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18º Encontro do FórumCCNTs mobiliza lideranças por equidade, inovação e fim de estigma

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    FórumCCNTs
  • há 6 dias
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Atualizado: há 2 dias

Encontro intersetorial na capital paulista focou em políticas de acesso, protagonismo social no advocacy e premiação de práticas inovadoras em CCNTs e reuniu especialistas para debate


No último dia 28 de abril, São Paulo foi sede do 18º Encontro do FórumCCNTs, reunindo os principais nomes da saúde pública, privada e do terceiro setor para discutir o avanço das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) no Brasil. O coordenador-geral e fundador do FórumCCNTs, Dr. Mark Barone, PhD, abriu o evento destacando a crescente mobilização global pelo fim do estigma. Além disso,  comentou sobre a participação do FórumCCNTs e de entidades parceiras em Projetos de Lei (PLs) e da a presença do FórumCCNTs em fóruns internacionais, como o End Diabetes Stigma Global Summit, na Índia, que reuniu mais de 200 lideranças globais. A reunião intersetorial também contou com diversos especialistas da saúde do país em painéis para discussão de temas relevantes às CCNTs, trabalhos específicos dos Grupos Temáticos para diferentes condições crônicas, apresentação de painéis e a premiação do Concurso de Melhores Projetos.


Participantes do 18º Encontro do FórumCCNTs reunidos
Participantes do 18º Encontro do FórumCCNTs reunidos

O primeiro painel, moderado por Eduardo Macário (SES-SC), trouxe reflexões sobre os avanços das CCNTS após a Quarta Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas (HML-4). Marcelo Kimati (Ministério da Saúde) abriu a manhã falando sobre como o Brasil tem organizado a atenção à saúde mental, reconhecendo sua associação com outras CCNTs, e visando os compromissos e metas nacionais e internacionais. Sendo assim, ele alertou para o risco da medicalização excessiva diante das dificuldades do sistema. "O sistema demanda hoje a ampliação de ofertas não medicamentosas, principalmente junto à Atenção Primária à Saúde (APS)", afirmou. Kimati defendeu que a organização do cuidado deve transcender a clínica, focando nos recortes sociais que definem a vulnerabilidade. Por mim, ele apontou que o aumento das condições crônicas está diretamente ligado aos transtornos mentais leves. As políticas de saúde não podem ser isoladas; elas devem caminhar em sintonia com as transformações sociopolíticas que a população vivencia. Vale destacar que de acordo com dados publicados neste ano pelo Vigitel, o diabetes cresceu 135% no Brasil nos últimos 18 anos. Assim como a obesidade que cresceu 118% no período entre 2006 e 2024, e já atinge mais de 60% da população adulta no Brasil. A hipertensão arterial, outro fator de risco importante para condições cardiovasculares, também avançou, de 22,6% em 2006 para cerca de 29,7% em 2024.


Jonás Gonseth, Eduardo Macário, Raissa Cipriano, Carlos Schiavon, Marcelo Kimati e Mark Barone, integrantes do painel “Avançando nas CCNTs pós-HLM4”
Jonás Gonseth, Eduardo Macário, Raissa Cipriano, Carlos Schiavon, Marcelo Kimati e Mark Barone, integrantes do painel “Avançando nas CCNTs pós-HLM4”

No campo das condições respiratórias, Raissa Cipriano (ASBAG) foi enfática ao tratar o acesso ao tratamento como um imperativo ético. Raissa destacou que o acesso ao diagnóstico precoce e tratamento de qualidade não é apenas uma questão médica, é uma questão de justiça social e equidade, cobrando a desburocratização dos tratamentos inalatórios de base. “Ainda falta muito acesso aos tratamentos inalatórios que são a base do tratamento na asma. Para começar a pensar no manejo, precisamos desburocratizar o acesso a esses tratamentos”, ressaltou.


A obesidade e o estigma de peso foram temas centrais na fala de Carlos Aurélio Schiavon (Instituto Obesidade Brasil). Ele destacou como o preconceito dentro do consultório afasta quem convive com a condição do tratamento. Schiavon também elogiou o guia #LinguagemImporta, que já está em sua 2ª edição, como ferramenta clínica fundamental para humanizar o vínculo entre médico e usuário. Schiavon apresentou dados que acendem um alerta vermelho para as políticas de saúde pública. A obesidade no país não está apenas crescendo, como está se tornando mais grave. O gráfico apresentado se baseia em dados publicados no Lancet D&E e demonstra que o aumento da população com IMC acima de 60 superou a marca de 200% nos últimos 20 anos. Além disso, a prevalência de obesidade leve (IMC 30-39) apresenta uma curva de crescimento moderada, as categorias de obesidade severa e mórbida (IMC ≥ 40) dispararam a partir de 2013.


