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  • Jornada Reumafit - Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2026

    Nome do Projeto: Jornada Reumafit Temas contemplados pelo Projeto: Alimentação Saudável, Atividade Física, Diabetes, Distúrbios do Sono, Dor Crônica, Obesidade, Saúde mental Responsável pelo Projeto Nome completo: Clarice Nunes de Jesus Instituição: Instituto INAPE Cargo/Função e formação acadêmica: Presidente - Comunicação Institucional Nome, cargo e instituição dos demais membros da equipe que lidera o projeto: Emanuhel Monteiro (Coordenador de Projetos - Instituto INAPE) Contato: clarice.nunes@institutoinape.org Instituições parceiras Instituto INAPE e Novo Nordisk Sobre o Projeto O projeto foi implementado em agosto de 2025 e encontra-se em execução, sendo desenvolvido em ambiente digital com abrangência nacional e internacional. A iniciativa tem como objetivo promover educação em saúde e cuidado qualificado para pessoas com obesidade ou sobrepeso associadas às espondiloartrites, incentivando a adoção de hábitos de vida saudáveis e o controle do peso de forma sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida e na mitigação da progressão dessas condições crônicas. O público-alvo é composto por pacientes com obesidade ou sobrepeso diagnosticados com espondiloartrites, predominantemente mulheres entre 35 e 55 anos, muitas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o que limita o acesso a informações e suporte especializado. A implementação ocorreu por etapas, com campanhas educativas em redes sociais, realização de jornada de aulas online com especialistas e desenvolvimento de modelo multidisciplinar em formato piloto. As ações foram monitoradas por meio de relatórios de alcance, participação e feedback dos participantes, evidenciando aumento do conhecimento, elevada satisfação e mudanças de hábitos relacionadas ao cuidado em saúde. O projeto foi desenvolvido diante do impacto da obesidade como fator agravante das espondiloartrites, comprometendo a resposta terapêutica e a qualidade de vida. Contou com a parceria da Novo Nordisk e a colaboração de profissionais de diversas áreas da saúde, incluindo reumatologia, endocrinologia, nutrição, psicoterapia, fisioterapia, educação física, gastronomia e meditação. A iniciativa está em andamento, com previsão de encerramento em abril de 2026, e apresenta potencial de continuidade e expansão por meio da ampliação de parcerias e da replicação do modelo multidisciplinar. Saiba mais Página do evento: https://jornadareumafit.com.br/ Playlist das aulas educativas, incluindo abertura e encerramento: bit.ly/4act4iK Avaliação de resultados parciais: https://institutoinape.org/report-jornarda-reumafit Apresentação institucional: https://canva.link/95eux9x4rcdrlir

  • Prêmio Marcos Moraes 2026: inscrições abertas até 21 de junho

    Estão abertas, até 21 de junho de 2026, as inscrições para o Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação 2026, iniciativa da Fundação do Câncer que se consolida como um dos principais mecanismos de valorização de soluções aplicadas ao enfrentamento do câncer no Brasil — uma das principais condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). A premiação reconhece iniciativas com impacto concreto na organização do cuidado, produção científica e estratégias de redução de riscos, contribuindo diretamente para o aprimoramento do manejo oncológico. Imagem: Divulgação Fundação do Câncer Mais do que reconhecimento institucional, o prêmio atua como indutor de inovação, ao estimular projetos que respondem a desafios estruturais das CCNTs, como diagnóstico oportuno, equidade no acesso e integração entre níveis de atenção. Nesse contexto, ganham destaque iniciativas com potencial de replicabilidade e escala no SUS, especialmente aquelas que articulam diferentes pontos da rede de cuidado. Ao longo das edições, a premiação tem evidenciado a ampliação da capacidade nacional de desenvolver respostas qualificadas para o câncer, incluindo modelos assistenciais inovadores, estratégias comunitárias e pesquisas aplicadas, alinhadas às demandas reais do sistema de saúde. Inovação aplicada e fortalecimento do cuidado A edição de 2026 amplia esse escopo ao incorporar categorias que dialogam com dimensões críticas do cuidado, como promoção da saúde, cuidados paliativos, produção científica e comunicação em câncer. A inclusão da comunicação como eixo estratégico reforça o papel da informação qualificada na redução de estigmas e no engajamento social, aspectos centrais no manejo das CCNTs. O câncer sintetiza desafios estruturais dessas condições, como trajetórias de cuidado prolongadas, necessidade de coordenação assistencial e elevado impacto socioeconômico. Nesse cenário, iniciativas inovadoras têm potencial de influenciar tanto os desfechos em saúde quanto a organização dos serviços, qualificando a experiência das pessoas ao longo do cuidado. Ao reconhecer projetos com impacto mensurável e articulação com políticas públicas, o prêmio fortalece a conexão entre produção de conhecimento, prática assistencial e tomada de decisão, elemento-chave para avançar na agenda das CCNTs no Brasil. Por que participar Participar do prêmio representa uma oportunidade estratégica para posicionar iniciativas no debate nacional sobre CCNTs, especialmente em um contexto em que inovação, evidência e comunicação qualificada são determinantes para avançar no manejo do câncer. Projetos com potencial de escala, sustentabilidade e impacto real tendem a ganhar visibilidade e contribuir para transformações estruturais no cuidado. Serviço — inscrições abertas: Oportunidade: Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação 2026 Organização: Fundação do Câncer Público elegível: profissionais, pesquisadores, instituições, serviços de saúde e organizações da sociedade civil Período dos projetos: iniciativas desenvolvidas entre 2021 e 2026 Categorias: promoção da saúde e redução de riscos, cuidados paliativos, iniciativas científicas e comunicação em câncer Formato: submissão online Prazo de inscrição: de 13 de abril a 21 de junho de 2026 Fonte: Prêmio Marcos Moraes 2026

  • Diretriz inédita qualifica o manejo de Câncer e Obesidade

    Já está disponível a Diretriz de Câncer e Obesidade, desenvolvida a partir de um board liderado pelo Instituto Oncoguia, reunindo 13 organizações. O material se consolida como um recurso técnico estratégico para profissionais e gestores que atuam com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), ao abordar de forma integrada a relação entre obesidade e câncer, com implicações diretas no manejo clínico e na organização do cuidado. Imagem: Divulgação Oncoguia A diretriz sistematiza evidências científicas e recomendações práticas, oferecendo subsídios para qualificar a tomada de decisão em diferentes pontos da linha de cuidado. Ao tratar a obesidade como uma condição que impacta risco, prognóstico e resposta ao tratamento oncológico, o documento amplia o olhar tradicional e reforça a necessidade de abordagens interdisciplinares e contínuas. Em um contexto de crescente prevalência da obesidade no Brasil, o material contribui para enfrentar lacunas recorrentes, como fragmentação assistencial, ausência de protocolos integrados e invisibilização de fatores associados ao estigma, que interferem diretamente na qualidade do cuidado. Como aplicar na prática do cuidado A construção do documento a partir de um board multidisciplinar — incluindo especialistas de áreas como oncologia, nutrição, psicologia e atividade física — reforça a centralidade de um cuidado que considere múltiplas dimensões da saúde. Isso se traduz em recomendações que podem ser incorporadas em linhas de cuidado, protocolos institucionais e práticas assistenciais. Entre os principais aportes, destacam-se a integração entre níveis de atenção, a necessidade de personalização do cuidado e a incorporação de determinantes sociais e comportamentais no manejo. A diretriz também avança ao reconhecer explicitamente o impacto do estigma relacionado ao peso, propondo abordagens que favorecem maior adesão e melhores desfechos. Para gestores, o recurso pode apoiar a estruturação de políticas e fluxos assistenciais mais integrados. Para profissionais, funciona como base para decisões clínicas mais qualificadas e alinhadas às evidências. Por que incorporar esse recurso Em um cenário em que as CCNTs exigem respostas cada vez mais coordenadas, a diretriz se apresenta como um instrumento para revisão de práticas, qualificação do cuidado e alinhamento com abordagens contemporâneas. Sua utilização pode contribuir para fortalecer estratégias de manejo mais integradas, equitativas e centradas nas pessoas, especialmente em contextos onde obesidade e câncer coexistem e demandam respostas articuladas. Fonte: Oncoguia

