás e membro da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Gislane Soares Fazzolari, MBA (SMS/São Paulo - SP) Graduada em Enfermagem pela Universidade Paulista (UNIP), com especialização em Administração Hospitalar e Saúde Pública pela Universidade Cidade de São Paulo, MBA Executivo em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade de Santo Amaro e aperfeiçoamento em Gerenciamento de Leitos pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Possui ampla experiência em assistência, supervisão, coordenação de enfermagem e gestão hospitalar. Liderou a implantação do Núcleo Interno de Regulação (NIR), de projetos de desospitalização e de otimização do cuidado. Atualmente é Assessora da Secretaria Executiva da Atenção Hospitalar, membro da comissão de implementação da linha de cuidados e coordenadora dos projetos das linhas de IAM e AVC na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS/São Paulo - SP). Isolda Soares (SMS/Boa Vista - PB) Graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Possui ampla experiência na gestão pública em saúde, assistência social, políticas públicas e saúde coletiva, com atuação consolidada no Sistema Único de Saúde (SUS) como servidora da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB). Atualmente, exerce o cargo de Secretária Municipal de Saúde de Boa Vista (PB), integra a Comissão Municipal de Defesa Civil (COMDEC) e tem conduzido iniciativas voltadas ao fortalecimento da atenção primária, da saúde mental, da transparência na gestão e da qualificação dos serviços municipais de saúde. Maria José Evangelista, MSc (CONASS) Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com especialização em Administração Hospitalar pelo Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, especialização em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialização em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), especialização em Evidence Based Chronic Illness Care pela University of Miami Miller School of Medicine e mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Possui ampla experiência em gestão e políticas públicas de saúde. Atualmente é Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), atuando no apoio estratégico às Secretarias Estaduais de Saúde. Maristane Cortes de Mattos Strada, MD (SMS/Dois Irmãos - RS) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com Residência Médica e Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Fundação Faculdade de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), e Especialização em Saúde da Família pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). Possui experiência na gestão de programas de saúde, dedicada ao planejamento, à coordenação e ao desenvolvimento de ações voltadas à Atenção Primária à Saúde, à assistência integral e à qualificação dos serviços. Atualmente é Coordenadora de Programas da Secretaria Municipal da Saúde de Dois Irmãos/RS. Mônica Gomes (SMS/Caxias - MA) Graduada em Enfermagem, com especializações em Administração dos Serviços de Saúde e Auditoria em Serviços de Saúde pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde e Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e Gestão em Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Possui trajetória na gestão pública em saúde, com atuação voltada ao planejamento, à organização e ao fortalecimento da atenção à saúde. Atualmente, é Assessora Técnica da Secretaria Municipal de Saúde de Caxias (MA) e professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Patricia Byington (Novo Nordisk) Graduada em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com estudos complementares em Business Administration, Economics and German pela University of Cologne, na Alemanha. Atua há mais de 18 anos em sustentabilidade, ESG e inovação social, com experiência na liderança de projetos estratégicos e no desenvolvimento de parcerias com empresas, governo e organizações da sociedade civil. Possui trajetória voltada à concepção de soluções inovadoras para desafios sociais e ambientais complexos, sempre com foco em colaboração, criatividade e geração de impacto sistêmico positivo e duradouro. Atualmente, é sócio-fundadora do Pé de Feijão e Sustainability Senior Manager na Novo Nordisk. Rejane Trautwein, MD (SMS/Campinas - SP) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG), possui residência médica em Pediatria pelo Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira e em Terapia Intensiva Pediátrica pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). É especialista em Saúde da Família: Atenção e Gestão no Cuidado na Atenção Básica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Medicina de Família e Comunidade pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC Paraná). Servidora de carreira da Prefeitura de Campinas, atua há três anos como coordenadora da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas (SMS/Campinas - SP). Thaís Melo, MD, MSc, PhD (Boehringer Ingelheim) Graduada em Medicina, Residência Médica, Mestrado em Clínica Médica e Doutorado em Câncer de Tireoide pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui experiência anterior como Oficial de Conformidade em Saúde e experiência internacional na Alemanha (Boehringer Ingelheim) e na Itália (Universidade de Pisa, Câncer de Tireoide). Profissional com ampla experiência em Endocrinologia e Câncer de Tireoide, indústria farmacêutica, incluindo Assuntos Médicos, Farmacovigilância, Assuntos Regulatórios, Pesquisa Clínica e Medicina da Qualidade. Atualmente é Diretora de Ecossistema de Saúde & Acesso da Pessoa com Condição de Saúde e lidera todo o Departamento de Medicamentos da empresa. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos
- Obesidade, saúde mental e novas estratégias de cuidado ganham destaque no último dia do XXXIX Congresso do CONASEMS
Experiências inovadoras apresentadas durante o congresso reforçam que enfrentar a obesidade e ampliar o cuidado em saúde mental exigem organização das redes de atenção, investimento público e atuação integrada da Atenção Primária à Saúde O último dia do XXXIX Congresso do CONASEMS reuniu experiências que abordaram alguns dos desafios mais complexos enfrentados atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS): o crescimento da obesidade, seu impacto econômico sobre o sistema de saúde e a ampliação das demandas relacionadas à saúde mental. As apresentações evidenciaram que a obesidade deve ser compreendida muito além de uma condição clínica individual. Dados apresentados pelo Painel Brasileiro da Obesidade mostram que ela representa também um importante desafio econômico para o país. Estima-se que, em 2024, a carga fiscal atribuída à obesidade varie entre R$ 41,7 bilhões e R$ 44,6 bilhões por ano, podendo alcançar R$ 60,5 bilhões anuais em 2033 caso a tendência atual seja mantida. Segundo os especialistas, os custos decorrem não apenas das despesas assistenciais — estimadas em quase R$ 30 bilhões anuais —, mas também da perda de arrecadação tributária, aposentadorias precoces, invalidez e redução da produtividade. Outro dado apresentado chamou atenção para o efeito multiplicador da obesidade sobre as condições crônicas. Pessoas com obesidade apresentam prevalência 5,35 vezes maior de apneia obstrutiva do sono, 2,44 vezes maior de osteoartrite, 2,32 vezes maior de gota, 1,91 vez maior de diabetes e 1,79 vez maior de hipertensão, reforçando o papel da condição como um dos principais fatores que impulsionam a carga de CCNTs nos municípios. Novas estratégias para reduzir filas e ampliar o acesso ao tratamento Entre as experiências apresentadas, destacaram-se iniciativas inovadoras voltadas ao cuidado das pessoas com obesidade grave. No Rio Grande do Sul, foi apresentado o programa desenvolvido pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que passará a oferecer semaglutida para pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. A estratégia responde a um cenário preocupante: atualmente, cerca de 12 mil pessoas aguardam cirurgia bariátrica no estado, e aproximadamente 40% das pessoas acabam morrendo antes de conseguir realizar o procedimento. Além do tratamento pré-operatório, o protocolo prevê a utilização da medicação também em pessoas que apresentem novo ganho de peso superior a 20% após a cirurgia, buscando reduzir complicações e melhorar os resultados de longo prazo. Outra experiência compartilhada pelo secretário municipal da saúde do Rio de Janeiro referiu-se ao protocolo específico para utilização da semaglutida em pessoas com obesidade grave e diabetes tipo 2, além de pessoas com importantes condições de saúde associadas. Durante a apresentação, foi destacado que “no Rio o financiamento é da Prefeitura”, demonstrando que a incorporação da tecnologia ocorreu com recursos próprios do município. Os gestores defenderam que “o custo se justifica pela redução das consequências da obesidade não tratada”, especialmente diante da elevada carga de CCNTs e dos custos assistenciais futuros. Ao mesmo tempo, os palestrantes