Representando a OPAS/OMS, Jonás Gonseth García discutiu como acelerar o alcance do ODS 3.4 (redução de 1/3 da mortalidade prematura por CCNTs até 2030). Para ele, o sucesso depende de uma abordagem multimodal e da expansão de modelos como o HEARTS para condições/doenças cardiovasculares. Para o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o sucesso dessas ações depende da implementação de políticas públicas eficazes que foquem na promoção da saúde e na redução real dos fatores de risco na população. E assim, torna-se indispensável contar com uma Atenção Primária à Saúde (APS) que seja estruturada e resolutiva, servindo como base para um rastreamento organizado, especialmente voltado para as populações de maior risco. A gestão deve priorizar o uso inteligente de dados para o acompanhamento ativo das pessoas com condições de saúde, garantindo a integração do cuidado ao longo do tempo. Dessa forma, o foco deixa de ser apenas o atendimento isolado e passa a ser a qualidade, a continuidade e a obtenção de resultados clínicos concretos.


A abertura do evento destacou a crescente mobilização global pelo fim do estigma, a participação do FórumCCNTs e de entidades parceiras em Projetos de Lei (PLs) e sua presença  em fóruns internacionais
A abertura do evento destacou a crescente mobilização global pelo fim do estigma, a participação do FórumCCNTs e de entidades parceiras em Projetos de Lei (PLs) e sua presença  em fóruns internacionais

O segundo painel, moderado por Alessandro Chagas (CONASEMS), focou em regulação para melhorar as CCNTs e na jornada de quem precisa acessar inovações em termos de medicamentos. Gustavo San Martin (AME/CDD) apresentou dados alarmantes: cerca de 78,33% das tecnologias incorporadas entre 2021 e 2023 não chegaram à ponta no prazo legal de 180 dias. A média de espera real foi de 399 dias, chegando a 624 dias para condições raras. Dessa forma, sua fala destacou como a jornada das pessoas com CCNTs têm sido impactadas pela morosidade na disponibilização de tecnologias incorporadas.


Complementando a visão de gestão, o Prof. Alberto Ogata (FGV Saúde) propôs um roteiro de maturidade tecnológica, defendendo acordos de compartilhamento de risco. Para ele, o cenário atual da saúde lida com um "atrito sistêmico" causado pela explosão das condições crônicas e pela asfixia financeira do SUS e da saúde suplementar, o que exige decisões mais calibradas para evitar a judicialização. No setor público, a CONITEC utiliza um rigoroso funil de critérios — como evidência científica, avaliação econômica (QALY), impacto orçamentário e equidade — para definir o que deve ser incorporado. Para amadurecer esse ecossistema, propõe-se um ciclo integrado que vai além da aprovação inicial, passando pela validação contínua com dados do mundo real (RWE), adoção de financiamentos inteligentes com compartilhamento de risco e estabilização sistêmica por meio de protocolos blindados e transparência radical. O objetivo central é garantir que as inovações tecnológicas sejam comprovadamente sustentáveis e equitativas no longo prazo. "O futuro da saúde será definido pela tecnologia que conseguimos provar ser sustentável e equitativa no longo prazo", concluiu Ogata.


Prof. Dr. Gonzalo Vecina Neto responde a pergunta durante rodada de perguntas após o painel “Regulação para melhorar CCNTs”
Prof. Dr. Gonzalo Vecina Neto responde a pergunta durante rodada de perguntas após o painel “Regulação para melhorar CCNTs”

Já o Prof. Dr. Gonzalo Vecina Neto trouxe uma análise contundente sobre as barreiras estruturais do SUS. “Mais de 50% da carga tributária brasileira é gasta em pagamento de juros e o que vocês estão fazendo contra isso?”, iniciou sua fala provocando os participantes do encontro. Vecina também defendeu que a unificação dos sistemas de informação e o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF) são decisões políticas urgentes. Para ele, a prevenção primária, ou seja a junção entre promoção e proteção da saúde, dos usuários do SUS deve vir de um guia terapêutico singular estabelecido para cada um. "Não estamos fazendo promoção da saúde. E a APS deve ter promoção e proteção de saúde. E estas não são atividades exclusivas dessas áreas", alertou Vecina, conclamando a sociedade a pressionar por orçamentos protegidos. 


