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- Relatório de Progresso: Passos da Longevidade - Finalista Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2024
Nome do Projeto: Passos da Longevidade Responsável pelo projeto: Adriana da Silva Lockmann Instituição: Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul Contato: adriana.lockmann@bancodealimentosrs.org.br Resultados Alcançados: O projeto Passos da Longevidade continuou a promover e manter a funcionalidade, a independência e a saúde da população idosa atendida pelas instituições beneficiadas pelo Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul. Durante o ano de 2024, foi possível atender um novo grupo com 39 idosos e, no início de 2025 , outro grupo com mais 10 participantes , consolidando o compromisso com o envelhecimento ativo e saudável. O recurso obtido teve papel fundamental para manter as atividades regulares aos participantes que contribuem diretamente para a qualidade de vida. Além disso, o projeto ampliou sua atuação para novas localidades , permitindo alcançar um público maior. Nos últimos 12 meses, foi firmada uma nova parceria com a empresa KILLING S.A. Tintas e Adesivos , ampliando o apoio institucional e fortalecendo a sustentabilidade das ações. Essa colaboração intersetorial reforça o potencial do projeto de envolver diferentes setores em torno da causa do envelhecimento saudável. 📎 Registros e publicações do projeto: Publicação no Instagram Relatório e materiais complementares Saiba mais: Passos da Longevidade Conheça os demais projetos do Concurso: 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs 2024
- Relatório de Progresso: Programa INSPIRE Saúde Respiratória - Finalista Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2024
Nome do Projeto: Programa INSPIRE Saúde Respiratória Responsável pelo projeto: Suzana Erico Tanni Instituição: Faculdade de Medicina de Botucatu - FMB/UNESP Contato: suzanapneumo@gmail.com Resultados Alcançados: O Programa INSPIRE Saúde Respiratória consolidou novas parcerias e manteve o compromisso com colaborações tanto no setor público quanto no privado . Após a participação no Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2024 , houve ampliação do número de pessoas impactadas pelo projeto. Até o momento, mais de 850 pessoas foram atendidas, demonstrando o alcance crescente da iniciativa. O reconhecimento proporcionado pelo FórumCCNTs foi essencial para ampliar a continuidade e escala do projeto , aumentando a visibilidade e consolidando o compromisso da equipe com a implementação de melhorias que fortaleceram o impacto das ações desenvolvidas . Saiba mais: Programa INSPIRE Saúde Respiratória Conheça os demais projetos do Concurso: 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs 2024
- Relatório de Progresso: 1º Advocacy Day - Workshop de capacitação - Finalista Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2024
Nome do Projeto: 1º Advocacy Day - Workshop de capacitação Instituição: Movimento Influencers Diabetes Brasil Responsável pelo projeto: Fabiana Fernandes Amaral Couto - Diretora de Advocacy Digital Contato: fabiana.couto@midb.com.br Resultados Alcançados: Desde sua participação no Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2024 , o Movimento Influencers Diabetes Brasil vem ampliando o alcance e a estrutura do Advocacy Day , uma iniciativa voltada à formação e ao fortalecimento de lideranças digitais na defesa dos direitos das pessoas com diabetes no Brasil. O projeto consolidou e renovou a parceria com a Novo Nordisk , além de estabelecer novas colaborações com a Biomm e a Sanofi , ampliando o apoio institucional e a rede de parceiros estratégicos. Em 2024, foi realizado o 2º Advocacy Day , reunindo 28 novos influenciadores e formadores de opinião , que juntos somam um alcance superior a 300 mil pessoas nas redes sociais . O encontro reforçou o compromisso com a educação em advocacy digital e com o fortalecimento das ações de comunicação sobre estratégias de redução de riscos, acesso aos cuidados e qualidade de vida das pessoas com diabetes. A iniciativa segue em expansão, e a 3ª edição do Advocacy Day já está confirmada para os dias 24 e 25 de outubro , com foco em aprofundar o engajamento das lideranças e consolidar um ecossistema colaborativo de influenciadores em saúde. A visibilidade conquistada no âmbito do FórumCCNTs contribuiu para fortalecer a credibilidade do movimento e inspirar novas conexões. Durante as atividades recentes, o projeto contou com a participação do Sr. Elton Prates , representante do FórumCCNTs, como palestrante convidado, ampliando o diálogo entre organizações que atuam em advocacy em saúde. Esses resultados reforçam o potencial do Advocacy Day como espaço de aprendizado e articulação, promovendo a união entre pacientes, comunicadores e instituições em torno de causas relacionadas às condições crônicas não transmissíveis . 📸 Redes sociais do projeto: @influencersdiabetesbrasil @advocacydaydiabetes Saiba mais: Primeiro Advocacy Day Conheça os demais projetos do Concurso: 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs 2024