  • Conheça os Grupos Temáticos do FórumCCNTs em 2026

    O FórumCCNTs conta com 10 GTs para 2026. Entre os temas já selecionados, estão: Alimentação Saudável Atividade Física CCNTs no Ambiente de Trabalho Diabetes DCV, Infarto e AVC Obesidade Oncologia Periodontite Saúde Digital para CCNTs Saúde Mental e Neurológica Representantes de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil puderam candidatar-se, via formulário (AQUI), a um dos Grupos Temáticos (GTs) do FórumCCNTs. Os GTs consistem em espaços neutros nos quais os membros de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil colaboram entre si para identificar problemas prioritários relacionados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e seus fatores de risco no Brasil. Estes stakeholders delineiam ações estratégicas multi e intersetoriais com vistas a reverter ameaças à saúde pública e avançar em termos de redução de risco, assim como ampliar e melhorar o acesso e os cuidados para pessoas com CCNTs. REGRAS GERAIS PARA CANDIDATURA Respeitar a Política de Conflito de Interesses do FórumCCNTs (disponível AQUI); Cada pessoa poderá participar de apenas um (1) GT, independentemente da instituição representada. Cada instituição, excetuando aquelas do setor privado, poderá integrar até dois (2) GTs, sem possibilidade de exercer facilitação ou co-facilitação em mais de um (1) grupo. Instituições do setor privado poderão integrar apenas um (1) GT, com exceção das parceiras anuais do FórumCCNTs, autorizadas a participar de até dois (2) GTs. Instituições habilitadas a compor mais de um GT deverão indicar representantes distintos para cada grupo. Abertura e Contextualização das Apresentações dos Grupos Temáticos 2026 GT Alimentação Saudável Facilitadora Vitória Moraes ACT Promoção da Saúde Cofacilitadora Bianca Blanco Associação Paulista de Nutrição (APAN) Justificativa para existência do GT A alimentação adequada é um dos fatores centrais para a redução de risco das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e elemento fundamental para pessoas em tratamento de mais de uma condição de saúde. No entanto, o acesso à alimentação saudável está cada vez mais distante da mesa da população brasileira, enquanto os sistemas alimentares vigentes têm contribuído simultaneamente para a epidemia de obesidade, a persistência da desnutrição e o agravamento das mudanças climáticas, ao priorizarem cadeias produtivas baseadas em commodities e alimentos ultraprocessados. Um desafio adicional é que, embora o Guia Alimentar para a População Brasileira esteja consolidado há mais de uma década e representa uma abordagem inovadora ao classificar os alimentos segundo o grau de processamento, a lógica centrada em nutrientes segue ganhando espaço no debate público. Esse movimento se intensifica com a recente valorização do consumo de proteínas e a difusão de modelos como a pirâmide alimentar adotada nos Estados Unidos, que tendem a fragmentar a compreensão da alimentação saudável. Diante do contexto de um ano eleitoral, torna-se necessário abordar o tema da alimentação saudável de forma mais sistêmica nos documentos de incidência da sociedade civil com foco nos candidatos, incorporando os encaminhamentos e reflexões das conferências internacionais, da 4a Reunião de Alto Nível sobre CCNTs e da COP 30, além de reforçar o Guia Alimentar como uma das principais diretrizes para a promoção de sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e equitativos. Atividade prevista para 2026 A proposta deste GT é produzir documentos de incidência com foco nos candidatos, trazendo a agenda de saúde e redução de riscos das CCNTs, com foco na abordagem da alimentação saudável de forma mais sistêmica. A intenção é estabelecer diálogo, pelo eixo da alimentação saudável, conectar o tema da saúde com outros temas centrais para a sociedade, como o combate à fome e as mudanças climáticas. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Esses documentos poderão não apenas subsidiar as produções do Fórum que tenham foco nas eleições, mas também ser utilizados individualmente pelas organizações que compõem os demais grupos de trabalho do fórum, considerando seu uso em estratégias de incidência voltadas às campanhas estaduais, federais e presidenciais, de acordo com o perfil e abrangência de atuação de cada organização. GT Atividade Física Facilitador Átila Alexandre Trapé Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP) Cofacilitadora Adriana Mazzuco Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP) Justificativa para existência do GT A atividade física é determinante e condicionante da saúde, sendo essencial na redução de risco e manejo de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), entretanto o nível de atividade física, principalmente no tempo livre ou lazer, é baixo na população brasileira, com destaque para grupos vulnerabilizados, dentre eles mulheres, população negra, pessoas idosas, comunidade LGBTQIAPN+ e moradores das comunidades rurais, contribuindo para o aumento da incidência de CCNTs nestes grupos; nesse sentido, o acesso à atividade física no tempo livre ou lazer no Brasil pode ser considerado um privilégio, ou seja, está fortemente associado às condições socioeconômicas, e, diante desse cenário, a proposta de continuidade do GT Atividade Física do FórumCCNTs pode fortalecer a ideia de que a temática tratada neste GT é transversal ao trabalho de todos os outros GTs do FórumCCNTs, uma vez que há evidências dos efeitos da atividade física na redução de risco e no manejo de diversas CCNTs. Atividade prevista para 2026 Participar e promover debate em torno da criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS (PNPCAF). Por meio da PNPCAF, objetiva-se dar mais sustentabilidade nos programas e ações de promoção das referidas práticas no sistema de saúde brasileiro, além de permitir propor maior articulação intersetorial, dialogando com as iniciativas existentes em outros setores, como o Esporte e Lazer e integrando esforços para propor ações objetivando a ampliação do acesso à atividade física. De forma mais concreta e específica, além de manter a participação no comitê que reúne entidades científicas, representando o FórumCCNTs e articulando esforços para a criação da PNPCAF, o GT Atividade Física organizará ao menos um evento online com convidadas(os) de diferentes setores e contextos relacionados à promoção da atividade física, de forma similar ao que foi desenvolvido em dezembro de 2025, que foi bastante exitoso. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Continuidade na participação no Comitê que reúne outras entidades para o estabelecimento de canal formal de debates e pactuações com o Ministério da Saúde para a criação da PNPCAF. Nesses debates, os demais setores e atores institucionais participarão com vistas a propor uma política que dialogue com as diferentes necessidades e possibilidades Brasil afora. GT CCNTs no Ambiente de Trabalho Facilitador Alberto José Niituma Ogata FGV Saúde Cofacilitador Justificativa para existência do GT Há evidências de que o ambiente de trabalho é um espaço privilegiado para a promoção da saúde e o enfrentamento das CCNTs. Em geral, as empresas realizam algum tipo de atividade ou investimento nestas ações. No entanto, elas são frequentemente descoordenadas e pouco efetivas. As CCNTs trazem grande impacto na qualidade de vida e na produtividade dos trabalhadores. Incluir este "setting" na agenda do Fórum pode agregar novos stakeholders e potencializar a participação dos atuais membros. Atividade prevista para 2026 Elaborar uma linha de cuidado, baseada em evidências, para o enfrentamento das CCNTs no ambiente de trabalho. O documento poderá ser utilizado para webinares, seminários e apresentações em eventos de diferentes stakeholders. O documento poderá ser enviado a entidades ligadas a saúde do trabalhador, como FUNDACENTRO, Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Comércio (SESC). O documento poderá ser enviado ao Poder Executivo, não se limitando à saúde, mas também ao Ministério do Trabalho, da Previdência Social e Economia. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Estimular a adoção da linha de cuidado em organizações públicas e privadas, de diferentes portes e atividades econômicas. Que o ambiente de trabalho seja considerado nas políticas públicas de enfrentamento das CCNTs. Estimular políticas intersetoriais, que contemplem os determinantes sociais de saúde e que não se restrinjam aos serviços de saúde. GT DCV, Infarto e AVC Facilitadora Sheila Martins Rede Brasil AVC Cofacilitadora Ana Carolina Micheletti Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Justificativa para existência do GT A persistência de tempos elevados de espera na Atenção Primária compromete o rastreio e o monitoramento das CCNTs, em especial das condições/doenças cardiovasculares, reduzindo a capacidade de reduzir riscos de eventos agudos e impactando diretamente os desfechos em saúde. Em 2026, permanecem desigualdades regionais no acesso a estratégias eficazes de redução de risco, cuidado e reabilitação de infarto e AVC, associadas ao baixo letramento da população sobre fatores de risco e sinais de alerta, sobretudo em territórios vulnerabilizados. Esse cenário impõe a necessidade de dar celeridade aos fluxos da APS para evitar a ocorrência de eventos cardiovasculares, assim como qualificar profissionais de saúde e a população para detecção precoce, manejo oportuno e redução de sequelas. A complexidade do problema requer articulação interinstitucional e multistakeholder para integrar evidências científicas, educação em saúde e organização das redes assistenciais. Atividade prevista para 2026 Ao longo de 2026, o GT realizará uma campanha integrada e contínua de conscientização sobre condições/doenças cardiovasculares, com ênfase em infarto e AVC, conduzida por seus membros e direcionada à população e a profissionais de saúde, com foco em sinais e sintomas de alerta e nos fluxos de cuidado. A iniciativa visa ampliar a redução de risco, reduzir fatores de risco, qualificar o reconhecimento precoce e difundir modelos de atenção e reabilitação já desenvolvidos pelas instituições do GT. A operacionalização compreende: produção e disseminação de conteúdos educativos baseados em evidências científicas, em formatos digitais acessíveis; mobilização coordenada das redes sociais institucionais e pessoais dos membros; promoção de evento online para ampliar o debate e a disseminação de conhecimento; acompanhamento da pauta junto ao Ministério da Saúde, visando ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre o tema; e articulação com datas estratégicas do calendário da saúde, com ênfase no Dia Mundial do AVC e Dia Mundial do Coração. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Como desdobramentos da atividade proposta para 2026, espera-se ampliar a visibilidade institucional do problema, fortalecer a base técnico-científica sobre a organização do cuidado cardiovascular na APS e consolidar o GT como espaço qualificado de produção de conhecimento e acompanhamento crítico do diálogo institucional com o Ministério da Saúde, resultando em ampliação mensurável do conhecimento da população e de profissionais de saúde sobre sinais de alerta e resposta adequada ao infarto e ao AVC, especialmente em contextos vulneráveis, fortalecimento e maior visibilidade de propostas exitosas de reabilitação já implementadas no Brasil e em experiências internacionais pelas instituições do GT, favorecendo sua disseminação e adaptação a diferentes realidades, e contribuição para a redução do tempo entre o início dos sintomas e a busca por atendimento, com impacto potencial na mitigação das desigualdades regionais e na melhoria dos desfechos clínicos. GT Diabetes Facilitadora Jaqueline de Jesus Correia Instituto Diabetes Brasil Cofacilitadora Luane Miziara Instituto Afya Justificativa para existência do GT O Diabetes Mellitus é uma das principais condições crônicas de saúde pública no Brasil e no mundo. Seu impacto vai além do manejo glicêmico, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas, a organização dos serviços de saúde e os custos sociais e econômicos relacionados às complicações evitáveis da condição de saúde. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, ainda persistem lacunas importantes na formação continuada dos profissionais da saúde, especialmente no diagnóstico precoce, no manejo adequado, na educação em saúde e no acolhimento humanizado das pessoas que vivem com diabetes. Atividade prevista para 2026 A atividade proposta consiste no desenvolvimento de materiais educativos referente à Capacitação em Diabetes para Profissionais da Saúde, que será disseminada de forma online a partir de publicações nas redes dos membros do GT. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Pretende-se qualificar práticas assistenciais por meio de atualização técnico-científica, harmonização de condutas clínicas e educativas, fortalecimento da educação em saúde, aprimoramento da comunicação e incorporação de dimensões psicossociais no cuidado, com vistas a uma atuação ética, humanizada, multiprofissional e centrada nas necessidades das pessoas com diabetes, repercutindo na melhoria do manejo clínico, na redução de falhas assistenciais, na consolidação da educação permanente em saúde e no incremento dos desfechos em saúde, da dignidade e da qualidade de vida dessa população. GT Obesidade Facilitadora Aline Marcadenti de Oliveira Hospital do Coração (HCor) Cofacilitadora Doralice Ramos Instituto Cordial Justificativa para existência do GT A obesidade é uma condição crônica, multifatorial e em crescimento no Brasil, com impactos relevantes na saúde pública, nos custos do sistema de saúde e nas desigualdades sociais. Em 2026, o manejo adequado da obesidade é estratégico diante do avanço das CCNTs e do envelhecimento populacional. Trata-se de um tema que exige coordenação interinstitucional e multistakeholder, envolvendo políticas de saúde, alimentação, educação e proteção social. Um GT dedicado é essencial para alinhar prioridades e apoiar ações baseadas em evidências. Atividade prevista para 2026 A atividade entregável do GT no ciclo de 2026 consistirá na elaboração de dois documentos de conteúdo convergente, diferenciados por público e linguagem, sendo um texto técnico dirigido ao Ministério da Saúde, focalizado na obesidade enquanto enfermidade crônica e na necessidade de oferta terapêutica adequada no SUS, e outro material de incidência pública, destinado às candidaturas à Presidência da República via ofício institucional, com ênfase na incorporação da agenda da vigilância da obesidade nas plataformas eleitorais. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Fortalecimento da cooperação entre instituições, qualificação do debate público e disponibilização de um referencial técnico para orientar políticas, programas e ações intersetoriais no enfrentamento da obesidade. GT Oncologia Facilitadora Gabriele Luise Neves Alves Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) Cofacilitadora Heloisa Quaggio Amigos da Oncologia e Hematologia (AmigoH) Justificativa para existência do GT A manutenção de um Grupo de Trabalho em Oncologia no FórumCCNTs em 2026 é estratégica, em um cenário de aumento da incidência de câncer e de profundas desigualdades regionais no acesso à redução de risco, ao diagnóstico e ao cuidado oncológico. A efetividade das ações de advocacy em oncologia depende de articulação interinstitucional e multistakeholder, envolvendo sociedade civil, gestores públicos, comunidade científica e setor privado, para alinhar mensagens, políticas e práticas baseadas em evidências. O GT permitirá coordenar esforços, evitar sobreposições e ampliar o alcance das iniciativas, contribuindo para ações integradas de redução de risco e manejo do câncer no país. Atividade prevista para 2026 O GT atuará na divulgação do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer (IARC/OPAS/OMS), para ampliar o conhecimento e a adoção de recomendações baseadas em evidências para a redução de risco do câncer, em um contexto de aumento da carga da condição e de persistentes desigualdades no Brasil. A complexidade dos fatores de risco e a necessidade de alinhar comunicação, políticas públicas e práticas em saúde exigem uma abordagem articulada e multistakeholder. Por meio da atuação conjunta de organizações da sociedade civil, especialistas, gestores e outros atores estratégicos, o GT possibilita uma disseminação coordenada, contextualizada e de maior alcance do Código, potencializando seu impacto na saúde da população. Para esse fim, os membros do GT definiram inicialmente a elaboração de material digital contendo as logomarcas das instituições integrantes, com divulgação nas redes sociais institucionais e nos perfis dos integrantes do GT, com previsão de produção de versão impressa para distribuição, condicionada à obtenção de recursos. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Esperamos ampliar o conhecimento qualificado sobre o Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer no Brasil, promovendo sua incorporação em ações de comunicação, educação em saúde e advocacy. O GT pretende fortalecer a articulação entre diferentes atores para alinhar narrativas, prioridades e estratégias de redução de risco do câncer baseadas em evidências. Como desdobramento, busca-se contribuir para a sensibilização de gestores e tomadores de decisão, estimulando a integração das recomendações do Código em políticas públicas, programas e iniciativas voltadas à redução da carga do câncer no país. GT Periodontite Facilitadora Mariana Fampa Fogacci Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Cofacilitador Davi da Silva Barbirato Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP) Justificativa para existência do GT A periodontite é reconhecida como Condição Crônica Não Transmissível (CCNT) inflamatória, multifatorial e associada a biofilme disbiótico, com alta prevalência e subdiagnóstico no Brasil e globalmente, gerando impacto relevante na carga de condições de saúde, inclusive elevada morbidade associada à perda dentária evitável quando não tratada, além de associação consistente, nas três últimas décadas, a maior risco relativo, prevalência, incidência e piores desfechos de outras CCNTs, especialmente diabetes mellitus e condições cardiovasculares ateroscleróticas, conforme evidências epidemiológicas consolidadas e relatórios da Organização Mundial da Saúde e da Federação Europeia de Periodontologia, que recentemente reforçaram o reconhecimento da saúde bucal como componente indissociável das estratégias globais de enfrentamento das CCNTs. A insuficiente conscientização da população e de profissionais de saúde