reconheceram que a incorporação da terapia representa um importante desafio para a sustentabilidade financeira do sistema. Houve consenso de que se trata de um tratamento de alto custo, difícil de ser absorvido em larga escala, sobretudo porque o número de pessoas que necessitam de cuidado é muito superior à capacidade atual de oferta. Saúde mental também ocupa espaço central nas discussões As discussões do último dia também abordaram o crescimento das demandas em saúde mental após a pandemia de COVID-19. Especialistas do Ministério da Saúde destacaram que o aumento observado atualmente corresponde à chamada “quarta onda” da pandemia, marcada pelos impactos persistentes sobre a saúde mental da população, ao lado das consequências provocadas pela interrupção do cuidado de pessoas com condições crônicas. Entre os temas discutidos esteve o crescimento dos transtornos relacionados aos jogos de apostas online. Dados apresentados indicam que 25 milhões de brasileiros realizaram apostas em plataformas autorizadas em 2025, enquanto cerca de 7,3% da população apresenta critérios para jogo de risco ou problemático, representando aproximadamente 2 milhões de pessoas. As experiências compartilhadas demonstraram iniciativas de teleatendimento, estratégias de redução de danos e ações voltadas ao acolhimento desses usuários no SUS, evidenciando a necessidade de preparação crescente da Atenção Primária e da Rede de Atenção Psicossocial para responder a esse novo perfil de demanda. Um congresso voltado à inovação na gestão municipal Ao longo dos quatro dias do XXXIX Congresso do CONASEMS, experiências de todo o país demonstraram como os municípios têm buscado soluções inovadoras para enfrentar desafios cada vez mais complexos da saúde pública. As apresentações do último dia reforçaram que problemas como obesidade e saúde mental exigem respostas integradas, combinando redução de risco, organização das linhas de cuidado, incorporação criteriosa de novas tecnologias e fortalecimento da Atenção Primária, sempre considerando a sustentabilidade do SUS e a necessidade de ampliar o acesso para uma população crescente que necessita de cuidado. A empresa Sanofi apoiou a participação do FórumCCNTs no XXXIX Congresso CONASEMS 2026, sem qualquer influência sobre os textos e outros formatos de cobertura do evento pelo FórumCCNTs. Leia também: Congresso do CONASEMS destaca inovação e integração das redes de atenção como caminhos para fortalecer o SUS Atenção Primária mais resolutiva: tecnologia, participação social e integração para fortalecer o cuidado no SUS Ampliação do acesso à atenção especializada e organização do cuidado ganham destaque no Congresso do CONASEMS Congresso do Conasems debate futuro do SUS com foco em inovação e redes inteligentes de cuidado
- Atenção Primária mais resolutiva: tecnologia, participação social e integração para fortalecer o cuidado no SUS
Além da ampliação da atenção especializada, um dos temas mais presentes no 39º Congresso Nacional do CONASEMS foi o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como eixo estruturante das Redes de Atenção. As iniciativas apresentadas demonstram que ampliar o acesso não depende apenas da criação de novos serviços, mas também de qualificar a capacidade diagnóstica e resolutiva das Unidades Básicas de Saúde (UBS), reduzindo encaminhamentos desnecessários, acelerando diagnósticos e aproximando o cuidado da população. Outro debate importante abordou a evolução da participação e do controle social no SUS. As discussões destacaram que o fortalecimento dos Conselhos de Saúde e dos mecanismos de participação da sociedade deve acompanhar a transformação das redes de atenção, passando de um modelo focado predominantemente na fiscalização administrativa para uma atuação cada vez mais orientada pela avaliação de resultados, equidade, regionalização e qualidade da assistência. Essa perspectiva dialoga diretamente com a defesa histórica do FórumCCNTs de uma participação social mais significativa das pessoas que vivem com condições crônicas na formulação, implementação e avaliação das políticas públicas. Entre as novidades está o fornecimento de um amplo conjunto de equipamentos para UBS de todo o país, incluindo eletrocardiógrafos digitais, espirômetros, retinógrafos portáteis, ultrassons portáteis, desfibriladores externos automáticos, dopplers vasculares, dermatoscópios, câmaras frias para vacinas e diversos outros dispositivos capazes de ampliar significativamente a capacidade diagnóstica e assistencial da Atenção Primária. A expectativa é que esses investimentos permitam maior resolutividade local, reduzam filas para especialistas e fortaleçam o cuidado contínuo das pessoas que vivem com condições crônicas. Assista a playlist exclusiva do FórumCCNTs no XXXIX CONASEMS aqui. Essa estrutura física passa a ser potencializada por diferentes programas nacionais de teleassistência. Um deles, coordenado pelo HCor e pelo BP, A Beneficência Portuguesa de São Paulo em parceria com o Ministério da Saúde, já reúne 950 instituições participantes, sendo aproximadamente 800 unidades do Hcor e 150 do BP, com 55% das instituições pertencentes à rede pré-hospitalar. O programa já contabiliza 8.367.555 laudos especializados emitidos e 81.950 teleinterconsultas, permitindo que exames realizados nas UBS sejam interpretados rapidamente por especialistas, apoiando as equipes locais na tomada de decisão clínica. Outro destaque foi a experiência apresentada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), voltada à organização da linha de cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). O programa já conecta mais de 1.700 municípios, distribuídos em 15 estados e no Distrito Federal, utilizando tele-eletrocardiografia e protocolos integrados entre UBS, SAMU, UPAs e hospitais de referência. A iniciativa busca enfrentar um dos maiores desafios da assistência cardiovascular: reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento. Os dados apresentados reforçam essa urgência, mostrando que 25% a 35% das pessoas morrem antes de receber atendimento médico e que 40% a 65% dos óbitos acontecem na primeira hora após o início dos sintomas, evidenciando o impacto que redes organizadas podem ter na redução da mortalidade. As apresentações também reforçaram que uma Atenção Primária fortalecida precisa ir além do diagnóstico e incorporar estratégias efetivas de redução de riscos. Nesse contexto, a vacinação recebeu destaque especial, incluindo a apresentação de estudos que avaliam a ampliação do uso da vacina contra a dengue (Qdenga®) em pessoas com 60 anos ou mais e indivíduos com CCNTs. Para o FórumCCNTs, a imunização deve ser entendida como parte integrante do cuidado às pessoas que vivem com condições crônicas, juntamente com a ampliação das coberturas contra influenza, COVID-19, pneumococo, vírus sincicial respiratório (VSR), herpes-zóster e outras condições de saúde imunopreveníveis que aumentam o risco de complicações, hospitalizações e óbitos. As condições respiratórias também dialogam diretamente com essa estratégia de fortalecimento da Atenção Primária. A incorporação de espirômetros, telemedicina e protocolos clínicos permite diagnóstico mais precoce e melhor acompanhamento de pessoas com asma e DPOC, reduzindo exacerbações, internações e custos para o sistema de saúde. Da mesma forma, equipamentos como retinógrafos, eletrocardiógrafos e ultrassons portáteis ampliam a capacidade de rastreamento de complicações do diabetes e das condições cardiovasculares, favorecendo um cuidado mais integral e oportuno. As experiências apresentadas ao longo do congresso apontam para uma direção comum: fortalecer o SUS não significa apenas ampliar a oferta de serviços especializados, mas construir uma Atenção Primária cada vez mais equipada, conectada, integrada e orientada pela participação social, capaz de reduzir os riscos de CCNTs, diagnosticar precocemente e coordenar o cuidado das pessoas ao longo de toda a rede de atenção. Esse modelo é particularmente relevante para responder ao crescimento das condições crônicas e às necessidades de uma população que envelhece rapidamente. A empresa Sanofi apoiou a participação do FórumCCNTs no XXXIX Congresso CONASEMS 2026, sem qualquer influência sobre os textos e outros formatos de cobertura do evento pelo FórumCCNTs. Leia também: Congresso do CONASEMS destaca inovação e integração das redes de atenção como caminhos para fortalecer o SUS Obesidade, saúde mental e novas estratégias de cuidado ganham destaque no último dia do XXXIX Congresso do CONASEMS Ampliação do acesso à atenção especializada e organização do cuidado ganham destaque no Congresso do CONASEMS Congresso do Conasems debate futuro do SUS com foco em inovação e redes inteligentes de cuidado
- Ampliação do acesso à atenção especializada e organização do cuidado ganham destaque no Congresso do CONASEMS