- FórumCCNTs publica na Veja Saúde sobre HLM4-UNGA e Distúrbios do Sono
FórumCCNTs na mídia! O Dr. Mark Barone , Coordenador-geral e Fundador do FórumCCNTs, escreveu uma coluna na Veja Saúde , sobre a revolução que o Brasil liderou na Organização das Nações Unidas (ONU) , bem como a pauta dos distúrbios do sono ganhar destaque me meio ao HLM4-UNGA , a 4ª Reunião de Alto Nível da ONU . Foto: Veja Saúde/SAÚDE é Vital O sono, muitas vezes negligenciados por outras condições de saúde, ou fatores de risco de CCNTs como álcool, tabaco, consumo de alimentos ultraprocessados , pôde enfim ganhar seu espaço em um movimento de liderança e diplomacia em saúde, no qual pesquisadores brasileiros, representados pelo FórumCCNTs, negociaram diretamente com o Ministério da Saúde para que o tema fosse incorporado ao documento que orientará as políticas públicas de 195 países. Com isso, a nova Declaração Política Global sobre CCNTs , lançada durante a Assembleia Geral da ONU , em 25 de setembro deste ano, incluiu os distúrbios do sono como um fator de risco primário, que acomete 7 em cada 10 brasileiros. E o protagonismo dessa conquista histórica é brasileiro. A conquista sem precedentes foi anunciada durante o 23º Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida , em São Paulo. A apneia obstrutiva do sono (AOS) atinge cerca de 27 milhões de brasileiros e quase um bilhão de pessoas no mundo. O sono insuficiente e a AOS desencadeiam mecanismos como resistência à insulina, inflamação sistêmica e alterações hormonais e contribuem diretamente para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão, condições/doenças cardiovasculares e obesidade . O FórumCCNTs já tinha papel central no Brasil, na atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de diabetes tipo 2 e de hipertensão do Ministério da Saúde. Ao lado de parceiros, defendeu ao ministro Alexandre Padilha que o Brasil solicitasse a inclusão de três pontos-chave no " Zero Draft " da ONU, que daria origem à declaração política, que abrange os distúrbios do sono, a vacinação prioritária para pessoas com CCNTs e a participação social das pessoas com condições de saúde. O sucesso do município de Araguari (MG) , que implementou uma linha de cuidado para AOS com diagnóstico domiciliar simplificado e alta taxa de engajamento ao tratamento (mais de 70%), também foi citado por Mark Barone. O projeto mostrou que a inovação e a redução de custos são possíveis , servindo de modelo nacional e até mesmo reconhecido pela OMS . Leia a matéria na íntegra aqui . Fonte: Veja Saúde Na imprensa ABQV
- FórumCCNTs lança material "Obesidade e Principais Condições Associadas: Saiba o que fazer!", para Gestores, Profissionais de Saúde
FórumCCNTs e parceiros lançam a primeira edição do guia sobre Obesidade e Principais Condições Associadas , para Gestores e Profissionais de Saúde Clique na caixa abaixo para fazer o download do e-book Obesidade e Principais Condições Associadas: Saiba o que fazer! para Gestores e Profissionais de Saúde O FórumCCNTs lança seu mais novo guia. O material " Obesidade e Principais Condições Associadas: Saiba o que fazer!" - para Gestores e Profissionais de Saúde - apresenta orientações práticas sobre uma condição de saúde multifatorial que representa um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. "Pode ser que você conheça alguém que enfrenta desafios para manutenção do peso, tenha dificuldades para se exercitar e se alimentar saudavelmente, ou apresente problemas de saúde relacionados à obesidade. E não poderia ser diferente, pois a obesidade é considerada uma epidemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS) , afetando milhões de pessoas em todas as faixas etárias e classes sociais." "Neste material, compreenderemos a importância de prevenir, identificar precocemente, e tratar a obesidade de forma eficaz e sem estigmas . Como veremos, a obesidade geralmente não está sozinha, mas associada a outras condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , como diabetes , hipertensão , doenças cardiovasculares, depressão , apneia obstrutiva do sono (AOS), doença hepática esteatótica metabólica (DHEM, em inglês MASLD/MASH) e mesmo diferentes tipos de câncer. Muitas vezes esquecidas e não diagnosticadas, essas condições deterioram a saúde do indivíduo de forma acelerada. Você sabia, por exemplo, que 70% das pessoas com obesidade têm distúrbios do sono?" "Nas diferentes seções do material, conheceremos estratégias práticas e acessíveis para profissionais de saúde e gestores, que podem ser aplicadas em diversos níveis de atenção . Com isso, esperamos contribuir para o manejo desse problema crescente, promovendo qualidade de vida e bem-estar para a população." O material ainda apresenta a epidemiologia da obesidade no Brasil , como reconhecer a condição de saúde, as consequências de ser negligenciada, bem como seu manejo, prevenção e como buscar ajuda . Participam do material renomados especialistas como Mark Barone, Doralice Ramos, Andrea Levy, Carlos Schiavon, Cristiane Villela Nogueira e Marcelo Miranda .