sobre seus impactos sistêmicos resulta na subvalorização de sinais iniciais, como o sangramento gengival, com atraso no diagnóstico, progressão da condição, agravamento de CCNTs associadas e maior utilização de serviços de saúde, evidenciando a necessidade de estratégias estruturadas de comunicação em saúde e de rastreio precoce no âmbito da Atenção Primária. No contexto de 2026, marcado pela intensificação da carga das CCNTs e pelo fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como eixo organizador do cuidado, torna-se prioritário ampliar estratégias estruturadas de comunicação em saúde que reforcem a necessidade do rastreio precoce da condição periodontal, com vistas à redução do risco populacional e à melhoria de desfechos em saúde. Diante desse cenário epidemiológico e institucional, da magnitude do impacto e da necessidade de mudança de práticas, considerando a natureza multifatorial da periodontite, a criação do Grupo Temático "Periodontite" no âmbito do Fórum CCNTs se justifica como estratégia necessária para articular atores públicos, privados, acadêmicos e da sociedade civil na formulação de agendas cooperativas alinhadas à promoção da saúde, ao rastreio precoce e à qualificação da Atenção Primária no enfrentamento das CCNTs. Atividade prevista para 2026 Em 2026, a atuação do GT será orientada à construção cooperativa de uma iniciativa institucional alinhada às prioridades do SUS, conforme o escopo definido para o ciclo anual. Atividade Única do GT em 2026: Elaboração e submissão cooperativa de proposta técnica para a inclusão do “Dia Mundial da Saúde Gengival – 12 de maio” no calendário oficial do Ministério da Saúde. A escolha da data de 12 de maio fundamenta-se em seu reconhecimento prévio como Dia Mundial da Saúde Gengival por sociedades científicas nacionais e internacionais, incluindo a Sociedade Brasileira de Periodontia e Implantodontia (SOBRAPI) e a Federação Europeia de Periodontologia, favorecendo alinhamento técnico, cooperação internacional e padronização de mensagens em saúde. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Espera-se fortalecer o reconhecimento institucional da periodontite como CCNT de impacto sistêmico e elevada morbidade evitável, além da ampliação da conscientização de gestores, profissionais de saúde e da sociedade sobre a relevância da saúde gengival para o enfrentamento das CCNTs, criando condições favoráveis para o estímulo a ações de comunicação em saúde e ao rastreio precoce da condição periodontal no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Adicionalmente, a iniciativa tende a contribuir para a qualificação do cuidado integral às CCNTs, ao favorecer maior integração da saúde periodontal às agendas de promoção da saúde e organização do cuidado no SUS. Como resultado transversal, espera-se o fortalecimento da articulação interinstitucional e multistakeholder entre os participantes do GT, consolidando bases técnicas para agendas cooperativas futuras. GT Saúde Digital para CCNTs Facilitadora Iseli Yoshimoto Reis Instituto Colabora Saúde Cofacilitadora Lyvia Raphaela Rodrigues de Melo Movimento Influencers Diabetes Brasil Justificativa para existência do GT A ascensão das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil — responsáveis por aproximadamente 72% dos óbitos nacionais, segundo o Ministério da Saúde — evidencia a urgência de estratégias intersetoriais e colaborativas que integrem inovação, tecnologia e cuidado. Nesse contexto, a saúde digital desponta como vetor estratégico para ampliar acesso, qualificar o acompanhamento clínico e otimizar custos assistenciais, podendo reduzir despesas em até 20–30%, conforme estimativas da McKinsey, enquanto relatório da Deloitte aponta que 80% das pessoas com CCNTs reconhecem o valor das tecnologias digitais no manejo de suas condições. Paralelamente, o avanço da saúde digital e o uso massivo das redes sociais como fonte de informação em saúde vêm impactando diretamente o cuidado, a adesão ao tratamento e a percepção das pessoas que convivem com CCNTs, especialmente o diabetes. A experiência prática do Movimento Influencers Diabetes Brasil demonstra que o ambiente digital carece de maior educação continuada e de diretrizes claras para uma comunicação responsável em saúde. A disseminação de desinformação, conteúdos não baseados em evidências e mensagens potencialmente prejudiciais tem efeitos diretos sobre decisões terapêuticas e comportamentos de autocuidado. Diante dessa realidade, torna-se prioritária a articulação interinstitucional e multistakeholder para qualificar a comunicação em saúde no ambiente digital, fortalecer práticas éticas e baseadas em evidências e promover o uso responsável das redes sociais como aliadas do cuidado. A complexidade desse ecossistema demanda cooperação estruturada entre organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, academia, setor privado, comunicadores e influenciadores digitais. Atividade prevista para 2026 A justificativa apresentada orienta a atuação do GT para o fortalecimento da responsabilidade informacional em saúde digital, reconhecendo o papel estratégico das redes sociais e dos influenciadores na formação de opiniões, comportamentos e decisões relacionadas ao cuidado de condições crônicas. Como atividade central ao longo de 2026, o grupo desenvolverá a elaboração coletiva de um documento de referência sobre Comunicação Responsável em Saúde Digital para CCNTs, com foco na produção e disseminação de conteúdos em redes sociais e na atuação de influenciadores e comunicadores em saúde. O material reunirá princípios éticos, diretrizes gerais, recomendações práticas e exemplos de boas práticas para apoiar a qualificação da informação em temas como diabetes e outras condições crônicas. O documento será construído a partir de workshops presenciais (se houver patrocínio) ou virtuais, promovendo a circulação de experiências, a sistematização de aprendizados e a consolidação de práticas qualificadas na interface entre saúde digital, comunicação e cuidado. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Pretendemos produzir um relatório anual consolidando descobertas, tendências e aprendizados oriundos dos workshops, a ser disponibilizado. Além disso, a disponibilização de material de referência para qualificar a comunicação em saúde digital voltada às CCNTs, fortalecendo atuação responsável de influenciadores, organizações da sociedade civil e comunicadores, contribuindo para o enfrentamento da desinformação e das fake news relacionadas às CCNTs no ambiente digital. GT Saúde Mental e Neurológica Facilitadora Marina Nolli Bittencourt Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Cofacilitadora Maria Odete Pereira Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Justificativa para existência do GT A saúde mental e neurológica dos trabalhadores apresenta-se como tema prioritário em 2026, diante do aumento das condições de adoecimento relacionadas ao trabalho, das transformações nos processos laborais mediadas por tecnologias digitais e da inclusão da saúde mental no escopo da NR-1, que amplia a atenção aos riscos psicossociais no ambiente laboral. Esse cenário demanda a articulação interinstitucional e multistakeholder para qualificar o debate, integrar diferentes perspectivas e fortalecer a compreensão coletiva acerca dos desafios contemporâneos da saúde mental e neurológica no trabalho. O GT se justifica como espaço necessário de reflexão e diálogo a respeito deste tema estratégico, no contexto atual. Atividade prevista para 2026 O GT propõe a realização de um Fórum Online temático, voltado à discussão ampla e multissetorial acerca da saúde mental e neurológica de trabalhadores, considerando a inclusão da saúde mental na NR-1 e os desafios contemporâneos dos riscos psicossociais no trabalho. O Fórum constituir-se-á como um espaço virtual de diálogo, organizado e conduzido pelas instituições integrantes do GT, aberto à participação de diferentes setores e instituições, no qual o uso de tecnologias será abordado como elemento de apoio à reflexão, ao debate qualificado e à compreensão das possibilidades e limites no cuidado, avaliação e promoção da saúde mental no contexto laboral. O GT apresentará projetos e programas em andamento, que serão compartilhados com as coordenações dos Centro de Referência em saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras (CERESTs) dos estados brasileiros, no âmbito do SUS. A concepção, coordenação e condução da atividade serão de responsabilidade exclusiva dos membros do GT, sob a coordenação geral do FórumCCNTs. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Espera-se que a realização do Fórum Online temático contribua para o aprofundamento do debate interinstitucional e multissetorial acerca da saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente no contexto da inclusão da saúde mental na NR-1 e dos riscos psicossociais no trabalho. Como desdobramento, busca-se ampliar a compreensão coletiva a respeito do papel das tecnologias no apoio à promoção, cuidado em saúde mental e avaliação no ambiente laboral, considerando seus potenciais e limites. Adicionalmente, o FórumCCNT deverá favorecer a aproximação entre diferentes atores, fortalecendo o reconhecimento da complexidade do tema e a necessidade de articulação contínua entre setores. Encerramento das Apresentações dos Grupos Temáticos 2026