Encerrando a manhã, Alê Almeida (IDIS) mostrou que a tecnologia, quando unida ao investimento social e ao protocolo público, pode encurtar distâncias geográficas, citando exemplos de monitoramento remoto e telessaúde e ótimos exemplos de parcerias entre os setores públicos e privados. Ela trouxe um exemplo prático desse tipo de parceria que é o Núcleo de Telessaúde da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), que prova como a inovação pode encurtar distâncias em outras regiões vulneráveis.


GTs do FórumCCNTs e premiações dos trabalhos


Após o almoço, um momento de confraternização entre os participantes, o período da tarde foi marcado pela reunião e colaboração intensa entre os dez Grupos Temáticos (GTs). Os participantes elaboraram propostas concretas (pitchs), que variaram desde a defesa da Política Nacional de Atividade Física até o reconhecimento da Periodontite como uma CCNT oficial pelo Ministério da Saúde. Conheça os GTs: Atividade Física, Oncologia, CCNTs no Ambiente de Trabalho, Obesidade, Diabetes, Alimentação Saudável, Saúde Mental e Neurológica, Periodontite, Saúde Digital e CCNTs e DVC, Infarto e AVC.


Raissa Cipriano: “Para começar a pensar no manejo, precisamos desburocratizar o acesso a esses tratamentos”
Raissa Cipriano: “Para começar a pensar no manejo, precisamos desburocratizar o acesso a esses tratamentos”

As discussões dos Grupos Temáticos (GTs) resultaram em propostas robustas que abrangem diversas frentes de atuação. No eixo de Atividade Física, o foco central foi a criação de uma Política Nacional específica, defendendo que a promoção de exercícios deve ser tratada como política pública e conectando a pauta à redução da jornada de trabalho (escala 6x1), sob o argumento de que o tempo livre é um determinante essencial para a saúde. Já o GT de Oncologia priorizou 17 recomendações de prevenção e diagnóstico precoce fundamentadas em dados do INCA, com o objetivo de adaptar essa linguagem para o público leigo e alinhar a implementação junto ao Ministério da Saúde.


No setor corporativo, o GT de CCNTs no Ambiente de Trabalho direcionou seus esforços para médicos do trabalho e empresas, planejando um repositório de diretrizes sobre asma e obesidade para alertar sobre o impacto dessas condições na produtividade. Complementarmente, o GT de Saúde Mental e Neurológica focou na saúde mental do trabalhador (NR-1), propondo fóruns com RHs para a elaboração de uma Carta Aberta ou E-book com as melhores práticas para o setor privado. A incidência política também foi o cerne do GT de Obesidade, que finaliza um documento técnico para o Ministério da Saúde e recomendações voltadas às candidaturas presidenciais, mantendo a articulação com CONASEMS e CONASS. No campo da Alimentação Saudável, as propostas focam na primeira infância e na regulação de cantinas escolares, buscando incluir a segurança alimentar como base dos planos de governo. Já o GT de Diabetes concentrou-se na educação em saúde, com a meta de simplificar materiais técnicos para profissionais e incentivar o rastreio familiar. Em frentes inovadoras, o GT de Periodontite trabalha pelo reconhecimento da condição como uma CCNT, buscando oficializar o Dia Nacional da Saúde Gengival e incluir a saúde bucal nas diretrizes nacionais. O GT de Saúde Digital planeja workshops com influenciadores e profissionais para pautar o uso da tecnologia no manejo de condições de saúde, buscando incidência direta no PL do Marco de Regulamentação das Redes Sociais. Por fim, o GT de DCV, Infarto e AVC reforçou o advocacy pelas Redes Integradas, visando tirar o Plano Terapêutico Singular da teoria e expandir a capilaridade do modelo TeleAVC para todo o território nacional.


Concurso Melhores Projetos 2026


Um dos momentos mais aguardados foi o Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2026 do FórumCCNTs que tem como objetivo reconhecer e valorizar iniciativas inovadoras já implementadas e com resultados concretos ainda que preliminares nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico ou tratamento de uma ou mais condições crônicas.


Dr. Alberto Ogata, Kátia Audi Curci e Jaqueline Torres durante Café Interativo no 18º Encontro do FórumCCNTs
Dr. Alberto Ogata, Kátia Audi Curci e Jaqueline Torres durante Café Interativo no 18º Encontro do FórumCCNTs

Na edição deste ano, foram mais de 60 projetos submetidos para chegarmos na apresentação de 10 trabalhos em formato de painel. Conheça abaixo os painéis apresentados durante o café interativo:


  • Jovens X CCNTs - Engajando jovens na prevenção das Condições Crônicas Não-Transmissíveis - Programa gamificado de prevenção de CCNTs voltado para o engajamento de jovens em comunidades vulneráveis. A partir do uso de gincanas e ferramentas como o "RPG de Você" os usuários foram capacitados para reconhecer habilidades e riscos. Resultando assim, em impacto direto em 59 jovens e indireto em 232 pessoas (familiares e comunidade). Dessa forma, 84% dos jovens afirmaram ter ampliado seus conhecimentos sobre CCNTs e 75% conversaram com suas famílias sobre os aprendizados.