- Prevenção da Obesidade: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome lança a Estratégia Nacional
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome lançou a Estratégia Nacional de Prevenção da Obesidade . A Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional , no âmbito da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) , atualizou e coordenou a instituição da nova Estratégia Intersetorial de Prevenção da Obesidade: Obesidade como uma questão social e interseccional. Imagem: Divulgação A nova Estratégia foi pactuada intersetorialmente no Pleno Ministerial da Caisan - que conta com 24 Ministérios - e também recebeu colaborações de representantes de vários setores do Governo Federal, de organizações da sociedade civil, de organismos internacionais, de pesquisadores e de especialistas. A obesidade, assim como a fome, é uma questão social que atinge de forma desigual a população mais vulnerável e demanda abordagens que articulem ações intersetoriais e interseccionais . Para além de uma perspectiva individual, a obesidade está intrinsecamente relacionada a determinantes sociais, que incluem o ambiente alimentar obesogênico, as desigualdades de renda e de escolaridade, a publicidade de alimentos não saudáveis , os estigmas sociais , o racismo estrutural e as políticas urbanas, cujas lacunas contribuem para o aumento de comportamentos sedentários e deficiências de mobilidade nas cidades. A estratégia envolve +16 ministérios e +80 ações para prevenir e reduzir desigualdades Conheça os Objetivos e metas (Decreto nº 12.680/2025): Reduzir a obesidade em crianças e frear o crescimento em adultos; Aumentar o consumo de alimentos in natura/minimamente processados e reduzir ultraprocessados; Promover ambientes alimentares e espaços urbanos saudáveis; Estimular atividade física e diminuir sedentarismo; Conscientizar sobre os impactos sociais da obesidade. E como estão divididos os 3 eixos + diretrizes? Imagem: Divulgação I - incentivar a amamentação de crianças até os dois anos de idade ou mais, de forma exclusiva nos primeiros seis meses de idade; II - incentivar a diversidade da alimentação complementar às crianças brasileiras e a redução da exposição a alimentos ultraprocessados e ao seu consumo; III - reduzir a prevalência de obesidade em crianças; IV - deter o crescimento de obesidade entre adultos; V - promover ambientes alimentares e espaços urbanos mais saudáveis, prioritariamente em áreas de desertos e pântanos alimentares; VI - aumentar o acesso e o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados; VII - reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados; VIII - promover a prática de atividade física e a redução do comportamento sedentário; e IX - conscientizar a população sobre os impactos sociais da obesidade. Acesse o material na íntegra aqui . Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
- Distúrbios do Sono: tema é pauta de Audiência Pública Federal, proposta pelo FórumCCNTs
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizou, em 2 de outubro de 2025, uma audiência pública convocada nos termos do Requerimento nº 139/2025 , de autoria da deputada Flávia Morais e do deputado Geraldo Rezende, aditado pelo Requerimento nº 196/2025 , de iniciativa do deputado Bruno Ganem. O objetivo foi discutir políticas públicas voltadas à prevenção, rastreamento, diagnóstico e cuidado dos distúrbios do sono . Assista aos vídeos da Audiência Pública aqui . O deputado Bruno Ganem abriu a sessão destacando a relevância do tema e apresentou os convidados da mesa: Cláudia Moreno (USP), Edilson Zancanella (Unicamp e presidente da Academia Brasileira do Sono), Geraldo Lorenzi Júnior (Instituto do Coração – USP), Mark Barone (FórumCCNTs), Marislene Pulsena (Secretaria Municipal de Saúde de Araguari/MG) e Rafaela Alves Marinho (Ministério da Saúde) , além da participação virtual de Juliana Macedo (Academia Brasileira do Sono – Regional Centro-Oeste) . Marislene Pulsena (Secretaria Municipal de Saúde de Araguari/MG), Geraldo Lorenzi Júnior (Instituto do Coração – USP), Mark Barone (FórumCCNTs), Edilson Zancanella (Unicamp e presidente da Academia Brasileira do Sono), Bruno Ganem (Deputado Federal), Cláudia Moreno (USP) e Rafaela Alves Marinho (Ministério da Saúde). Foto: Arquivo pessoal Cláudia Moreno, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, iniciou a discussão ressaltando que 72% da população brasileira apresenta algum distúrbio do sono , sendo que 40% dos homens têm apneia do sono e 30% das mulheres enfrentam insônia crônica . Ela destacou que a privação de sono prejudica a cognição, atenção e desempenho , comparando 17 horas acordado ao efeito de duas taças de vinho. A professora citou acidentes históricos, como Chernobyl, Exxon Valdez e Challenger, como exemplos de tragédias associadas à falta de sono, e relacionou os distúrbios a condições cardiovasculares (hipertensão, infarto, AVC) e metabólicas (obesidade, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e resistência à insulina). Cláudia Moreno (USP) durante a Audiência Pública sobre Distúrbios do Sono. Foto: Arquivo pessoal Cláudia enfatizou que existem mais de 60 distúrbios do sono, incluindo apneia, insônia e distúrbios relacionados ao trabalho em turnos, e reforçou a necessidade de políticas públicas intersetoriais e protocolos clínicos para prevenção e tratamento. Em seguida, o professor Geraldo Lorenzi Júnior abordou especificamente a apneia obstrutiva do sono, enfatizando que a condição é subdiagnosticada e extremamente prevalente — um em cada três adultos apresenta algum grau de apneia. O professor destacou tecnologias acessíveis para diagnóstico domiciliar e tratamentos que vão desde mudanças de posição ao dormir, perda de peso, tratamento nasal, uso de placas mandibulares até o CPAP. Ressaltou que, embora a tecnologia exista, o principal desafio é garantir adesão e disseminar o conhecimento para profissionais da atenção primária. Edilson Zancanela reforçou que o sono saudável é um pilar essencial da vida , equivalente à nutrição e atividade física, e apresentou dados sobre a necessidade de campanhas educativas, conscientização