  • Atualização do PCDT de Asma traz avanços e lacunas no SUS

    No mês de outubro de 2025, o Fórum Intersetorial de Condições Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) enviou recomendações à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para a consulta pública para a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Asma que teve sua versão final aprovada e publicada em 24 de março de 2026, por meio da PORTARIA CONJUNTA SAES/SCTIE Nº 43. As recomendações feitas pelo FórumCCNTs foram parcialmente acatadas. Viorel Kurnosov/EyeEm/Getty Images O documento enviado pelo FórumCCNTS incluiu as seguintes recomendações: Abordar de forma específica os fatores de risco associados à asma, haja vista a importância de identificação desses fatores pelos profissionais de saúde para a implementação de medidas de promoção principalmente na atenção primária à saúde. Incorporar estratégias para identificação e cuidados dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso, tendo em vista o papel da baixa qualidade e duração insuficiente do sono no desenvolvimento e agravamento de Asma e a associação dos distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono, com asma grave. Concomitante à atualização do PCDT, levar os medicamentos de primeira escolha para asma, da farmácia de alto custo/componente especializado, para acesso através da Atenção Primária e Programa Farmácia Popular, a fim de garantir acesso equitativo da população, é fazer esse ajuste no PCDT. Manter pesquisas sobre Asma, com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como PNS, haja vista a escassez de estudos sobre a prevalência de Asma no país. Detalhar estratégias de exames diagnósticos e programas de reabilitação respiratória e, de forma concomitante, introduzindo onde não há ou ampliando programas como o Tele-Espirometria e o AbraçAr. Enfatizar recomendações de vacinação para pessoas com asma, especialmente asma grave. Entre os médicos especialistas para referência de casos grave de asma ou precisando de suporte adicional, incluir os otorrinos. Capacitar os profissionais de saúde com base no PCDT atualizado. Quanto aos tópicos que foram incluídos na atualização do PCDT: o tópico “Incorporar estratégias para melhoria dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso” foi acatado por meio da inclusão da apneia obstrutiva do sono como uma das comorbidade mais prevalentes em pessoas com asma grave na seção “3.1.5. Avaliação do controle da asma”. A inclusão pode ser considerada um avanço na visibilidade dos distúrbios do sono. Apesar disso, reitera-se a importância de abordar os distúrbios de sono como fatores de risco para a asma visando medidas de promoção à saúde. Verificou-se recentemente a associação entre menor duração do sono com a asma1. O tópico “Abordar de forma específica os fatores de risco associados à asma” não foi incorporado ao novo PCDT. O documento, na seção introdução e diagnóstico, aborda a importância de se identificar precocemente os fatores de risco relacionados à Asma, porém não os define de forma clara. Nessa perspectiva, acreditamos que a definição clara desses fatores de risco poderia auxiliar os profissionais da saúde no seu reconhecimento. Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da asma vale citar: fatores ambientais (exposição ao tabaco, poluição, infecções respiratórias), fatores genéticos, fatores ocupacionais, obesidade2 e distúrbio do sono1. Com relação ao tópico “Capacitar os profissionais de saúde com base nos PCDTs sobre asma atualizados”, a versão preliminar do PCDT já inclui na seção “abordagem terapêutica” a necessidade de profissionais de saúde capacitados para o tratamento da asma, o que foi mantido na versão publicada. Nessa perspectiva, reafirma-se a importância de esforços coletivos para a capacitação dos profissionais, sobretudo da Atenção Primária à Saúde. Ademais, o FórumCCNTs reitera a importância da manutenção e ampliação dos inquéritos epidemiológicos para monitoramento da asma, tendo em vista a falta de dados de acesso público que possibilitem monitorar o cenário no país. Além disso, o FórumCCNTs reforça a necessidade de atualizações periódicas no PCDT para a incorporação de novas tecnologias na prática clínicas. Em abril de 2025, o FórumCCNTs enviou um documento endereçado ao Ministro da Saúde sobre a importância de atualização do PCDT de asma para a otimizar o acesso a novos medicamentos já incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS), considerados essenciais para o tratamento de pessoas com essa condição crônica, como: mepolizumabe, benralizumabe, dupilumabe e omalizumabe. A versão preliminar e atual do PCDT consta a inclusão desses medicamentos e as orientações aos profissionais de saúde, o que representa um avanço no tratamento de asma para os usuários do SUS. Considerando a recomendação de levar os medicamentos de primeira escolha da Asma para a Atenção primária à Saúde, a versão preliminar e atual do PCDT de asma consideram a dupla terapia (LABA + CI) como regime terapêutico de preferência às pessoas com essa condição e reconhece a Atenção Primária à Saúde (APS) como nível de atenção prioritária e espaço privilegiado para tratamento e manejo da Asma. Apesar disso, o PCDT de asma aborda pouco sobre o acesso desses medicamentos na APS e verifica-se atualmente acesso limitado e desigual no país3. Diante disso, é necessário ampliar a oferta de medicamentos considerados de regime preferencial para o tratamento da Asma na APS, medida que o ForumCCNTs vem defendendo em documentos encaminhados ao Ministério da Saúde como carta de recomendações enviado em outubro de 2025 e ofício enviado em fevereiro de 2026, ambos abordando as condições respiratórias crônicas. Diante do exposto, o FórumCCNTs e instituições participantes, cumprimentam o Ministério da Saúde pelos avanços incorporados na atualização do PCDT de asma, especialmente no que se refere à inclusão de novas opções terapêuticas e ao reconhecimento de condições crônicas relevantes como a AOS. Entretanto, permanecem lacunas importantes, sobretudo quanto à explicitação dos fatores de risco e à incorporação mais abrangente de estratégias de promoção da saúde, como aquelas relacionadas à qualidade do sono, e o acesso a medicamentos de primeira escolha para o tratamento da asma na Atenção Primária. Nesse sentido, reforça-se a importância do contínuo aprimoramento do PCDT e sua regulamentação e implementação, aliado ao fortalecimento da capacitação dos profissionais de saúde e da produção de evidências científicas, de modo a qualificar o cuidado às pessoas com asma no âmbito do Sistema Único de Saúde. Referências BAKOUR, C. et al. Sleep duration patterns from adolescence to young adulthood and the risk of asthma. Annals of Epidemiology, v. 49, p. 20–26, 1 set. 2020. WANG, Z. et al. Global, regional, and national burden of asthma and its attributable risk factors from 1990 to 2019: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2019. Respiratory Research, v. 24, n. 1, 23 jun. 2023. Leal, L.F; Bertoldi, A.D; Menezes, A.M.B. et al. Indicação, acesso e utilização de medicamentos para doenças respiratórias crônicas no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM), 2014. Cad. Saúde Pública, v. 34, n. 10, 11 out. 2018.