As estratégias para ampliar o acesso à atenção especializada e tornar o cuidado mais integrado estiveram entre os principais temas debatidos na programação técnica do 39º Congresso Nacional do CONASEMS, realizado em Porto Alegre (RS). Representando o Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), o Dr. Mark Barone acompanhou as apresentações sobre iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à redução das filas assistenciais, ao fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde (RAS) e à reorganização do cuidado às pessoas com condições agudas e crônicas. Um dos destaques foi a apresentação das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), modelo que reorganiza a assistência ao reunir consultas, exames e procedimentos em linhas de cuidado estruturadas, priorizando a resolução do problema do usuário em vez da realização isolada de procedimentos. Segundo os dados apresentados, mais de 650 mil OCI já haviam sido realizadas entre janeiro e abril de 2026, enquanto o componente ambulatorial contabilizou mais de 1,4 milhão de ofertas de cuidados integrados no mesmo período. A proposta busca fortalecer a coordenação assistencial, melhorar a contratualização com os prestadores, otimizar a utilização dos recursos públicos e reduzir o tempo de espera para atendimento especializado. Assista a playlist exclusiva do FórumCCNTs no XXXIX CONASEMS aqui. Também foram apresentados resultados do Programa Mais Acesso a Especialistas, incluindo a expansão das unidades móveis de atenção especializada. Atualmente, 90 carretas encontram-se em operação em todo o país, contemplando áreas como saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. A iniciativa já alcançou 309 municípios, com cobertura potencial para 3.381 municípios (60,7% dos municípios brasileiros) nas 27 unidades da Federação, beneficiando 223.743 pessoas e contribuindo para zerar filas em 52 localidades, além da realização de mais de 26 mil cirurgias de catarata. Os dados também demonstram avanços na produção assistencial. Entre janeiro e abril de 2026, foram realizadas 4.833.827 cirurgias eletivas no Brasil, um aumento de mais de 310 mil procedimentos em relação ao mesmo período de 2025. No componente ambulatorial, destacaram-se especialidades de grande relevância para as condições crônicas, como oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, otorrinolaringologia e ginecologia. Além disso, o Ministério da Saúde anunciou medidas para ampliar o financiamento da atenção especializada, incluindo um reajuste de 300% sobre 178 procedimentos da tabela federal e a previsão de R$ 3,6 bilhões em recursos pós-produção destinados ao fortalecimento da assistência em 2026. As discussões também evidenciaram a dimensão do desafio enfrentado pelo SUS. Segundo dados apresentados durante a atividade, cerca de 370 mil óbitos por ano estão relacionados ao atraso no diagnóstico de CCNTs. Além disso, 50% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama ainda iniciam o tratamento com atraso, enquanto pessoas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste percorrem entre 210 e 870 quilômetros para acessar serviços especializados, evidenciando desigualdades históricas na distribuição da oferta assistencial. Para o FórumCCNTs, essas iniciativas dialogam diretamente com a necessidade de fortalecer modelos de atenção centrados nas pessoas, capazes de integrar redução de riscos, diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo. A redução das filas assistenciais, quando associada à organização das redes de cuidado e ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, representa um passo importante para melhorar os desfechos das pessoas que vivem com condições crônicas não transmissíveis, reduzindo complicações evitáveis e promovendo maior equidade no acesso aos serviços de saúde. A empresa Sanofi apoiou a participação do FórumCCNTs no XXXIX Congresso CONASEMS 2026, sem qualquer influência sobre os textos e outros formatos de cobertura do evento pelo FórumCCNTs. Leia também: Congresso do CONASEMS destaca inovação e integração das redes de atenção como caminhos para fortalecer o SUS Obesidade, saúde mental e novas estratégias de cuidado ganham destaque no último dia do XXXIX Congresso do CONASEMS Atenção Primária mais resolutiva: tecnologia, participação social e integração para fortalecer o cuidado no SUS Congresso do Conasems debate futuro do SUS com foco em inovação e redes inteligentes de cuidado
- Congresso do CONASEMS destaca inovação e integração das redes de atenção como caminhos para fortalecer o SUS
A transformação do Sistema Único de Saúde (SUS) esteve no centro das discussões do primeiro dia do 39º Congresso Nacional do CONASEMS, realizado em Porto Alegre (RS). Em uma mesa dedicada ao futuro do SUS, representantes do Ministério da Saúde, do CONASS e de gestores municipais debateram como a inovação, a transformação digital e a organização das Redes de Atenção à Saúde podem ampliar a eficiência do sistema, fortalecer a regionalização e garantir um cuidado mais integrado à população. Representando o Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), o Dr. Mark Barone acompanhou as discussões e a programação técnica do evento. Foto: FórumCCNTs Um dos principais consensos da atividade foi que a incorporação de novas tecnologias somente produzirá impactos sustentáveis quando estiver associada ao fortalecimento dos processos de organização do sistema de saúde. As apresentações enfatizaram o papel estratégico da Atenção Primária à Saúde (APS) como coordenadora do cuidado e destacaram a necessidade de superar a fragmentação da assistência por meio de redes integradas, capazes de acompanhar a jornada das pessoas ao longo de todo o percurso assistencial. Também foi apresentada a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à integração de infraestrutura digital, inteligência artificial, qualificação profissional e inovação em saúde. A proposta busca ampliar o acesso a serviços especializados, qualificar o diagnóstico e o tratamento e tornar a gestão do SUS mais eficiente, preservando os princípios da universalidade, integralidade e equidade. Assista a playlist exclusiva do FórumCCNTs no XXXIX CONASEMS aqui. As reflexões apresentadas durante a mesa dialogam diretamente com prioridades defendidas pelo FórumCCNTs, especialmente a necessidade de fortalecer modelos de atenção centrados nas pessoas, integrar os diferentes níveis de cuidado e promover respostas mais efetivas para as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Para milhões de brasileiros que convivem com CCNTs, a organização de redes assistenciais bem coordenadas representa um elemento fundamental para garantir acesso oportuno, continuidade do cuidado e melhores desfechos em saúde. A participação institucional do FórumCCNTs no Congresso reafirma seu compromisso de acompanhar os principais debates sobre a evolução das políticas públicas de saúde no Brasil. Ao participar da programação técnica e manter interlocução com representantes do Ministério da Saúde, gestores estaduais e municipais e outras lideranças do setor, o Dr. Mark Barone representou o FórumCCNTs na construção de um diálogo permanente em torno de soluções que contribuam para um SUS cada vez mais integrado, inovador e preparado para responder aos desafios impostos pelas CCNTs e pelas necessidades da população. A empresa Sanofi apoiou a participação do FórumCCNTs no XXXIX Congresso CONASEMS 2026, sem qualquer influência sobre os textos e outros formatos de cobertura do evento pelo FórumCCNTs. Leia também: Obesidade, saúde mental e novas estratégias de cuidado ganham destaque no último dia do XXXIX Congresso do CONASEMS Atenção Primária mais resolutiva: tecnologia, participação social e integração para fortalecer o cuidado no SUS Ampliação do acesso à atenção especializada e organização do cuidado ganham destaque no Congresso do CONASEMS Congresso do Conasems debate futuro do SUS com foco em inovação e redes inteligentes de cuidado
- Do Diagnóstico Precoce ao Tempo no Alvo: Evidências e Desafios para a Linha de Cuidado do Diabetes Tipo 1 no SUS