  • Clínica ampliada no cuidado dos usuários com CCNTs - Este projeto, vinculado à UFMG, foca na reestruturação da Atenção Primária à Saúde (APS) com um modelo centrado na pessoa e no território. Observou-se uma fragmentação do cuidado e alta concentração de pessoas idosas em áreas de vulnerabilidade social. Entre 2024 e 2025, o projeto alcançou 294 usuários com triagens de anemias point of view (n=145) e monitoramento de usuários idosos utilizando o instrumento IVCF-20 (Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funciona).


  • Jornada Reumafit - Unindo forças para controlar a obesidade e vencer as espondiloartrites - Iniciativa do Instituto INAPE focada em um programa digital multidisciplinar para pessoas com condições reumáticas e obesidade, que cmbina aulas ao vivo, conteúdos educativos e suporte multidisciplinar acessível. A iniciativa superou as metas alcançando mais de 74 mil visualizações e um aumento de 57% no conhecimento sobre a relação obesidade/condição. Além disso, 100% dos participantes relataram mudanças de hábitos e 83% melhora no bem-estar.


  • O Preço Invisível do Cigarro - Projeto da IFMSA Brasill voltado para a educação sobre os perigos do tabagismo e dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) entre jovens. O projeto consistiu em campanhas presenciais em mais de 20 cidades e workshops de advocacy para estudantes, impactando mais de 1.000 pessoas, além de estudantes de medicina. O que indicou um aumento na capacidade do público em explicar os malefícios dos DEFs e em identificar estratégias comerciais da indústria do tabaco após as intervenções.


  • Linha de Cuidado da Apneia Obstrutiva do Sono na Cidade de São Paulo - Implementação de um fluxo sistematizado para o diagnóstico e tratamento da apneia no SUS paulistano. A avaliação inicial de 211 pessoas (idade média de 51 anos, IMC médio de 31,8 kg/m²) resultou em 78,1% dos casos avaliados foram positivos para apneia, sendo 28,1% casos graves. Com o uso de telemonitoramento e aplicativos de engajamento houve uma adesão terapêutica de 88%.


  • PREGESTAR+ - fatores de risco para pré-eclâmpsia na APS - Iniciativa da Universidade Anhembi Morumbi para o rastreamento precoce de riscos gestacionais na Atenção Primária, visando suprir falhas de registros incompletos e falta de padronização no pré-natal. O estudo identificou uma prevalência de fatores de risco em aproximadamente 38% das gestantes avaliadas. Obesidade, multiparidade e idade materna avançada foram os destaques negativos.


Cristhiane Tozzo Lisboa após apresentação de seu trabalho em formato de painel representando a Universidade Anhembi Morumbi
Cristhiane Tozzo Lisboa após apresentação de seu trabalho em formato de painel representando a Universidade Anhembi Morumbi
  • Unidos pela eliminação do câncer do colo do útero no Ceará - Projeto piloto focado na erradicação do câncer de colo de útero em 10 municípios cearenses, uma vez que o estado registra cerca de 1.000 novos casos e mais de 3.000 mortes anuais por este câncer evitável. Assim, o projeto focou na cobertura vacinal de HPV, atualmente em 64% para a 2ª dose em meninas e 40% em meninos. Entretanto não parou por aí e também focou na formação de 215 multiplicadores e alcance de 6.576 pessoas nas comunidades.


  • Sono: eixo de saúde mental no contexto do autismo - Projeto desenvolvido pelo Instituto do Sono (AFIP) voltado para famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto identificou inicialmente uma alta prevalência de distúrbios do sono em crianças com TEA, agravando desafios comportamentais. Assim, realizou atendimento a 230 famílias (460 pessoas) de 19 estados brasileiros. O painel destaca que 80-100% das crianças com TEA sindrômico apresentam queixas de sono, o que está diretamente ligado a sintomas depressivos nos cuidadores.


  • Qualificando o Cuidado Renal na Atenção Primária - Parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia para diagnóstico precoce da Condição/Doença Renal Crônica (DRC). O projeto capacitou 793 profissionais da rede básica. E dessa forma, identificou 37 novos diagnósticos confirmados de DRC que anteriormente eram subnotificados.