  • Global Patient Safety Awards 2026: inscreva sua iniciativa até 8 de junho

    O Global Patient Safety Awards, promovido pela Joint Commission International, está com inscrições abertas até o dia 8 de junho de 2026 e convida organizações de saúde de todo o mundo a apresentarem iniciativas que promovam a segurança do cuidado. A premiação reconhece experiências com resultados comprovados, capazes de qualificar a atenção em saúde, incentivar a inovação e contribuir para a disseminação de boas práticas em diferentes contextos. Foto: Joint Commission International A premiação busca destacar projetos com impacto mensurável, potencial de replicação e capacidade de gerar melhorias sustentáveis nos serviços de saúde. As iniciativas podem abranger diferentes níveis de atenção e estratégias voltadas à qualificação do cuidado. Conexão com as CCNTs No contexto das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), a segurança do cuidado é um elemento central. O manejo dessas condições exige acompanhamento contínuo, coordenação entre serviços e práticas baseadas em evidências — fatores diretamente relacionados à redução de riscos e à qualidade da atenção. Projetos que aprimoram protocolos assistenciais, fortalecem a comunicação entre equipes e promovem o uso adequado de tecnologias têm grande potencial de impacto no cuidado de pessoas que vivem com CCNTs. Nesse sentido, a premiação representa uma oportunidade para dar visibilidade a experiências que contribuem para sistemas de saúde mais seguros e eficientes. Quem pode participar? Podem se inscrever organizações de saúde, como hospitais e centros ambulatoriais, além de autoridades de saúde em nível nacional ou regional. Não é necessário possuir acreditação prévia da Joint Commission International, e a participação é gratuita. Foto: Joint Commission International As iniciativas serão avaliadas com base em critérios como inovação, impacto, custo-efetividade, escalabilidade e transferibilidade, incentivando soluções que possam ser adaptadas a diferentes realidades. O reconhecimento internacional também favorece a troca de experiências entre países e instituições, ampliando o alcance de práticas bem-sucedidas e contribuindo para o fortalecimento das redes de cuidado. Serviço O que é: Global Patient Safety Awards, premiação internacional que reconhece práticas inovadoras em segurança do cuidado em saúde Prazo de inscrição: até 8 de junho de 2026 Quem pode participar: organizações de saúde (como hospitais e centros ambulatoriais) e autoridades de saúde em nível nacional ou regional Quando acontece: apresentação das iniciativas selecionadas em evento internacional previsto para setembro de 2026 Custo: participação gratuita Requisitos: não é necessário possuir acreditação prévia da Joint Commission International Fonte: Global Patient Safety Awards

  • SVSA lança Painel Dinâmico para Monitorar CCNTs

    IndicaDANT fortalece vigilância das CCNTs no Brasil com dados integrados As condições crônicas não transmissíveis (CCNTs)  seguem entre os principais desafios da saúde pública no Brasil, exigindo respostas cada vez mais qualificadas e baseadas em evidências. Nesse contexto, o lançamento do IndicaDANT , novo painel de vigilância integrada do Ministério da Saúde  em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein , representa um avanço estratégico ao ampliar o acesso a dados e análises sobre essas condições no país. A ferramenta reúne informações essenciais para o monitoramento das CCNTs e seus fatores de risco, permitindo uma visão mais abrangente e atualizada da situação de saúde da população. Com isso, gestores, pesquisadores e organizações da sociedade civil passam a contar com um recurso que fortalece a tomada de decisão e o planejamento de ações mais efetivas. Monitoramento qualificado e apoio à gestão Imagem: Ministério da Saúde O IndicaDANT  já disponibiliza dados provenientes do Vigitel e possibilita análises a partir de diferentes recortes, como sexo, idade e região. Além disso, o painel oferece projeções até 2030 , ampliando a capacidade de antecipar tendências e apoiar a formulação de políticas públicas mais alinhadas às necessidades da população. Esse nível de detalhamento contribui para a identificação de desigualdades e lacunas no acesso à saúde, permitindo direcionar estratégias de forma mais precisa. Ao integrar diferentes bases de dados, a ferramenta também fortalece a vigilância das CCNTs de maneira mais coordenada e contínua. Dados para ação e redução de riscos Mais do que consolidar informações, o IndicaDANT  se posiciona como um instrumento dinâmico para impulsionar ações concretas voltadas à redução de riscos e ao manejo das condições crônicas. Ao facilitar o acesso a evidências qualificadas, o painel contribui para o desenvolvimento, monitoramento e avaliação de políticas públicas mais eficazes. A iniciativa também reforça a importância da transparência e da articulação entre diferentes setores, elementos essenciais para enfrentar os desafios relacionados às CCNTs no Brasil . O uso estratégico de dados é um passo fundamental para promover respostas mais integradas e sustentáveis. Ao investir em ferramentas como o IndicaDANT , o país avança no fortalecimento da vigilância em saúde e na construção de soluções baseadas em evidências, alinhadas às demandas atuais e futuras da população. Fonte: Ministério da Saúde

  • FórumCCNTs participa de Summit Global para o Fim do Estigma relacionado ao Diabetes na Índia

    Evento reuniu mais de 200 lideranças internacionais e destacou o papel da linguagem e da participação ativa de pessoas que vivem com diabetes na construção de políticas mais inclusivas O FórumCCNTs marcou presença no End Diabetes Stigma Global Summit , realizado entre os dias 27 e 29 de março, em Jaipur, na Índia. O encontro reuniu mais de 200 lideranças globais, em sua maioria pessoas que vivem com diabetes, para discutir estratégias de enfrentamento ao estigma associado à condição . Imagem: Arquivo pessoal Global End Diabetes Stigma Summit O Seminário Global para o Fim do Estigma do Diabetes é um encontro internacional voltado a compartilhar pesquisas, iniciativas e boas práticas para enfrentamento do estigma relacionado ao diabetes. Além disso, também promove parcerias e define caminhos para avanços em políticas, cuidado em saúde e na sociedade. O evento se baseia em um consenso global desenvolvido por especialistas de 18 países, publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology . A iniciativa já reúne milhares de participantes ao redor do mundo e busca impulsionar mudanças estruturais com a participação ativa de pessoas que vivem com a condição. Segundo dados apresentados no próprio evento, por Beatriz Yáñez Jiménez do International Diabetes Federation (IDF) ,  reforçam a dimensão do problema: mais de 80% das pessoas que vivem com esta condição crônica relatam já ter vivenciado situações de estigma , enquanto 75% afirmam ter enfrentado esse tipo de situação dentro dos próprios serviços de saúde. Além disso, cerca de metade dessas pessoas já mudou de profissional de saúde em decorrência dessas experiências. Linguagem como ferramenta de transformação O Dr. Mark Barone , Fundador e Coordenador-geral do FórumCCNTs, participou de dois painéis apresentando algumas das iniciativas desenvolvidas no Brasil. Acesse aqui: E destacou que o estigma relacionado ao diabetes se manifesta de diferentes formas , incluindo exclusão social, perda de oportunidades, julgamentos em ambientes de saúde e impactos negativos na saúde mental e na qualidade de vida. Outro ponto de destaque de sua fala no Summit foi a importância da linguagem no enfrentamento ao estigma. Mencionando diretamente o guia “ Linguagem Importa!” , resultado da parceria com 26 instituições e lideranças nacionais e internacionais dos setores público, privado e terceiro setor. Imagem: Arquivo pessoal O material traz valiosas recomendações, alicerçadas em referências globalmente estabelecidas e já alinhadas à comunicação de entidades como a International Diabetes Federation  (IDF), a World Obesity Federation  (WOF), a American Diabetes Association  (ADA), e a Diabetes UK . Como forma de valorizar o receptor e reduzir estigmas e estereótipos, favorecendo que o objetivo da mensagem seja atingido. Participação brasileira no debate global Imagem: Arquivo pessoal Ainda segundo Barone, a experiência brasileira demonstra avanços concretos nesse campo. “No Brasil, já contamos com mais de 60 parceiros em iniciativas lideradas por pessoas que vivem com diabetes, com impacto direto em educação, políticas públicas e práticas de cuidado. Isso mostra que a mudança é possível quando colocamos essas pessoas no centro das decisões ”, afirmou. O coordenador também enfatizou que o enfrentamento ao estigma exige mais do que reconhecimento do problema. Para ele, é fundamental medir de forma concreta o quanto políticas, programas e pesquisas têm sido desenvolvidos com a participação ativa das pessoas que vivem com a condição. Imagem: Arquivo pessoal A participação no Summit reforça o papel do FórumCCNTs na articulação de iniciativas voltadas à melhoria das condições de vida de pessoas com condições crônicas no Brasil e no mundo, ampliando o diálogo com lideranças internacionais em busca de soluções estruturais para reduzir o estigma associado a esta condição. Em fevereiro deste ano, o FórumCCNTs escreveu um dos capítulos do livro “Nutrição Sem Estereótipos”, do CRN3. Confira aqui .