No sábado, 1º de agosto de 2026, o evento interativo online FórumCCNTs/ADJ - Atualização em Diabetes Tipo 1 para o Cenário Brasileiro reuniu especialistas, gestores públicos, representantes da indústria e lideranças da sociedade civil para alinhar estratégias em prol do aperfeiçoamento das políticas de saúde para o Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1). Organizado pelo FórumCCNTs e pela ADJ Diabetes Brasil, o encontro contou com a moderação do Dr. Mark Barone (FórumCCNTs) e a participação de painelistas de referência — como Dra. Karla Melo (SBD), Dr. Luís Eduardo Calliari (FCMSCSP), Dra. Melanie Rodacki (UFRJ), Dr. Ronaldo Pineda Wieselberg (ADJ), Priscila Torres (Biored Brasil), Dra. Vanessa Montanari (IBTED) e Dra. Flavia Franca (SES-DF), além de representantes do setor produtivo (Abbott, Novo Nordisk e Sanofi). O evento teve como eixos centrais celebrar as conquistas de programas públicos, compreender inovações ainda não universalizadas no SUS — como diagnóstico precoce, sensores de glicose e novos medicamentos — e engajar a participação social para reverter a perda histórica de 25 anos na expectativa de vida de pessoas com DM1 no país. Subdiagnóstico e Mortalidade Prematura: A Dimensão do Desafio no Brasil O panorama nacional do DM1 expõe gargalos assistenciais desde o primeiro contato da pessoa com a rede pública. Levantamentos do T1D Index indicam a existência de cerca de 520 mil pessoas vivendo com DM1 no Brasil, ao mesmo tempo em que registram 246 mil mortes prematuras acumuladas. O indicador mais crítico do levantamento revela que 25% das pessoas com DM1 no país vão a óbito sem sequer receber o diagnóstico correto. A ausência de suspeição clínica imediata na Atenção Primária à Saúde (APS) faz com que a primeira apresentação da condição ocorra predominantemente em unidades de emergência já em estado de Cetoacidose associada ao Diabetes (CAD). O atraso diagnóstico superior a 24 horas eleva a incidência de CAD na apresentação inicial de 20,5% para 52,3%. Dr. Luís Eduardo Calliari (FCMSCSP). Foto: FórumCCNTs O médico endocrinologista Dr. Luís Eduardo Calliari (FCMSCSP) destacou que o DM1 é uma condição autoimune com estágios pré-clínicos assintomáticos bem definidos, ressaltando a importância do rastreio e diagnóstico precoce para transformar essa realidade: "O diagnóstico precoce e a triagem nos estágios iniciais buscam preparar a família, evitar complicações agudas como a cetoacidose no diagnóstico e intervir antes da perda total das células beta. Hoje já é possível identificar a fase pré-clínica através dos autoanticorpos. Se nós conseguirmos interferir nesse momento e preservar a massa celular, a pessoa levará mais tempo até a necessidade de aplicação de insulina e menos complicações associadas à condição. Este mundo está vindo e já é uma realidade em termos de diretrizes e medicações aprovadas." Perfil Glicêmico e Desfechos Clínicos na Rede Pública Estudos epidemiológicos da BrazDiab1SG evidenciaram que pessoas com DM1 no Brasil enfrentam um risco de mortalidade três vezes maior em relação à população geral, impulsionado por Doença Renal Crônica (DRC), eventos cardiovasculares e complicações metabólicas agudas. O estudo expõe a distância entre as metas terapêuticas e a realidade assistencial do SUS: Média Nacional de HbA1c: Pessoas acompanhadas na rede pública apresentam média de Hemoglobina Glicada entre 9,0% e 9,3%. Atingimento da Meta: Menos de 30% das pessoas atendidas no SUS mantêm a HbA1c na faixa recomendada para a maioria da população com diabetes (menor que 7%). A permanência prolongada da glicemia acima das metas reflete-se em complicações micro e macrovasculares severas. Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) indicam que o avanço da neuropatia e da vasculopatia periférica esteve associado à realização de mais de 282 mil cirurgias de amputação de membros inferiores no SUS entre 2012 e 2023. Dra. Karla Melo (SBD). Foto FórumCCNTs A Dra. Karla Melo (SBD) destacou que superar esses números exige enfrentar as disparidades regionais de acesso e investir de forma massiva na formação continuada dos profissionais da rede básica: "Nós temos diversos Brasis, infelizmente, divididos pela região do país onde a pessoa reside e pela classe social a qual pertence. Mas estamos melhorando o acesso no SUS, e o processo de educação precisa ser duplo: para os profissionais de saúde e para as pessoas com diabetes. Com a migração da NPH para os análogos de insulina de ação prolongada na Atenção Primária, há um esforço concentrado junto ao Ministério da Saúde para capacitar profissionais em mais de 5,5 mil municípios em insulinoterapia." Transição de Métricas: O Impacto Preditivo do Tempo no Alvo (TIR) Um dos eixos do debate técnico do evento tratou das limitações da HbA1c como parâmetro isolado, por não refletir a variabilidade glicêmica diária nem identificar a frequência de hipoglicemias. Com a disseminação dos Sistemas de Monitoramento Contínuo de Glicose (CGM), o Tempo no Alvo (TIR) — percentual do tempo com glicemia entre 70 e 180 mg/dL — estabeleceu-se como a métrica central na predição de complicações: Mortalidade e TIR: redução de 10% no TIR está associada a um aumento de 8% na mortalidade por todas as causas e de 5% na mortalidade cardiovascular. Risco Cardiovascular por Hipoglicemia: episódios de hipoglicemia grave em adultos com DM1 duplicam (2,06 vezes) o risco de hospitalização por complicações cardiovasculares. A expansão do acesso a sensores de glicose e novas tecnologias de infusão/medicamentos no SUS configura, portanto, uma estratégia indispensável para reduzir internações de urgência e mitigar custos decorrentes de complicações crônicas. Dra. Vanessa Montanari (IBTED). Foto: FórumCCNTs Ao detalhar a fisiopatologia e os impactos econômicos das oscilações glicêmicas, a farmacêutica Dra. Vanessa Montanari (IBTED) reforçou a urgência da adoção do CGM na saúde pública: "A hemoglobina glicada às vezes está aparentemente adequada, mas esconde episódios recorrentes de hipoglicemia grave que geram taquicardia, hipertensão reativa, estado pró-inflamatório e arritmias. O Tempo no Alvo é a métrica mais consistente associada a complicações. Negar o acesso à monitorização contínua custa muito mais ao Estado do que fornecê-la: o uso do sensor reduz hospitalizações totais em 68%, insuficiência cardíaca em 75% e cetoacidose em 45%. O custo direto de uma internação por infarto ou AVC supera amplamente o fornecimento do dispositivo." Fatores Intercorrentes e Imunização As infecções respiratórias agudas representam fatores de variação glicêmica relevante em pessoas com DM1. Registros do SIVEP-Gripe do Ministério da Saúde apontam mais de 230 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 13 mil óbitos no país em 2025. Em indivíduos com hiperglicemia sustentada, quadros infecciosos precipitam episódios de cetoacidose, tornando o esquema vacinal atualizado (incluindo a vacinação anual contra Influenza e a proteção contra outros agentes respiratórios) parte integrante da rotina preventiva. Dr. Mark Barone (FórumCCNTs). Foto: FórumCCNTs Para o Dr. Mark Barone, especialista em saúde pública e coordenador do FórumCCNTs, a superação desses gargalos exige a convergência entre a ciência e os dados de vida real. "A consolidação de políticas públicas eficazes exige olharmos para o indivíduo de forma holística. No caso do diabetes tipo 1, integrando alimentação saudável, atividade física regular, sono de qualidade, vacinação e o monitoramento contínuo da glicose", destaca. Para ele, "a experiência vivida das pessoas com diabetes deve ser valorizada como outros tipos de evidência para balizar decisões do Estado e garantir equidade no acesso às tecnologias de saúde." Dr. Ronaldo Pineda Wieselberg (ADJ Diabetes Brasil). Foto: FórumCCNTs A viabilidade da ampliação do uso de tecnologias no SUS passa também pela descentralização do conhecimento e pela capacitação técnica das famílias e das equipes de saúde. O médico endocrinologista e presidente da ADJ Diabetes Brasil, Dr. Ronaldo Pineda Wieselberg, enfatiza o papel da educação em saúde no processo de engajamento nos autocuidados."Estudos econômicos nacionais já comprovam que o monitoramento contínuo de glicemia é custo-efetivo para pessoas insulino tratadas. A disponibilização dessa tecnologia, aliada à capacitação em contagem de carboidratos e a programas educativos estruturados, dá autonomia às famílias, evita internações de urgência e garante um modelo de assistência eficiente e sustentável no SUS", afirma. E conclui que "é inaceitável pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 no Brasil, aos 10 anos de idade, ainda enfrentarem redução de 25 anos da expectativa de vida." A convergência entre os pilares debatidos reforça as diretrizes centrais para o fortalecimento do ecossistema assistencial público: Tecnologias Essenciais: Monitoramento da execução da Lei nº 11.347/2006, assegurando a entrega contínua de insumos de automonitoramento na rede pública. Linhas de Cuidado: Efetivação do protocolo no portal oficial de Linhas de Cuidado do Ministério da Saúde, garantindo a integração da APS à Atenção Especializada. Equipes Multidisciplinares (e-Multi): Superação dos vazios assistenciais na Atenção Primária, dado que cerca de 55% dos municípios brasileiros não possuem equipes e-Multi registradas, privando pessoas do suporte de nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física. Painelistas debateram importantes temas em evento do FórumCCNTs, em parceria com a ADJ Diabetes Brasil. Foto: FórumCCNTs A articulação promovida pelo FórumCCNTs e pela ADJ Diabetes Brasil fortalece a participação social e capacita lideranças civil-institucionais para atuar diretamente no aperfeiçoamento das políticas públicas, buscando assegurar um modelo assistencial justo, moderno e sustentável no Brasil. Na imprensa Broadcast Folhapress O Globo Portal iG Terra Valor Econômico
- Brasil avança na implementação do HEARTS 2.0 para fortalecer o gerenciamento integrado das CCNTs na Atenção Primária