e ampliação da formação de especialistas — atualmente, apenas cerca de 500 médicos atuam na área no Brasil . Destacou ainda a importância de protocolos clínicos, centralização de dados e prevenção da judicialização por falta de acesso a tratamentos, defendendo a criação de políticas nacionais integradas para saúde do sono. Juliana Macedo trouxe a perspectiva clínica, enfatizando os impactos neurológicos da privação de sono, a necessidade de protocolos clínicos no SUS e a ampliação do acesso a diagnósticos e tratamentos , como CPAP e dispositivos intraorais, para prevenir complicações cardiovasculares e metabólicas. Mark Barone , coordenador e fundador do FórumCCNTs , enfatizou que os distúrbios do sono estão profundamente ligados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , como hipertensão, diabetes, obesidade, condições cardiovasculares e transtornos mentais. Destacou que o sono inadequado não é apenas sintoma, mas fator de risco independente para essas condições. Barone trouxe dados epidemiológicos e econômicos: globalmente, a perda de produtividade e os custos de saúde relacionados ao sono insuficiente atingem trilhões de dólares por ano. Comparou a prevalência dos Distúrbios do Sono com outras CCNTs, mostrado que enquanto há 1 bilhão de pessoas com obesidade no mundo, há quase 2 bilhões de pessoas com distúrbios do sono. Mark Barone (FórumCCNTs) durante a Audiência Pública sobre Distúrbios do Sono. Foto: Arquivo pessoal Mark Barone também destacou avanços internacionais: American Diabetes Association e American Heart Association já incluem o sono como fator central para prevenção e manejo das CCNTs. No Brasil, o FórumCCNTs contribuiu para a inclusão do sono nos PCDTs de Diabetes tipo 2 e Hipertensão , forneceu subsídios para pilotos de rastreamento e tratamento em São Paulo e teve papel central para que os distúrbios do sono fossem incorporados ao Vigitel à declaração política da ONU sobre CCNTs de 2025 , um marco histórico. Barone reforçou que os distúrbios do sono são, por si mesmos, condições crônicas de alta prevalência, muitas vezes superiores a outras CCNTs, e ainda recebem pouca atenção nas políticas públicas. Concluiu sua fala colocando o FórumCCNTs à disposição para contribuir para avanços necessários nessa temática, e destacando a necessidade de uma política pública com PCDTs para a atenção aos Distúrbios do Sono . Experiência do município de Araguari Marislene Pulsena apresentou a linha de cuidado da apneia obstrutiva do sono em Araguari (MG), destacando resultados promissores: Capacitação de 153 profissionais de atenção primária; Diagnóstico domiciliar simplificado, com telemonitoramento ; Taxa de adesão ao CPAP superior a 70% ; Redução de internações por condições sensíveis à atenção primária; 559 pessoas ativas em tratamento , incluindo casos de diabesidade e transtornos mentais; Nenhuma judicialização registrada; Custo médio do CPAP inferior a R$200 , significativamente menor que uma internação hospitalar (R$1.780 por 6,5 dias). Rafaela Alves Marinho (Ministério da Saúde) durante a Audiência Pública sobre Distúrbios do Sono. Foto: Arquivo pessoal A iniciativa integra prevenção, diagnóstico e tratamento, reduz custos e melhora a qualidade de vida da população, servindo de modelo nacional e internacional, reconhecido pela OMS. A audiência pública evidenciou que os distúrbios do sono constituem um problema de saúde pública negligenciado, com forte impacto social, econômico e clínico. Os especialistas defenderam a criação de políticas públicas integradas, protocolos clínicos no SUS , capacitação de profissionais e uso de tecnologias acessíveis, reforçando que a promoção da saúde do sono é essencial para a prevenção de condições crônicas e melhoria da qualidade de vida da população. O FórumCCNTs , junto a parceiros e gestores públicos, seguirá atuando para integrar a saúde do sono nas estratégias nacionais de prevenção e cuidado das condições crônicas não transmissíveis. Assista à audiência pública na íntegra . Na Imprensa ABQV Câmara dos Deputados Claudia Moreno (FSP-USP) Radioagência da Câmara dos Deputados Veja Saúde
- Novidade em CCNTs: Autoridades de saúde aprovam novo Plano de Ação 2025-2030 para reduzir casos de morte e incapacidade nas Américas
Autoridades de saúde de todas as Américas aprovaram no dia 1º de outubro um novo Plano de Ação 2025-2030 para a Prevenção e Manejo de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) durante o 62º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) . O plano marca um passo fundamental para o enfrentamento da principal causa de morte e incapacidade na Região . Imagem: Divulgação OPAS A iniciativa visa acelerar a implementação de medidas para reduzir a carga das CCNTs e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas afetadas por condições cardiovasculares, câncer, diabetes e condições respiratórias crônicas , por meio do fortalecimento dos sistemas de atenção primária à saúde (APS) . O plano propõe três linhas estratégicas de ação: Reduzir os fatores de risco para CCNTs e expandir as intervenções de promoção da saúde; Integrar a gestão das CCNTs nos cuidados de saúde primários; Fortalecimento da vigilância das CCNTs e seus fatores de risco. Essas linhas de ação visam reverter uma tendência preocupante: as CCNTs são responsáveis por cerca de 6 milhões de mortes anualmente na Região , com quase 40% dessas mortes ocorrendo prematuramente , antes dos 70 anos. As CCNTs afetam aproximadamente 240 milhões de pessoas nas Américas . Embora a última década tenha registrado progressos na redução do número de usuários de tabaco, o tabagismo continua sendo um importante fator de risco , juntamente com o consumo nocivo de álcool, a alimentação não saudável, a inatividade física e a obesidade . Por exemplo, mais de 35% dos adultos são fisicamente inativos e um em cada três adultos vive com obesidade. O acesso ao diagnóstico e ao tratamento também permanece limitado: apenas 36% das pessoas com hipertensão têm a pressão arterial manejada e mais de 40 milhões de pessoas com diabetes não têm acesso a tratamento adequado. O plano de ação enfatiza a necessidade de uma