  • Brasil tem uma das piores rotulagens frontais da América Latina

    Novo estudo da Organização Pan-Americana da Saúde destaca avanços regionais e indica pontos de atenção no sistema adotado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária A Organização Pan-Americana da Saúde  (OPAS) publicou, em março de 2026, um novo relatório sobre rotulagem nutricional frontal que ajuda a entender os avanços da rotulagem de produtos na região .  O ponto de partida é conhecido, mas continua central: alimentação não saudável segue entre os principais fatores de risco para condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , associadas a mais de 1 milhão de mortes prematuras por ano nas Américas . Nesse contexto, a rotulagem frontal deixou de ser apenas uma ferramenta informativa e passou a ocupar um papel mais estratégico, influenciando decisões de compra e, em alguns casos, pressionando a reformulação de produtos. Imagem: iStock/JackF Nos últimos anos, a região consolidou uma espécie de laboratório global dessa política. Países como Argentina, Chile, México e Colômbia avançaram não só na adoção dos sistemas, mas no refinamento deles. O relatório destaca que os modelos mais recentes tendem a ser mais consistentes com as evidências científicas , especialmente no desenho dos selos e nos critérios que definem quais produtos devem ser sinalizados Há um padrão que começa a se firmar: sistemas mais simples, mais visíveis e mais restritivos funcionam melhor. Não por acaso, os selos em formato octogonal  — já bastante difundidos na região — aparecem como os mais eficazes para chamar atenção e comunicar risco de forma direta. Como por exemplo, a legislação argentina cumpre 10 dos 11 critérios analisados no estudo, que revisou os parâmetros implementados até junho de 2024. Panorama brasileiro: ainda há muito para avançar  O Brasil aderiu à rotulagem frontal em 2022 , com regulamentação conduzida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  Foi um movimento relevante, especialmente considerando o histórico de resistência regulatória em temas ligados à alimentação. Mas , quando colocado lado a lado com os modelos mais alinhados às recomendações internacionais, o sistema brasileiro revela algumas fragilidades . A principal delas está no próprio desenho da política. A escolha pelo símbolo da lupa, por exemplo, prioriza uma abordagem mais informativa do que de alerta. Na prática, isso reduz o impacto visual e exige maior esforço de interpretação por parte do consumidor — o que vai na direção oposta do que a literatura mais recente sugere. Além disso, os critérios nutricionais adotados no país são menos rigorosos do que os parâmetros propostos pela OPAS . Isso significa que uma parcela relevante de produtos ultraprocessados pode não ser sinalizada , mesmo apresentando composição desfavorável. Outro ponto importante é a falta de integração com outras medidas. Em países onde a rotulagem tem mostrado mais efeito, ela costuma vir acompanhada de restrições à publicidade, especialmente para o público infantil, e de regras mais rígidas sobre alegações nutricionais em produtos com selo . No Brasil, essa articulação ainda é limitada. O que está em jogo daqui pra frente Divulgação: Anvisa O relatório da OPAS sugere que a rotulagem frontal, isoladamente, tem impacto, mas seu potencial máximo aparece quando se integra a um pacote mais amplo de políticas públicas. Isso inclui desde regulação de marketing até estratégias fiscais e intervenções em ambientes como escolas . Também passa por um ponto mais técnico, mas decisivo: a adoção de modelos de perfil nutricional mais restritivos, capazes de enquadrar adequadamente produtos ultraprocessados. E também envolve escolhas sobre o grau de intervenção do Estado, o equilíbrio com interesses econômicos e, principalmente, o nível de proteção que se pretende oferecer ao consumidor diante de um ambiente alimentar cada vez mais complexo. Para o Brasil, o cenário é menos sobre adoção — que já aconteceu — e mais sobre aprimoramento . A experiência internacional recente oferece um conjunto de evidências que podem orientar ajustes na política atual, caso haja espaço político e regulatório para isso. Ao mesmo tempo, o movimento global continua ganhando tração. Mais de 30 países discutem e avaliam a adoção de sistemas semelhantes, o que reforça a tendência de convergência regulatória nesse campo.

  • Mudança no debate global sobre Diabetes: Insulinas análogas, GLP-1 e a Lista de Medicamentos Essenciais

    O posicionamento reforça um ponto central que, historicamente, tem sido subestimado nas decisões globais: o impacto real do tratamento na vida das pessoas com diabetes A publicação de 26 de março de 2026 na The Lancet  traz uma resposta relevante ao debate sobre a inclusão de insulinas análogas de ação rápida na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) . O artigo responde diretamente a questionamentos anteriores que relativizam os benefícios dessas insulinas em comparação com a insulina humana regular. Embora o critério de custo siga sendo determinante para políticas públicas, os autores argumentam que essa análise isolada não sustenta decisões clínicas e sanitárias consistentes. Imagem: Reprodução Além do custo: Segurança como prioridade O ponto central trata-se de segurança clínica e qualidade de vida . Isso porque a diferença entre insulina humana regular e análogos de ação rápida não se limita a aspectos técnicos. Na prática clínica e no cotidiano das pessoas com diabetes, os impactos são diretos. A insulina regular exige aplicação com antecedência mínima de 30 minutos antes das refeições, o que impõe uma rigidez difícil de sustentar na rotina. Além disso, está associada a maior risco de hipoglicemias, especialmente noturnas e graves. Já os análogos de ação rápida oferecem maior previsibilidade farmacocinética , melhor manejo glicêmico pós-prandial e menor variabilidade glicêmica, fator associado ao risco cardiovascular. Evidência clínica e prática cotidiana Ensaios clínicos randomizados utilizam protocolos ideais que nem sempre refletem a realidade dos sistemas de saúde nem o comportamento cotidiano das pessoas com condições de saúde. Na prática, a exigência de timing rigoroso da insulina regular compromete o manejo glicêmico. Isso evidencia uma lacuna entre evidência manejada e evidência do mundo real, que precisa ser considerada na formulação de políticas globais. Desigualdade no acesso ao tratamento O artigo também expõe um problema estrutural: a desigualdade no acesso ao tratamento do diabetes entre países . Enquanto países de alta renda já incorporaram insulinas análogas e tecnologias como monitoramento contínuo de glicose e bombas de insulina, países de média e baixa renda ainda enfrentam: desabastecimento de insulina regular; falhas na cadeia de frio; acesso limitado a tecnologias básicas; Nesse contexto, a inclusão de análogos na lista da OMS tem um significado político e sanitário relevante . Estabelece que tratamentos mais eficazes devem ser globalmente acessíveis. Equidade: O Papel Político da Lista da OMS Um dos argumentos mais recorrentes contra a ampliação do acesso às insulinas análogas é o custo . No entanto, o artigo aponta uma mudança relevante, que é aa diferença de preço entre insulina regular e análogos que tem diminuído significativamente. Por exemplo, em alguns países, essa diferença já é inferior a 2 dólares por frasco e em determinados contextos, os preços já são equivalentes. Isso sugere que o preço atual reflete mais dinâmicas de mercado do que custos reais de produção. Dessa forma, a inclusão na lista da OMS não elimina opções mais baratas . E amplia o leque de escolhas terapêuticas com base em evidência e necessidade clínica. O papel do Brasil e a atuação do FórumCCNTs O Brasil teve atuação relevante nesse processo . A articulação de especialistas, sociedade civil e entidades como o FórumCCNTs contribuiu para reforçar a importância da incorporação dessas tecnologias em políticas públicas. Imagem: Divulgação Nesse contexto, o FórumCCNTs se alia a lideranças globais ao integrar a publicação na The Lancet , posicionando-se de forma clara na defesa da incorporação das insulinas análogas de ação rápida à Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde . Trata-se de uma conquista relevante no campo da saúde pública, que consolida o avanço dessa agenda no cenário internacional. A experiência nacional com a incorporação desses análogos no SUS demonstra que é possível avançar em acesso com racionalidade econômica e foco em desfechos clínicos. Esse movimento dialoga com uma agenda mais ampla de enfrentamento das condições crônicas não transmissíveis, incluindo a integração de novas abordagens terapêuticas, como discutido no artigo do FórumCCNTs sobre diretrizes globais envolvendo GLP-1 " OMS publica novas diretrizes globais para enfrentar a desnutrição e a obesidade com GLP-1 " Um Novo Paradigma para 2030 Agora a meta da OMS é garantir acesso universal à insulina até 2030 , exigindo mais do que disponibilidade mínima. Ou seja, exigindo também qualidade, adequação terapêutica e equidade. A inclusão de insulinas análogas na Lista de Medicamentos Essenciais sinaliza uma mudança de direcionamento: Avanço da lógica de acesso mínimo para uma lógica de cuidado efetivo; Incorporação de evidências do mundo real na tomada de decisão; Reconhecimento do papel da experiência do paciente como elemento clínico relevante; O debate não está encerrado, mas o direcionamento é claro. A política global de diabetes passa a se alinhar de forma mais consistente com a prática clínica e com as necessidades reais das pessoas. E esse movimento redefine o próprio conceito de acesso .