Encontro na sede da OPAS, em Brasília, reuniu mais de 34 instituições para discutir a implementação da estratégia HEARTS 2.0 no Brasil, com foco na integração do cuidado, no fortalecimento do SUS e na melhoria do gerenciamento das condições cardiorrenal-metabólicas Brasília, 12 de agosto de 2026 — Mais de 34 instituições se reuniram nesta quarta-feira, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília, para discutir os caminhos para a implementação da estratégia HEARTS 2.0 no Brasil, com foco no gerenciamento integrado das condições cardiorrenal-metabólicas na Atenção Primária à Saúde (APS). Imagem: Divulgação O encontro reforçou uma mensagem central: o Brasil já dispõe de grande parte da infraestrutura necessária para transformar a prevenção e o cuidado das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), mas precisa avançar na integração, na qualidade e na efetiva implementação do cuidado. Atualmente, apenas cerca de 36% a 38% da população brasileira com hipertensão está com a condição dentro da meta. Segundo as estimativas apresentadas no encontro, elevar esse percentual para 50% poderia evitar quase meio milhão de mortes, demonstrando o enorme potencial de impacto de estratégias capazes de ampliar o diagnóstico, o tratamento adequado e o gerenciamento da hipertensão. O Brasil conta com importantes vantagens para essa transformação, como o Sistema Único de Saúde (SUS), a Estratégia Saúde da Família, a ampla cobertura da Atenção Primária, os Agentes Comunitários de Saúde, o Farmácia Popular e uma crescente infraestrutura de saúde digital. Mais de 90% dos municípios possuem cobertura de atenção primária, alcançando aproximadamente 152 milhões de pessoas. O desafio, portanto, não é apenas ampliar a oferta de serviços, mas fazer com que o sistema funcione de maneira mais integrada, coordenada e centrada nas necessidades das pessoas. Superar a fragmentação para cuidar da pessoa como um todo Um dos principais desafios identificados durante o encontro foi a fragmentação do cuidado. Pessoas que vivem simultaneamente com hipertensão, diabetes, doença renal crônica, dislipidemia ou outras condições frequentemente são acompanhadas por diferentes profissionais, em serviços distintos e, muitas vezes, em momentos separados. Esse cenário reforça a importância de uma mudança de paradigma: as pessoas não devem ser tratadas como um conjunto de doenças isoladas, mas receber cuidado integrado, contínuo e coordenado ao longo de sua trajetória de vida. Nesse contexto, a proposta do HEARTS 2.0 representa uma oportunidade para fortalecer a capacidade da Atenção Primária de prevenir complicações, identificar precocemente fatores de risco e condições crônicas e oferecer tratamento oportuno e baseado em evidências. Outro obstáculo destacado foi a inércia terapêutica, quando o tratamento não é intensificado mesmo diante de níveis pressóricos acima das metas. A adoção de vias clínicas padronizadas, com esquemas terapêuticos claros e baseados em evidências, pode contribuir para reduzir esse problema. Brasil já possui uma via clínica construída Um dos avanços destacados no encontro foi a existência de uma via clínica brasileira desenvolvida em 2022, com participação do Ministério da Saúde, da OPAS e de especialistas, utilizando medicamentos disponíveis no SUS. A proposta prevê o início do tratamento da hipertensão com combinação de dois medicamentos, em vez da monoterapia, seguida da intensificação terapêutica conforme a resposta da pessoa. A via também contempla a utilização de amlodipina em uma etapa posterior. A discussão reforçou ainda a importância de disponibilizar estatinas de alta intensidade, como a atorvastatina ou a rosuvastatina, na Atenção Primária para pessoas de alto risco cardiovascular, evitando encaminhamentos desnecessários para a atenção especializada. Outro ponto destacado foi que protocolos com medicamentos e doses claramente definidos tendem a favorecer melhores resultados no gerenciamento da hipertensão do que protocolos excessivamente abertos, que deixam maior margem para variações na prática clínica. A experiência de Porto Alegre mostra que a implementação é possível A experiência brasileira de implementação também esteve presente no encontro. A Dra. Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC e facilitadora do GT DCV Infarto e AVC do FórumCCNTs, compartilhou a experiência de implementação do HEARTS em Porto Alegre e os aprendizados acumulados nesse processo. “A implementação do HEARTS mostra que temos condições de avançar quando conseguimos integrar gestão, equipes de saúde, protocolos e monitoramento em torno de um objetivo comum: garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado adequado e consiga manter sua condição dentro da meta. A experiência de Porto Alegre demonstra que esse processo é possível no SUS, mas exige continuidade, organização do cuidado e compromisso de todos os atores envolvidos.” A experiência reforça que protocolos e diretrizes precisam ser acompanhados de estratégias concretas de implementação, apoio às equipes, monitoramento de resultados e adaptação às realidades locais. Mais do que protocolos: é preciso garantir implementação A discussão também evidenciou que a existência de diretrizes e protocolos, embora essencial, não é suficiente para produzir mudanças sustentáveis na saúde da população. Entre as barreiras identificadas estão a rotatividade dos profissionais, a formação ainda fragmentada dos trabalhadores da saúde, diferenças entre protocolos adotados por municípios, estados e União, dificuldades de acesso a equipamentos adequadamente validados e uma cultura de produção de relatórios que nem sempre se traduz em análise dos dados e melhoria contínua da qualidade. Nesse sentido, a implementação do HEARTS deve ser acompanhada de metas claras, monitoramento de indicadores, qualificação das equipes, apoio aos gestores e mecanismos de melhoria da qualidade, permitindo que os dados produzidos nos serviços sejam efetivamente utilizados para transformar o cuidado. Tecnologia, equipes e participação social como alavancas O encontro identificou seis grandes alavancas para acelerar a implementação da estratégia no país: liderança e metas claras; uma via clínica padronizada; garantia de medicamentos e diagnóstico adequados; saúde digital; equipes multidisciplinares; e participação comunitária. A participação dos Agentes Comunitários de Saúde foi destacada como estratégica para o rastreamento, a identificação de pessoas em risco e o fortalecimento do vínculo entre os serviços e as comunidades. Da mesma forma, a participação da sociedade civil, das organizações de pessoas que vivem com CCNTs, da comunidade científica e de outros setores deve fazer parte da construção e da implementação das estratégias. Para que uma política de cuidado seja efetiva, é fundamental incorporar a perspectiva das pessoas que vivenciam diariamente as condições crônicas e os desafios de acesso, tratamento e continuidade do cuidado. A infraestrutura digital existente também oferece oportunidades importantes. Cerca de 89% das unidades municipais já utilizam prontuário eletrônico, e 76% utilizam o e-SUS. A calculadora de risco cardiovascular do HEARTS já foi incorporada ao e-SUS pelo Ministério da Saúde, criando uma base para ampliar o uso sistemático de informações na tomada de decisão clínica. Próximos passos Entre os encaminhamentos discutidos estão a finalização e publicação da via clínica HEARTS 2.0 adaptada ao contexto brasileiro, a realização de autoavaliações da qualidade dos serviços de Atenção Primária, a discussão da estratégia nas instâncias de pactuação interfederativa e a revisão das listas de medicamentos essenciais. Também permanecem em discussão questões como a escolha da calculadora de risco cardiovascular a ser adotada nacionalmente, a incorporação de novos medicamentos à via clínica — incluindo opções inovadoras — e a atualização das listas para ampliar a disponibilidade de combinações em doses fixas. No Rio de Janeiro, está prevista a implantação inicial da estratégia em 21 municípios prioritários a partir de setembro, com apoio técnico dedicado. Outro marco será o lançamento, em 23 de setembro, às 12h (horário de Brasília), de um número especial da Revista Pan-Americana de Saúde Pública dedicado ao HEARTS. Para o Brasil avançar no enfrentamento das CCNTs, o desafio é transformar conhecimento, protocolos e infraestrutura em cuidado efetivamente acessível, integrado, contínuo e de qualidade para as pessoas. A implementação do HEARTS 2.0 pode representar uma oportunidade concreta para fortalecer a Atenção Primária e acelerar essa transformação — desde que seja acompanhada de liderança, coordenação entre os diferentes níveis de gestão, qualificação das equipes, participação social e compromisso permanente com a melhoria da qualidade do cuidado. O FórumCCNTs seguirá acompanhando e contribuindo para iniciativas que fortaleçam o SUS e promovam uma abordagem integrada, centrada nas pessoas e orientada à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e ao gerenciamento das condições crônicas não transmissíveis.