abordagem que envolva todo o governo e toda a sociedade e destaca medidas importantes como: Políticas fiscais para reduzir o consumo de tabaco, álcool e bebidas açucaradas ; Avisos na parte frontal da embalagem sobre alimentos ultraprocessados e restrições de marketing; Integração da prevenção e tratamento de CCNTs na atenção primária para melhorar as taxas de diagnóstico, tratamento e manejo; Vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e triagem para detecção precoce do câncer cervical; Uso de soluções digitais e ferramentas inovadoras para fortalecer a vigilância de dados , melhorar o monitoramento e apoiar a formulação de políticas baseadas em evidências. O progresso do plano de ação será monitorado por meio de mecanismos de revisão bienais, com uma revisão intermediária em 2028 e um relatório final em 2031 . A OPAS também apoiará os países na mobilização de recursos para implementar ações prioritárias. Por meio deste plano, os países das Américas reafirmam seu compromisso com a saúde pública e o desenvolvimento sustentável, em um momento crítico para reduzir a carga das CCNTs na Região . Texto adaptado da Organização Pan-Americana de Saúde Na imprensa ABQV Veja Saúde Fonte: OPAS
- FórumCCNTs propõe aprimoramentos ao PCDT de Asma no Brasil
O Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) , criado em 2017, visa promover a colaboração entre o setor público, empresas privadas e organizações do terceiro setor. Essa iniciativa está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 17 (ODS 17) e busca enfrentar a principal causa de mortes no país: as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Por meio deste documento, o FórumCCNTs cumprimenta o Ministério da Saúde pela iniciativa de atualizar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PDCT) de Asma, e vem participar da Consulta Pública n°77/25, sobre essa importante e oportuna atualização. Aproveitamos para lembrar que eu 10 de outubro deste ano, encaminhamos à SECTICS, SAPS e SAES uma carta de recomendações , útil para a presente revisão, visando ações que melhorem o panorama das Condições Respiratórias Crônicas no país, incluindo a asma. A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Asma. A asma é uma doença inflamatória crônica comum que atinge as vias aéreas inferiores caracterizada por chiado no peito, falta de ar, aperto no peito e tosse. Essa condição é considerada um problema de saúde pública mundial apresentando maior prevalência dentre as condições respiratórias crônicas . Segundo o The Global Asthma Report a prevalência de asma global foi de 9,1% entre as crianças, 11,0% entre os adolescentes e 6,6% entre adultos. No Brasil, são escassos estudos sobre a prevalência de asma. Segundo estudo realizado em Uruguaiana , São Paulo, parte do The Global Asthma Report, a prevalência de asma em adolescentes foi de 15,8%, e em adultos de 18,4%. Outro estudo com dados de Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 identificou prevalência de asma de 4,4% em adultos brasileiros. Por sua vez, estudo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) identificou a prevalência de 12,4% em 2012 e 16,0% no ano de 2015 em adolescentes brasileiros. Esse cenário reforça a necessidade de inquéritos de saúde que investiguem a real dimensão da asma no país. O diagnóstico da asma ocorre pela identificação de critérios clínicos e funcionais, sendo considerados sintomas sugestivos: o sibilância, dispneia, tosse e/ou sensação de aperto no peito que apresentem variação ao longo do tempo e em intensidade, com piora típica durante a noite ou nas primeiras horas da manhã. É recomendado que o diagnóstico seja realizado antes da introdução do tratamento com corticoide inalatório, pois o início precoce pode dificultar a identificação dos critérios clínicos e funcionais para o correto diagnóstico. Destaca-se que a asma pode ser classificada quanto a gravidade ou quanto o fenótipo. Quanto à gravidade, a asma é classificada como leve, moderada e grave. Quanto ao fenótipo a asma pode ser classificada como: alérgica, não alérgica, com predominância de tosse, de início tardio, com limitação persistente do fluxo de ar, associada à obesidade. O tratamento da asma busca atingir dois objetivos: o controle das limitações clínicas e redução dos riscos futuros. Além disso, pode ser dividido em duas modalidades, o tratamento medicamentoso e o não medicamentoso. O tratamento não medicamentoso inclui medidas como a cessação do tabagismo, diminuição de exposição a alérgenos internos e externos, orientação para uso correto dos medicamentos inalatórios, atividade física regular e alimentação saudável. O tratamento medicamentoso inclui medicações de controle e alívio. Os medicamentos de controle são a base para o tratamento da asma persistente como o corticoide inalatório, os corticoides orais, os Beta2-agonista de longa duração (LABA) e os imunobiológicos. Os medicamentos de alívio são utilizados na fase de exacerbação da condição e inclui o Beta2-agonista de curta duração (SABA). Em relação aos fatores associados à asma, estudos identificaram estilo de vida, poluição ambiental, mudanças dietéticas, tabagismo, exposição alergênica e melhores condições de higiene. Entre os fatores associados à asma na adolescência estão: não morar com os pais, o maior número de dias de consumo de alimentos ultraprocessados, almoçar ou jantar sem a presença dos pais ou responsáveis, ter fumado cigarro, ter experimentado bebida alcoólica, ter usado drogas ilícitas e ter procurado serviço de saúde no último ano. Dados do Global Burden of Disease (GBD) 2019 reforçam o tabagismo, índice de massa corporal (IMC) elevado e exposição ocupacional como principais fatores relacionados à asma no contexto mundial. Além disso, estudos recentes mostram associação entre asma e duração de sono , sendo que as pessoas com duração do sono insuficiente possuem maior chance de terem asma. Diante disso, medidas de promoção da saúde são necessárias para redução dos fatores de risco mencionados. Nessa perspectiva, vale a pena destacar alguns dos problemas enfrentados pelo Brasil na incorporação das políticas públicas