  • Linguagem Importa: FórumCCNTs integra publicação internacional sobre comunicação sem estigma em diabetes

    A linguagem impacta o cuidado, os desfechos e a experiência de quem vive com a condição, e está no centro de um movimento global por uma comunicação mais respeitosa e sem estigma O FórumCCNTs passa a integrar um dos debates mais relevantes e atuais sobre o diabetes no cenário global : o papel da linguagem na construção — ou no enfrentamento — do estigma. O artigo científico ‘ From language matters to stigma-free communication in diabetes: Evolution, challenges, and next steps ’ reúne especialistas de diferentes países para analisar como a comunicação impacta diretamente o cuidado , os desfechos em saúde e a experiência de quem vive com a condição. Imagem: Divulgação Entre os autores está o  Dr. Mark Barone , Fundador e Coordenador-geral  do FórumCCNTs , em uma agenda internacional estratégica que conecta ciência, políticas públicas e transformação social. Também integram o material diversos pesquisadores de diferentes instituições mundo afora. Linguagem como base do cuidado A principal premissa do artigo é clara: a linguagem não é detalhe, é parte estrutural do cuidado . As palavras utilizadas em consultas, pesquisas, campanhas e na mídia influenciam como a pessoa compreende sua condição, como se relaciona com o tratamento e como se percebe. "Este trabalho não é apenas um artigo, mas um movimento coletivo em direção a uma comunicação mais respeitosa, equitativa e baseada em evidências no diabetes e em outras condições crônicas não transmissíveis", destaca Dr. Mark Barone. O estudo, que sintetiza posicionamentos de mais de 19 países, reforça que o estigma está frequentemente embutido na comunicação cotidiana — seja na mídia, nas políticas públicas ou dentro dos consultórios. Assim, o avanço proposto não se limita à substituição de termos, mas envolve uma mudança mais profunda na forma de comunicação , com foco em abordagem centrada na pessoa, linguagem não julgadora e construção conjunta do cuidado. Uma vez que a linguagem não adequada impacta no manejo da condição de saúde, menor engajamento no autocuidado e até afastamento dos serviços de saúde. Enquanto u ma comunicação mais empática, clara e centrada na pessoa contribui para melhores resultados e relações mais eficazes no cuidado . FórumCCNTs e a construção dessa agenda no Brasil Essa discussão já vem sendo desenvolvida no Brasil pelo FórumCCNTs .   A agenda evoluiu com o lançamento do material “ Linguagem Importa! ”, que já está em sua segunda edição, lançada em 9 de maio de 2025 . O material foi criado como uma referência prática para profissionais de saúde, imprensa e demais públicos, com o objetivo de qualificar a comunicação, evitar estigmas e fortalecer o engajamento no autocuidado em condições crônicas não transmissíveis . Além disso, a instituição participa ativamente na busca por políticas públicas que ajudem neste enfrentamento. Como por exemplo, uma lei criada recentemente que amplia autonomia no cuidado em saúde sem estigmas  e conversa diretamente com o material feito pelo FórumCCNTs. Barone também participou do livro “Nutrição Sem Estereótipos escrevendo um capítulo sobre o tema , destacando que a iniciativa contribui para atualizar a linguagem no país, alinhando o Brasil a práticas já adotadas internacionalmente. Desafios e próximos passos Apesar dos avanços, o artigo aponta que ainda existem lacunas importantes, como a falta de evidências robustas sobre os impactos da linguagem no longo prazo , a ausência de métricas padronizadas e a implementação ainda desigual das diretrizes. "Ainda existem lacunas críticas de evidência e implementação, incluindo a necessidade de melhores formas de medição, mais evidências e adaptação cultural ", ressalta o Fundador e Coordenador-geral do FórumCCNTs. Diante disso, o estudo propõe uma agenda de transformação em nível sistêmico, envolvendo saúde, pesquisa, políticas públicas e mídia, além de reforçar o papel central das pessoas que vivem com diabetes na construção dessas soluções. E a participação do FórumCCNTs na publicação reforça seu papel em uma agenda que exige mudança de prática, revisão de estruturas e uma nova forma de olhar para quem vive com condições crônicas .

  • Lei cria Estatuto e amplia autonomia no cuidado em saúde sem estigmas

    Lei cria marco jurídico nacional e estabelece direitos, responsabilidades e mecanismos de fiscalização no sistema de saúde A Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026 , institui o Estatuto dos Direitos da Pessoa com condição de saúde e estabelece um marco jurídico para a relação entre usuários, profissionais e instituições de saúde no Brasil. A norma é fundamentada na autodeterminação , garantindo que a pessoa em cuidado em saúde possa tomar decisões de forma livre e sem coerção . Imagem: Divulgação Entre os avanços, a lei consolida os pilares da autonomia e decisão , ao estabelecer o consentimento informado  como requisito obrigatório, garantindo acesso a informações claras, acessíveis e detalhadas sobre diagnósticos, riscos e possibilidades de cuidado antes de qualquer decisão. Autonomia, dignidade e segurança no cuidado A legislação também incorpora as diretivas antecipadas de vontade , permitindo que a pessoa com condição de saúde registre previamente quais cuidados aceita ou recusa, caso não possa se expressar no futuro, além de assegurar o direito de indicar um representante para decidir em seu nome nessas situações. No campo dos direitos fundamentais à dignidade e segurança , o estatuto garante a presença de acompanhante em consultas e internações  e reforça o papel do paciente na segurança do cuidado, permitindo questionamentos sobre higienização das mãos, uso de instrumentos e administração de medicamentos. A norma também assegura identidade e igualdade , com o direito de ser chamado pelo nome de preferência e de não sofrer discriminação , além de garantir privacidade e transparência , incluindo atendimento em ambiente reservado, confidencialidade dos dados — mesmo após a morte —, acesso gratuito ao prontuário e direito à segunda opinião. Outro ponto previsto é o acesso a cuidados paliativos , com assistência integral voltada ao alívio do sofrimento e à promoção do bem-estar físico e emocional em condições incuráveis. Responsabilidades e fiscalização O estatuto também define responsabilidades e cumprimento , estabelecendo que a pessoa com condição de saúde deve fornecer informações corretas sobre seu histórico de saúde , medicamentos em uso e condições anteriores, além de seguir orientações profissionais, comunicar a interrupção de cuidados e respeitar normas dos serviços de saúde e outros usuários. O descumprimento das garantias previstas é caracterizado como violação de direitos humanos , e o poder público deverá monitorar a implementação da lei por meio de pesquisas bianuais de qualidade e relatórios anuais encaminhados aos conselhos de saúde. Com isso, a legislação consolida e amplia direitos no cuidado em saúde , reforçando a autonomia, a segurança e a participação ativa das pessoas nas decisões sobre seu próprio cuidado. Linguagem, respeito e redução do estigma Imagem: Divulgação A abordagem proposta pela lei dialoga diretamente com iniciativas como o guia Linguagem Importa, do FórumCCNTs , que reforça o papel da comunicação na construção de um cuidado mais respeitoso e livre de estigmas. O uso de termos adequados e centrados na pessoa — como o direito de ser chamada pelo nome de preferência — contribui para fortalecer vínculos, promover autonomia e reduzir situações de discriminação. A adoção de uma linguagem empática, inclusiva e não estigmatizante é apontada como fundamental para melhorar a relação entre profissionais e pessoas com condições de saúde, favorecendo o engajamento no cuidado e o respeito à dignidade Fonte: Presidência da República - Casa Civil

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