- Atualização em Diabetes Tipo 1 para o Cenário Brasileiro - 1/8, às 9h
Evento organizado pelo FórumCCNTs, em parceria com a ADJ Diabetes Brasil Objetivos Conhecer as conquistas de políticas e programas que têm permitido melhorar desfechos de diabetes tipo 1 (DM1) no país. Entender as inovações que ainda não estão disponíveis para todos - com ênfase em diagnóstico precoce, monitoramento, sensor de glicose e medicamentos – e importância delas para um novo avanço em direção a reverter a redução de 25 anos de expectativa de vida de pessoas com DM1. Fortalecer estratégias efetivas de participação social, com potencial de contribuir com decisões para o aperfeiçoamento de políticas e programas de saúde. Reunir as principais instituições, grupos e líderes da sociedade civil, em DM1, do país, apresentando atualizações e tirando dúvidas, para que saiam energizados a trabalhar para subirmos esse novo e decisivo degrau em direção à melhoria dos cuidados do diabetes tipo 1 no Brasil. Agenda: 9h00-9h15 – Abertura e Boas-vindas (Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) Ronaldo Wieselberg (ADJ Diabetes Brasil) (Vídeo) Tatiana Porto (Sanofi) (Vídeo) Jellin Zambon (Abbott) (Vídeo) Leonardo Bia (Novo Nordisk) (Vídeo) 9h20-9h35 – Quais os principais avanços nos últimos tempos que permitiram melhorar os cuidados do DM1 no Brasil? Ainda assim, qual o cenário apontado pelo T1D index? (Karla Melo, SBD) (Vídeo) 9h40-9h55 – Qual a experiência da Europa com diagnóstico precoce e uso de medicamentos para retardar o progresso do DM1? Há vantagens reais dessa estratégia? (Luís Eduardo Calliari, FCMSCSP) (Vídeo) 10h00-10h15 – Como o sensor de glicose e outras tecnologias disponíveis para poucos no Brasil nos permitiriam melhor os cuidados e superar a elevada redução de expectativa de vida de pessoas com DM1? (Vanessa Montanari, IBTED) (Vídeo) 10h15-10h35 – Debate e P&R com os painelistas (moderação: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) 10h35-10h45 – Intervalo 10h50-11h00 – O que é o estudo CINDERELLA, e como ele pode ajudar a melhorar os desfechos de DM1 no país? (Melanie Rodacki, UFRJ) (Vídeo) 11h00-11h10 – Como o programa de disponibilização de sensores impactou os cuidados do DM1 em Brasília? (Flávia Franca, SES-DF) (Vídeo) 11h15-11h35 – Quais estratégias efetivas de participação social e advocacy mudam o cenário através de incorporações de tecnologias e desenvolvimento de programas de saúde? Exemplos concretos, acertos e erros da organização e mobilização da sociedade civil (Priscila Torres, Biored Brasil) (Vídeo) 11h35-11h40 – Troca de mensagens por chat: como organizações, grupos e ativistas aqui presentes planejam se mobilizar? (Vídeo) 11h40-12h00 – Debate de encerramento com P&R (moderação: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) Painelistas e Moderador Flávia Franca Melo, MD (SES-DF) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com residência em Clínica Médica e em Endocrinologia e Metabologia pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Membro titular da SBEM, possui ampla experiência em endocrinologia clínica, com atuação voltada ao cuidado de pessoas com diabetes, obesidade e alterações hormonais. Integra a equipe de Endocrinopatias na Gestação do Hospital Regional de Taguatinga e atua como analista do Ministério Público da União (MPU). Atualmente é médica endocrinologista da SES-DF, com foco em diabetes, obesidade e alterações hormonais. Jellin Zambon, MD (Abbott) Graduada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde também realizou residência em Clínica Médica e residência em Endocrinologia e Metabologia. Possui experiência na indústria farmacêutica, com atuação em assuntos médicos e desenvolvimento de estratégias voltadas ao cuidado em condições crônicas. Atualmente, é Gerente Médica Sênior da Divisão de Cuidados para Diabetes da Abbott Brasil, liderando iniciativas médicas e científicas relacionadas ao manejo do diabetes, à geração de evidências e ao apoio à implementação de soluções que contribuam para a qualificação do cuidado. Karla Melo, MD, PhD (SBD) Graduada em Medicina, Endocrinologista pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e PhD em Endocrinologia pela FMUSP. Possui ampla experiência em cargos executivos nos setores público, privado e terceiro setor, além de atuar como Médica colaboradora da Clínica de Endocrinologia e Diabetes do HC-FMUSP. Idealizadora e cofundadora do Glic, maior aplicativo brasileiro de monitoramento e manejo da glicemia. Fundadora do Núcleo de Excelência em Atendimento à Pessoa com Diabetes do HC-FMUSP. Atualmente integra o Departamento de Saúde Pública, Epidemiologia, Economia da Saúde e Advocacy da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Leonardo Bia, MBA (Novo Nordisk) Graduado em Marketing pela Universidade Paulista (UNIP), com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), além de MBA em Liderança Organizacional pela IESE Business School. Possui mais de 23 anos de experiência na indústria farmacêutica, com trajetória consolidada em relações governamentais, políticas públicas, acesso à saúde, advocacy e comunicação corporativa. Tem ampla experiência em articulação com governos e demais stakeholders, gestão de equipes multidisciplinares e desenvolvimento de estratégias voltadas à ampliação do acesso e à sustentabilidade dos sistemas de saúde. Atualmente, é Vice-Presidente de Corporate Affairs & Sustainability da Novo Nordisk Brasil. Luís Eduardo Calliari, MD, PhD (FCMSCSP) Graduado em Medicina, Pediatra e Endocrinologista Pediátrico pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), com pós-graduação em Endocrinologia pela UNIFESP. Atualmente é também Professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas e Médico-Assistente do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo. Integra o Executive Board da ISPAD, é Editor-Executivo da Revista Paulista de Pediatria e Editor Associado da Pediatric Diabetes. Atua em assistência, ensino e pesquisa, com foco em endocrinologia pediátrica, diabetes mellitus na infância e adolescência, crescimento, puberdade precoce, obesidade e síndrome metabólica. Melanie Rodacki, MD, PhD (UFRJ) Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Mestre e Doutora em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou Research Fellowship no Joslin Diabetes Center da Harvard Medical School. Possui ampla experiência em assistência, ensino e pesquisa em endocrinologia, com atuação voltada principalmente ao diabetes mellitus tipo 1 e à autoimunidade. Participa regularmente de congressos e atividades científicas nacionais e internacionais como palestrante e professora convidada. Atualmente é Professora Associada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Priscila Torres (Biored Brasil) Jornalista (FIAM-FAAM), mestranda em Assistência Farmacêutica (UnB) e pós-graduanda em Análise de Sistemas de Saúde (UFG). Especialista em Alfabetização em Saúde e Empoderamento de Pacientes (Universidade de Salta), Gestão da Qualidade em Saúde (UMC) e Paciente Experto (PANLAR), com formação em Medicina e Jornalismo em Saúde (Casper Líbero) e certificação em Ouvidoria em Saúde (ENAP). Co-autora do Manifesto Panamericano de Pacientes Reumáticos e do Consenso brasileiro sobre biossimilares; autora do livro "EncontrAR a vida após a artrite reumatoide" e do Blog Artrite Reumatoide. Atualmente é Conselheira Nacional de Saúde, representante na Câmara de Saúde Suplementar e no Comitê de Protocolos Clínicos da CONITEC, e Coordenadora de Advocacy da Biored Brasil. Ronaldo Wieselberg, MD, MSc (ADJ Diabetes Brasil | FórumCCNTs) Graduado em Medicina, Endocrinologista pela Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e Mestre em Saúde Pública pelo Imperial College London. Coordenador do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes (ADJ Diabetes Brasil), foi Representante Regional do programa de Young Leaders in Diabetes (YLD) da IDF, entre 2017-2019, onde esteve à frente do projeto de rastreio de acesso aos cuidados