  • Sandrinha: Educação em Diabetes na Comunidade - Projeto de educação em saúde lúdica realizado pela Secretaria Municipal de Pouso Alegre/MG, com o uso de estratégias lúdicas  como a personagem Sandrinha e a "Mala do Conhecimento" para desmistificar o diabetes. Resultando na melhoria no manejo glicêmico dos usuários, redução do estigma no ambiente escolar e maior segurança no manejo para familiares.


Apresentações orais


E em seguida, houve as apresentações orais dos 5 melhores projetos no auditório do 18º Encontro do FórumCCNTs. Patrícia de Luca (AHF/FórumCCNTs) foi responsável pela moderação das apresentações. Enquanto a divulgação dos premiados ficou a cargo de: Felipe Lima (Sanofi), Isabelle Rodrigues (Novo Nordisk), Marcela Tullii (Lilly), Rodrigo Rubens (Boehringer Ingelheim) e Rubens Santos (Aché).


Representantes dos cinco melhores projetos são premiados após apresentações orais
Representantes dos cinco melhores projetos são premiados após apresentações orais

Os três primeiros colocados, entre os cinco projetos com apresentação oral, receberam um prêmio financeiro para amplificar e dar sequência aos seus projetos. Confira a classificação:

1º Lugar - ProPulmão Móvel - Rastreamento do câncer de pulmão - apresentado por Ricardo Sales do Instituto ProPulmão (Premiação de 15 mil reais);
2º Lugar - 3º Advocacy Day - apresentado por Lyvia Melo do Movimento Influencers Diabetes Brasil (Premiação de 10 mil reais);
3º Lugar - CREN - Tecendo Rede de Cuidados na Primeira Infância - apresentado Elizabeth Fefferman do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Premiação de 7 mil reais);
4º Lugar - Vozes na Saúde - apresentado por Nina Melo da Associação Brasileira de Câncer do Sangue;
5º Lugar - Unidade Móvel Saúde da Mulher PR Rosa - apresentado por Iseli Reis do Instituto Colabora Saúde;

Todos os projetos selecionados tiveram seus contatos compartilhados com instituições públicas, privadas e do terceiro setor presentes no evento, visando estimular parcerias e colaborações futuras.


Lançamentos e próximos eventos


A parte final do evento foi dedicada ao lançamento de ferramentas e estudos que serão bússolas para o setor nos próximos meses. Sob a moderação de Vanessa Pontirolli (Novo Nordisk), foram apresentados materiais que unem rigor científico e utilidade prática para o enfrentamento das CCNTs. Do combate ao estigma na nutrição à análise econômica do preço dos alimentos, passando por novas diretrizes em oncologia, os materiais lançados hoje reforçam nossa missão: transformar conhecimento em ação e política pública em saúde real.


O Livro “Nutrição Sem Estereótipos” um dos lançamentos apresentados no 18º Encontro do FórumCCNTs
O Livro “Nutrição Sem Estereótipos” um dos lançamentos apresentados no 18º Encontro do FórumCCNTs

Confira os destaques dos lançamentos:


  • Livro "Nutrição Sem Estereótipos" - Apresentado pela nutricionista Rosana Nogueira (CRN-3), a obra é um marco para a humanização do atendimento, combatendo preconceitos e promovendo uma abordagem nutricional inclusiva e baseada no respeito ao indivíduo


  • Relatório "Preço dos Alimentos" - Valter Palmieri Junior (Strong Business School) trouxe dados essenciais sobre como a economia e a inflação impactam diretamente a segurança alimentar e as escolhas nutricionais das famílias brasileiras.


  • Diretriz de Câncer e Obesidade - Um documento estratégico apresentado por Perla Sachs Kindi (Oncoguia), que estabelece diretrizes claras para o manejo da obesidade como fator crítico na jornada de quem convive com o câncer.


O 18º Encontro do FórumCCNTs reafirmou que o gerenciamento das CCNTs no Brasil exige: rede, ciência e, acima de tudo, a coragem de romper bolhas institucionais. Mais do que números ou protocolos, o evento deixa um legado de esperança e um chamado à união para quem trabalha diariamente no gerenciamento, o reconhecimento de que o cuidado humano e a inovação devem caminhar lado a lado. E para quem convive com essas condições, a certeza de que sua voz é o centro de cada decisão. Seguimos com o compromisso de transformar cada debate aqui realizado em políticas públicas que garantam dignidade, equidade e um futuro onde a saúde seja cada vez mais um direito assegurado e acessível a todos.

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