direcionadas ao tratamento e diagnóstico da asma. Primeiro, destaca-se a necessidade de orientação adequada às pessoas com asma. Aproximadamente um quarto das pessoas com indicação de tratamento farmacológico para condições respiratórias crônicas não utilizam os medicamentos . Além disso, ressalta-se as desigualdades regionais do país . As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentam maior prevalência de uso de medicamentos comparado a Norte e Nordeste. Ademais, o país também enfrenta dificuldades de implementação em âmbito estadual dos PCDT e políticas definidas em âmbito nacional. Segundo monitoramento pela Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF), somente 14 Unidades Federativas regulamentaram em âmbito nacional o PDCT de asma de 2023, até abril de 2025. Diante do cenário acima, o ForumCCNTs sugere algumas recomendações ao PCDT de asma. Primeiro, vale-se ressaltar a importância de inclusão de um tópico para os fatores de risco associados à asma na seção diagnóstico do PCDT. Embora o documento mencione alguns fatores de risco ao longo do texto, acreditamos que a criação de um tópico dedicado é fundamental para reforçar a vigilância desses fatores pelos profissionais de saúde, de forma a promover ações de prevenção, promoção da saúde e diagnóstico precoce. Outra recomendação sugerida é a inclusão de estratégias de melhoria do sono na seção “Tratamento não medicamentoso”. Apesar de ser pouco mencionado, estudos recentes evidenciam a influência da qualidade e duração do sono no desenvolvimento da asma. Uma pesquisa longitudinal identificou que adolescentes com duração de sono curta tiveram maior risco de desenvolver asma na vida adulta, sobretudo aqueles com histórico familiar. Estudos brasileiros identificaram maior prevalência de asma entre os adolescentes com menor tempo de sono . Além do sono insuficiente ser um fator de risco para o desenvolvimento da asma, essa condição também piora a qualidade de sono. Além disso, está bem documentada a inter-relação com a apneia obstrutiva do sono (AOS) e a asma , estando a primeira associada a asma de difícil manejo ou mais severa em crianças. Nessa perspectiva, reiteramos a necessidade de promoção de um sono adequado , com potencial para melhorar os quadros de asma , através da identificação de distúrbios do sono precocemente com de tecnologias de baixo custo ou mesmo questionários validados em pessoas com asma, orientações de higiene do sono e tratamento sempre que necessário. Diante do exposto, o FórumCCNTs entende que a atualização do PCDT de Asma representa um avanço para a prevenção, diagnóstico, manejo e acompanhamento de pessoas com essa condição no país e, em suma, indica-se a inclusão das seguintes recomendações no Protocolo de Diretrizes Clínicas e Terapêuticas: a) Abordar de forma específica os fatores de risco associados à asma, haja vista a importância de identificação desses fatores pelos profissionais de saúde para a implementação de medidas de promoção principalmente na atenção primária à saúde. b) Incorporar estratégias para identificação e cuidados dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso, tendo em vista o papel da baixa qualidade e duração insuficiente do sono no desenvolvimento e agravamento de Asma e a associação dos distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono, com asma grave. c) Concomitante à atualização do PCDT, levar os medicamentos de primeira escolha para asma, como o LABA, da farmácia de alto custo/componente especializado, para acesso através da Atenção Primária e Programa Farmácia Popular, a fim de garantir acesso equitativo da população, é fazer esse ajuste no PCDT. d) Manter pesquisas sobre Asma, com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como PNS, haja vista a escassez de estudos sobre a prevalência de Asma no país. e) Detalhar estratégias de exames diagnósticos e programas de reabilitação respiratória e, de forma concomitante, introduzindo onde não há ou ampliando programas como o Tele-Espirometria e o AbraçAr. f) Enfatizar recomendações de vacinação para pessoas com asma, especialmente asma grave. g) Entre os médicos especialistas para referência de casos grave de asma ou precisando de suporte adicional, incluir os otorrinos. h) Capacitar os profissionais de saúde com base no PCDT atualizado. Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG www.linkedin.com/in/ana-carolina-micheletti-gomide-nogueira-de-sá-phd-postdoc-551636180 www.enf.ufmg.br Gabriel Soares Damaceno Estudante Bolsista de Iniciação Científica prpq/UFMG/CNPq Escola de Enfermagem da UFMG www.enf.ufmg.br
- FórumCCNTs publica, com líderes reunidos pelo OMS, sobre Protagonismo de PLWNCDs pós-HLM4
Na última sexta-feira (10), a Public Library of Science (PLOS) publicou um artigo científico em que destaca a experiência vivida de pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) como autoridades epistêmicas importantes na saúde global. O material contou com a participação do FórumCCNTs e líderes da Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua elaboração. Imagem: Reprodução O artigo, que teve o Dr. Mark Barone, Coordenador-geral e Fundador do FórumCCNTs, como um dos autores , também contou com Lavanya Vijayasingham, Mansi Chopra, Edith Mukantwari, Benny Prawira, Eman Shannan, Joab Wako e Maria Divina O'Brien. Nele são destacadas a importância do envolvimento significativo das pessoas com CCNTs como decisores políticos , de como potencializar esse engajamento em todos os setores e de forma intersetorial, a partir da Declaração Política da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025. Imagem: Freepik Confira um resumo do material: "A era do paternalismo médico, em que os profissionais de saúde atuam como únicos e bem-intencionados tomadores de decisões em relação à saúde das populações, acabou. É claro que profissionais de saúde, pesquisadores e formuladores de políticas devem permanecer como autoridades epistêmicas, especialmente na era atual de pseudociência e desinformação médica. No entanto, essa autoridade deve ser compartilhada com aqueles a quem servem, ou seja, aqueles que estão mais próximos e diretamente afetados pelos problemas de saúde que precisam de soluções. No contexto deste artigo, as pessoas que eles atendem somos nós: pessoas com experiência vivida (PWLE) de CCNTs, saúde mental, neurológica e todas as outras condições crônicas de saúde. Quando nos engajamos significativamente como especialistas em experiência vivida, fornecemos aos sistemas de saúde insights em tempo real e do mundo real sobre nossas necessidades de vida diversas, complexas e mutáveis, em nossa voz em primeira pessoa. Quando colaboramos para coprojetar e coproduzir soluções de saúde por meio de políticas, programas e pesquisas, ajudamos os sistemas de saúde a atender melhor às necessidades de saúde de todos. Juntos, podemos construir sistemas de saúde centrados nas pessoas e na aprendizagem, que funcionem de forma mais eficiente, eficaz e equitativa. Juntos, podemos equipar as populações para serem mais saudáveis, mais resilientes e, por sua vez, mais produtivas econômica e socialmente. O que significa engajamento significativo? O Quadro da OMS define o envolvimento significativo de pessoas que vivem com DCNT, saúde mental e condições neurológicas como a “inclusão respeitosa, digna e equitativa de indivíduos com experiência vivida em processos e atividades, dentro de ambientes favoráveis onde o poder é transferido, valorizando a experiência vivida como especialização e aplicando-a para melhorar os resultados de saúde". Este quadro apela à implementação através de financiamento sustentável, partilha de poder, redução do estigma, abordagens integradas, desenvolvimento de capacidades e mecanismos institucionalizados; enfatizando os princípios de dignidade, equidade, transparência, inclusão, institucionalização e sensibilidade ao contexto nos seus processos, qualidade e impacto. O engajamento ainda é insuficiente O engajamento significativo ainda não é uma prática comum. Sua implementação continua inconsistente em todas as regiões e áreas de condições de saúde. Muitas vezes, os termos são ditados por instituições, deixando-nos, especialistas em experiência vivida, com escopo limitado para influenciar decisões, processos ou resultados. Lacunas em termos de financiamento, poder e acesso à informação limitam nossa participação. Muitos de nós ainda somos posicionados como sujeitos passivos em pesquisas, ou somos convidados para eventos com o objetivo de inclusão simbólica e encarregados de contar histórias emotivas para "humanizar" as reuniões. Na pior das hipóteses, o engajamento pode, às vezes, parecer uma tática de relações públicas ou uma "lavagem ética". O envolvimento significativo fortalece os sistemas de saúde Investimentos em engajamento significativo podem ter um efeito multiplicador nos sistemas de saúde, semelhante ao das vacinas: prevenindo danos e promovendo benefícios coletivos, mesmo em ambientes com poucos recursos. Trabalhar de forma formativa com insights de especialistas, extraídos de nossas experiências vividas, pode reduzir complicações dispendiosas, evitar intervenções ineficazes e reforçar a resiliência em tempos de crise. Isso requer financiamento sustentável que garanta remuneração justa, habilidades adequadas e logística para o trabalho especializado que realizamos. Sem financiamento sustentável, o engajamento conosco é extração, não empoderamento. Conclusão Ao adotar e implementar a Declaração Política da ONU de 2025 sobre CCNTs e saúde mental em nível nacional, os países-membros podem reconhecer a expertise única das pessoas que vivem com ou cuidam de seus familiares com condições crônicas; ou seja, o valor que agregamos aos sistemas de saúde quando co-moldamos políticas e programas em todo o espectro de cuidados. Isso representa uma oportunidade positiva para todos os países alavancarem o engajamento significativo como uma abordagem estratégica para o desenvolvimento de sistemas de saúde fortes, de alta qualidade, responsivos e resilientes, que sejam mais equitativos e eficientes. Cada passo em direção à valorização de nossas vozes diversas, ao investimento em nossa participação segura e apoiada e à incorporação da coprodução em políticas, pesquisas e práticas por meio de recursos sustentáveis é significativo para nós. Quando bem feito e consistentemente em todo o mundo, o engajamento significativo pode nos aproximar de alcançar a "saúde para todos". Acesse o conteúdo na íntegra aqui . Fonte: PLOS Global Public Health
- GT DCV do FórumCCNTs publica artigo sobre Priorizar Diagnóstico e Monitoramento nas UBS e Farmácias
Na última sexta-feira (9), a editora Sage Journals publicou o artigo " Uma perspectiva de experiência vivida sobre o empoderamento de pessoas com diabetes por meio de tecnologia acessível no ponto de atendimento no Brasil" . O material é resultante do trabalho do Grupo Temático de Condições/Doenças Cardiovasculares ( GT DCV ) , tendo como autores Mark Barone (FórumCCNTs), Beatrice Vetter (FIND), Patrícia de Luca (AHF) e Márcio Galvão (UFBA). Foto: Divulgação O texto trata de como pessoas que vivem com diabetes no Brasil percebem e são impactadas por tecnologias de ponto-de-cuidado acessíveis , especialmente no que diz respeito ao empoderamento no autocuidado . Ou seja: explorar as experiências vividas por pessoas com diabetes para entender como exames e tecnologias mais acessíveis podem ajudá-los a participar mais ativamente no cuidado da própria saúde. No Brasil e em muitos outros países de baixa e média renda, as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , como diabetes mellitus, doença renal crônica e dislipidemia , representam desafios significativos para a saúde e a economia. Motivados pelas experiências pessoais de convivência e/ou trabalho com CCNTs (incluindo um autor com diabetes e outro com hipercolesterolemia familiar ) e por papéis coletivos como defensores, pesquisadores e profissionais de saúde, este artigo destaca a importância de estratégias de manejo precoce e o potencial dos dispositivos de ponto de atendimento na atenção primária à saúde (APS) para melhorar os resultados do diagnóstico e do tratamento. Os autores testemunharam em primeira mão o enorme aumento de CCNTs, como diabetes, doença renal crônica (DRC) e dislipidemia no Brasil e em outros países de baixa e média renda (PBMRs) . Essas condições apresentam desafios significativos de saúde e econômicos, ressaltando a necessidade urgente de abordagens inovadoras para melhorar os resultados. Como resultado, as pessoas frequentemente se perdem no sistema entre o recebimento da solicitação do médico e o retorno com os resultados dos exames . E devido à falta de dados, muitos simplesmente retornam às unidades de APS para renovar a mesma prescrição médica, sem qualquer ajuste terapêutico que seria necessário para atingir os objetivos do tratamento . Integrar tecnologias de POC diretamente nas instalações de APS pode preencher essa lacuna crítica, garantindo resultados imediatos e permitindo ajustes terapêuticos rápidos e baseados em dados. O impacto nas pessoas com CCNTS é imediato Foto: WOF No Brasil, o diabetes afeta mais de 16 milhões de pessoas e causou 107.760 mortes em 2019 , representando 7,64% de todas as fatalidades. Além do diabetes, a DRC e as dislipidemias aumentam significativamente o risco de condições cardiovasculares , que continuam sendo as principais causas de mortalidade. Apesar desses impactos, muitos casos permanecem sem diagnóstico ou são tratados de forma inadequada — 1 em cada 3 (31,9%) dos casos de diabetes tipo 2 não são reconhecidos , e a prevalência de DRC é provavelmente quatro vezes maior do que a diagnosticada . Integrar o POC à APS não é apenas vantajoso; é essencial para mudar o cenário atual de CCNTs não diagnosticadas , não monitorados e não manejadas. Ao defender o diagnóstico precoce e o monitoramento contínuo, é possível reduzir os casos não diagnosticados, aumentar o engajamento da população e construir um sistema de saúde mais forte. Esforços colaborativos entre indivíduos, profissionais de saúde e formuladores de políticas são essenciais para a criação de um sistema de saúde mais inclusivo e eficaz para o gerenciamento do diabetes e de outras CCNTs. Isso, em última análise, melhorará os resultados de saúde e aliviará a carga das CCNTs no Brasil e em outros países de baixa e média renda, ajudando esses países a alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.4 das Nações Unidas . Fonte: Sage Journals
- PL prevê Distribuição de Análogos de Insulina nas UBS; projeto é proposto pelo FórumCCNTs, em parceria com Deputada Flávia Morais
Na última sexta-feira (10) foi apresentado pela Deputada Federal Flávia Morais (PDT/GO) , o Projeto de Lei (PL) 5092/2025 , que dispõe sobre a autorização para disponibilização , no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), das insulinas análogas de ação longa e curta duração para o tratamento do Diabetes Mellitus , e dá outras providências. Imagem: Divulgação O PL segue Aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados. O PL foi proposto pelo FórumCCNTs , com apoio da ADJ Diabetes Brasil , e abraçado pela Deputada Federal Flávia Morais , que se mostrou muito sensível ao problema atual de muitas pessoas que precisam dessas insulinas já incorporadas ao SUS e que não conseguem recebê-las , por não estarem disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) . De acordo com o documento, o Poder Executivo fica autorizado a adotar as providências necessárias à ampliação da oferta e à disponibilização gratuita das insulinas análogas de ação longa e curta duração, já incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) , aos usuários diagnosticados com Diabetes Mellitus, que possuam prescrição médica e se enquadrem nos critérios clínicos estabelecidos pelas diretrizes nacionais de tratamento da condição de saúde. Ainda destaca que as insulinas análogas abrangidas por esta Lei compreendem as Insulinas análogas de ação rápida : lispro, asparte ou glulisina; e as Insulinas análogas de ação prolongada : glargina, detemir ou degludeca. Confira outros destaques do PL 5092/2025: Foto: SBD O Diabetes Mellitus (DM) é uma condição crônica caracterizada pela produção insuficiente ou pela má absorção da insulina — hormônio responsável pela regulação da glicose no sangue. Quando não tratada adequadamente, a condição de saúde pode ocasionar complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal crônica e amputações, resultando em perda significativa da qualidade de vida e morte prematura. O DM é hoje um dos maiores desafios de saúde pública no mundo. A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que 589 milhões de adultos vivem com diabetes e que, em 2024, a condição provocou cerca de 3,4 milhões de mortes. No Brasil, o Vigitel 2023, do Ministério da Saúde, apontou que 10,2% da população adulta — cerca de 2,7 milhões de pessoas — convivem com o diabetes. O impacto econômico também é expressivo: em 2021, o país despendeu US$ 42,9 bilhões em custos diretos com a condição de saúde, ocupando o terceiro lugar mundial em gastos relacionados ao diabetes. Outro fator determinante para a adoção desta medida é a descontinuação da produção de insulina humana por parte de diversas indústrias farmacêuticas. Desde 2024, empresas multinacionais têm comunicado às autoridades sanitárias a interrupção gradual da fabricação das insulinas NPH e Regular, em virtude de alterações de portfólio e baixa rentabilidade. Tal situação já provoca escassez no abastecimento nacional, conforme alertas emitidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo próprio Ministério da Saúde. Assim, esta proposição busca fortalecer a política pública de atenção às pessoas com diabetes, garantindo o acesso equitativo, a continuidade do tratamento e a efetividade da incorporação tecnológica já aprovada pela CONITEC. Ao autorizar o Poder Executivo a disponibilizar as insulinas análogas nas UBS, o projeto contribui para o cumprimento dos princípios constitucionais da universalidade, integralidade e equidade do Sistema Único de Saúde. Trata-se, portanto, de medida estratégica, humanitária e tecnicamente sólida, que concilia responsabilidade fiscal com o compromisso social de salvar vidas e ampliar o cuidado integral às pessoas com diabetes no Brasil. Acesse a proposta completa aqui . Fonte: Câmara dos Deputados