e medicações na América Latina. Representou a Sociedade Civil na consulta pela ONU sobre CCNTs (Nova Iorque/2018). Atualmente é Professor de Endocrinologia na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Vice-Presidente da ADJ Diabetes Brasil e membro da Comissão Consultiva do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil. Tatiana Porto (Sanofi) Graduada em Administração/Comércio Exterior pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Negociações Econômicas Internacionais pela PUC-SP/UNICAMP/UNESP e Pós-Graduada em Economia do Comércio Exterior pela Fundação Instituto de Pesquisa da USP. Possui ampla experiência no setor privado, tendo atuado como Gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Diretora de Gestão Corporativa e Gerente Executiva de Relações Institucionais. Tem trajetória consolidada em relações institucionais, advocacy e articulação com diferentes setores ligados à saúde, com forte atuação na construção de parcerias estratégicas. Atualmente, é Diretora da Área de Public Affairs da Sanofi. Vanessa Montanari, MD, MSc (IBTED) Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté (FMT), Endocrinologista pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e Mestre em Endocrinologia Clínica pela UNIFESP-EPM. Atua há mais de duas décadas na assistência a pessoas com diabetes e obesidade nos setores público e privado. Possui ampla experiência em educação em diabetes e em tecnologias aplicadas ao manejo da doença, com atuação em iniciativas de capacitação voltadas a médicos e outros profissionais de saúde. Atualmente é médica endocrinologista da Casa de Saúde Santa Marcelina e diretora da IBTED Tecnologia e Educação em Diabetes. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Instituições Confirmadas Abbott ADJ Diabetes Brasil Associação Amigos dos Diabéticos de Lavras (ADL) Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético (ABAD) Associação de Diabéticos de Poços de Caldas - MG (ADPC) Associação de Diabéticos do Espírito Santo (ADIES) Associação dos Diabéticos e Familiares de Petrolina (Adifape) Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá (ADIFAT) Associação Formigas - Círculo de Apoio e Bem-Estar para Diabéticos Tipo 1 de Santa Maria - RS Associação Rio-Grandense de Apoio ao Diabético (ARAD) Associação Saúde da Família (ASF) Biored Brasil Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo (EERP-USP) Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) IBTED Tecnologia e Educação em Diabetes Instituto Afya Instituto da Criança com Diabetes (ICD) International Society for Pediatric and Adolescent Diabetes (ISPAD) Jovem Líder em Diabetes da ADJ (JLD-ADJ) Liga de Diabetes - Universidade Federal de Minas Gerais Missão Sal da Terra Momento Diabetes e Momento Saúde Editora Novo Nordisk Projeto Glicada na Estrada RedeComCiência Sanofi Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Na imprensa Broadcast Folhapress O Globo Portal iG Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos
- Câncer em Mulheres: vamos nos unir para vencer! - 24/3, às 15h
Objetivos: Entender os desafios estruturais e específicos associados aos cânceres mais prevalentes e fatais em mulheres no Brasil, com especial atenção aos cânceres de útero, ovário e mama. Conhecer o potencial dos PCDTs atualizados e da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, assim como os riscos de atrasos em suas implementações, para prevenção, rastreamento, diagnóstico e tratamento dos cânceres em mulheres. Reunir as principais instituições dos setores público, privado e terceiro setor para acelerar avanços em programas e políticas que permitirão reduzir mortes por câncer, em especial por câncer de ovário, útero e mama no país, concluindo com a elaboração de uma carta de recomendação ao Ministério da Saúde e outras autoridades. Agenda: 15h00 – Abertura (condução: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) • Flávia Morais (Deputada Federal) (Vídeo) • Iza Arruda (Deputada Federal) (Vídeo) 15h20-15h58 – Contextualização (moderação: Ana Maria Drummond, IVOC) (Vídeo) 15h25-15h33 - Epidemiologia dos principais cânceres que afetam as mulheres no Brasil (Carlos Andrade, Hospital de Amor) (Vídeo) 15h35-15h45 - Jornada de mulheres com câncer de mama e mulheres com câncer de útero no Brasil (Núbia Viana, NVHealthcare Solutions) (Vídeo) 15h48-15h58 - Qual a importância de uma perspectiva multidisciplinar e o que é atualmente prioridade para o cenário de câncer de ovário no SUS (Rafael Vargas, UFCSPA | IGCC) (Vídeo) 16h00-16h35 – Modelos exitosos, planos e desafios para reduzir drasticamente a taxa de letalidade desses tipos de câncer no país (moderação: Nina Melo, Abrale | TJCC) (Vídeo) 16h05-16h12 - Quais são as recomendações e estratégias mais efetivas para vencer esses tipos de câncer em países como o Brasil? (Alessandra Morelle, Oncoclínicas) (Vídeo) 16h15-16h22 - As melhores estratégias para diagnóstico e tratamento oportuno dos principais cânceres em mulheres estão previstas nos DDTs, PCDTs e sendo implementados? Há como melhorar? (Angélica Nogueira Rodrigues, SBOC | UFMG) (Vídeo) 16h25-16h35 - Como o Ministério da Saúde está fortalecendo a atenção a esses tipos de câncer no país? (Suyanne Monteiro, CGCan-SAES-MS) (Vídeo) 16h35-17h05 – Debate com todos os painelistas e moderadores que já apresentaram: Como unir esforços e reunir setores para avanços consistentes e melhores resultados no controle dos principais tipos de câncer em mulheres? (moderação: Eduardo Macário, SES-SC) (Vídeo) 17h10-17h35 – Práticas exitosas de enfrentamento de câncer em mulheres do Brasil (moderação: Veridiana Cano, Roche) (Vídeo) 17h15-17h25 - Inovação no rastreio do câncer do colo do útero e na linha de cuidado em Pernambuco (Letícia Katz, Sociedade Brasileira de Citopatologia) (Vídeo) 17h25-17h35 - A experiência da Paraíba com a Linha de Cuidado do Câncer de Mama (Soraya Galdino, COSEMS-Paraíba) (Vídeo) 17h40-18h00 – Mesa de encerramento com falas sobre próximas etapas para avançar em mais regiões e leitura da Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, gestores estaduais e municipais, e autoridades, com convite de endosso das instituições presentes neste evento. (Vídeo) Painelistas e Moderador Alessandra Morelle, MD, PhD (Oncoclínicas) Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), possui pós-graduação em Clínica Médica com ênfase em Biologia Tumoral e doutorado pela mesma instituição. Dedica-se ao atendimento de pacientes com câncer de mama e neoplasias ginecológicas, tendo atuado na equipe de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento. É fundadora da Thummi, uma plataforma digital de monitoramento remoto de pacientes com câncer. É membro do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama (GBECAM) e do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). Chair do LACOG Digital (The Latin American Cooperative Oncology Group). Atualmente, integra o Grupo Oncoclínicas. Ana Maria Drummond (IVOC) Graduada em Administração de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e com MBA em Administração e Negócios pela SDA Bocconi School of Management, na Itália, possui uma sólida trajetória profissional. Foi Diretora Executiva da Childhood Brasil e atualmente atua como Conselheira da World Childhood Foundation. Além disso, é voluntária no Grupo Mulheres do Brasil e co-fundadora do projeto "Somos Todas Marias", um negócio de impacto social dedicado a apoiar mulheres nanoempreendedoras. Com experiência em projetar e implementar iniciativas complexas em colaboração com governos, empresas e grandes fundações, atualmente ocupa o cargo de Diretora de Desenvolvimento Institucional do Instituto Vencer o Câncer. Angélica Nogueira Rodrigues, MD, MSc, PhD (SBOC | UFMG) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestrado em Saúde da Mulher pela UFMG, Doutorado em Oncologia pelo INCA e Pós-doutorado em Oncologia pela Harvard University. Pesquisadora e professora adjunta da Faculdade de Medicina da UFMG, Diretora técnica da DOM Oncologia; professora e pesquisadora da UFMG; e Oncologista da Coordenação de Pesquisa Clínica do Inca. Membro permanente da Câmara Técnica de Medicamento - CATEME-ANVISA, do Comitê Nacional de Educação FEBRASGO entre outras sociedades médicas. Idealizadora dos projetos Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos e do Movimento Brasil sem Câncer do Colo do Útero. Atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia SBOC. Carlos Andrade, MD, MSc (Hospital de Amor) Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco. Especialização em Cirurgia Pélvica e Ginecologia Oncológica pela Fundação Antônio Prudente (FAP) e Mestre em Oncologia pela Fundação Pio XII. Médico cirurgião – especialista em cirurgia oncológica ginecológica e oncogenética. Tem experiência na área de Medicina, atuando principalmente nos seguintes temas: colo uterino, endométrio, laparoscopia, ginecologia oncológica e lesão intra-epitelial. Atualmente é Professor na Disciplina de Ginecologia na Faculdade de Medicina Paulo Prata (FACISB), Proctor no Curso de Certificação em Cirurgia Robótica Ginecológica no IRCAD e Médico Assistente no Departamento de Ginecologia Oncológica do Hospital de Amor Barretos. Eduardo Macário, MSc, PhD (SES-SC) Graduado em Farmácia pela UFPE, Especialista e Mestre em Saúde Pública pela FIOCRUZ/PE, e Doutor em Epidemiologia pela UFRGS. Atuou no Ministério da Saúde, como Consultor técnico do GT-SINAN, na Coordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, na área de Saúde Indígena, coordenação do programa EPISUS e Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, quando exerceu a função de secretário de vigilância. Na SES-SC foi Gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização, Diretor de Vigilância Epidemiológica e Gerente de Vigilância de IST, HIV/Aids, Hepatites Virais e Superintendente de Vigilância em Saúde. Atualmente faz parte da equipe de apoio institucional e participativo do Ministério da Saúde para Santa Catarina. Flávia Morais (Deputada Federal) Graduada em Educação Física pela Eseffego e em Direito pela PUC. Atuou como Secretária Municipal de Assistência Social, Prefeitura Municipal, Santa Bárbara de Goiás e na Prefeitura Municipal, Trindade, Secretária Estadual de Cidadania e Trabalho, Governo do Estado, GO. Foi deputada estadual por 2 mandatos e está em seu 4⁰ como Deputada federal. Lidera o movimento para implementação da Frente Parlamentar Mista para a Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes. Iza Arruda (Deputada Federal) Graduada em Fisioterapia pela Faculdade Integrada do Recife (FIR), com especialização em Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE Cursos). Possui ampla experiência na área de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Atuou como coordenadora do Curso de Fisioterapia e como diretora de Saúde da Clínica Universitária de Reabilitação e Educação no Centro Universitário, além de ter exercido o cargo de Vice-Reitora do Centro Universitário Facol – Unifacol, em Vitória de Santo Antão (PE). Na gestão pública, foi eleita 1ª Coordenadora Adjunta da Secretaria da Mulher para o biênio 2023-2025. Atualmente, exerce mandato como Deputada Federal e preside o MDB Mulher no Estado de Pernambuco. Letícia Katz, MD, MSc, PhD (Sociedade Brasileira de Citopatologia) Doutora em Saúde Pública pelo Instituto Aggeu Magalhães/ Fiocruz Pernambuco. Mestre em Saúde materna e infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (PE). Residência em Ginecologia - Obstetrícia (HC/UFPE) com qualificação em PTGIC. Título de Especialista em Citopatologia. Ex-presidente da SBC (2013-2016, atual Diretora de Política Pública (2025/2026). Ex Coordenadora Técnica do Programa Utero é Vida (PE). Médica Citopatologista da Secretaria Estadual de Saúde de PE – Laboratório da Mulher Dra. Mercês Pontes Cunha. Nina Melo (Abrale | TJCC) Graduada em Direito pelo Centro Universitário FAM e Comunicação Social pela Faculdade de Estudos Avançados do Pará - FEAPA. Atua como Coordenadora e conteudista do Observatório de Oncologia e Líder do GT de Dados e Membro do GT de Pesquisa Clínica do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer - TJCC. Membro Representante de Participante de Pesquisa nos Comitês de Ética em Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto Paliar. Atualmente é Coordenadora de Pesquisa da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e Coordenadora do Observatório de Oncologia do TJCC. Nubia Viana, MD (NVHealthcare Solutions) Graduada em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), MBA em Gestão de Serviços da Saúde no Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. Professora convidada na Faculdade de Saúde Pública da FMUSP, Faculdade Unileste - MG e Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. Com mais de 30 anos de experiência na área de Consultoria em Projetos de Saúde, atuando em hospitais privados renomados, empresas multinacionais no segmento de informática, serviços e soluções em tecnologia e saúde e consultoria particular. Atualmente é consultora em Projetos na área de Saúde na NVHealthcare Solutions, preceptora na disciplina de Informática Clínica da USCS e desenvolvendo projetos para Saúde Digital. Rafael Vargas, MD, MSc, PhD (UFCSPA | IGCC) Graduado em Medicina pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Mestrado e Doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Residência médica em Oncologia Clínica pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e em Clínica Médica pela Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande. Atualmente é Professor e supervisor do programa de residência médica em Oncologia Clínica da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Coordenador do Serviço de Oncologia Clínica na Santa Casa de Porto Alegre. Membro do conselho do Instituto de Governança e Controle do Câncer (IGCC) e integrante da Coalizão Força Onco. Soraya Galdino (COSEMS-PB) Graduada em Odontologia. Sua trajetória é marcada pelo empenho na gestão pública e pela incansável luta em defesa do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Recebeu a medalhe Gilson Carvalho como personalidade que faz a diferença na saúde. Foi secretária de saúde nos municípios de Montadas, Pocinhos e Itabaiana (PB). Atualmente é secretaria de Saúde de Bayeux (Paraíba), 1ª vice-presidente da Região Nordeste na nova Diretoria do CONASEMS e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (COSEMS-PB). Suyanne Monteiro, MD, MBA (CGCan-SAES-MS) Graduada em Medicina pela Faculdade Souza Marques, Residência médica em pediatria pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e em Onco-hematologia pediátrica pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado. MBA, Executivo em administração: Gestão em saúde com ênfase em clínicas e hospitais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Especialista em Gestão Clínica e Políticas Públicas de Oncologia | Líder em Prevenção e Controle de Câncer. Atualmente é Assessora técnica da Coordenação-Geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer do Ministério da Saúde (CGCan-SAES-MS). Veridiana Cano, PhD (Roche) Graduada em Farmácia e Bioquímica, com Doutorado em Biologia Molecular e Genética e Pós-Doutorado em Biologia Molecular pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Também possui Doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pelo National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos. Ampla experiência no negócio de Ciências Biológicas, atuando como Gerente de Produtos e Aplicações, Especialista em Vendas Técnicas e Cientista Técnico e de Aplicações atuando em empresas como Pensabio, Agilent Technologies, Illumina e Life Technologies. Além disso, exerceu cargos estratégicos, como Líder de Ciência Médica na Fundação - Pharma International e Gerente de Informação Molecular na Foundation Medicine. Atualmente é Líder de Estratégia Médica para Oncologia e Onco-Hematologia na Roche. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos












